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    <title>Luso-Poemas</title>
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    <description>Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos</description>
    <lastBuildDate>Fri, 09 May 2008 14:45:56 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Luso-Poemas</title>
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      <title>Se Viesses Amor, e Trouxesses a Alegria - PauloAlves</title>
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      <description>Vai-se trocando a clareza do dia,&lt;br /&gt;Por uma obscura noite, miséria inequivoca,&lt;br /&gt;Se viesses amor, e trouxesses contigo a alegria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se preenchesses com linhas nitidas de liberdade,&lt;br /&gt;Os desenhos que carrego no peito,&lt;br /&gt;Talvez a noite se tornasse mais clara por piedade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se viesses amor, e trouxesses contigo a alegria,&lt;br /&gt;A noite, se despiria das estrelas, da lua, e o final da miséria inequivoca,&lt;br /&gt;Acenderia, por entre estranhas sugestões, o nascer de um novo dia... </description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 14:01:26 +0200</pubDate>
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      <title>INQUIETUDE - Jairo Nunes Bezerra</title>
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      <description>&lt;img src=&quot;http://s69.flogao.com.br/2008/05/09/21/124463998.jpg&quot;&gt;&lt;br /&gt;INQUIETUDE&lt;br /&gt;(Jairo Nunes Bezerra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seus olhos penetrantes e lacrimejantes,&lt;br /&gt;Ela fitou-me a chorar...&lt;br /&gt;Vingou a curiosidade em mim reinante,&lt;br /&gt;Desejando no seu íntimo penetrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incontinente figurou a origem da tristeza,&lt;br /&gt;É que às pressas partira o seu amante...&lt;br /&gt;Deveras atraído fiquei pela sua beleza,&lt;br /&gt;Sabendo do acontecimento gratificante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxugando as suas faces, acariciei seu rosto!&lt;br /&gt;Queria de si afastar o atual desgosto,&lt;br /&gt;Beneficiando-me com aquele fracasso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora com ela voluptuosa em minha cama,&lt;br /&gt;Vai-se aos poucos do desejo a grande chama,&lt;br /&gt;Deixando-me relaxado!&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 13:41:59 +0200</pubDate>
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      <title>Hoje meu destino é ser rio! - Lanna Agda</title>
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      <description>&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Hoje meu destino é ser rio!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pensar que fiz quase de tudo!&lt;br /&gt;Estrategicamente tentei...&lt;br /&gt;Planejar meu futuro&lt;br /&gt;Moldar meu destino&lt;br /&gt;Estudar meu sonhos&lt;br /&gt;Estancar minhas liberdades&lt;br /&gt;Queria meus desejos,&lt;br /&gt;Realidades!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti em busca de um caminho que me fizesse sólida...&lt;br /&gt;Quis ser &quot;Montanha&quot;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha concepção, montanha era total fortaleza!...&lt;br /&gt;Prova viva do amor de Deus!&lt;br /&gt;Imponente, poderosa, de difícil destruição!&lt;br /&gt;E quase consegui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então meus dias começaram ser monótonos.&lt;br /&gt;As paisagens eram as mesmas.&lt;br /&gt;Montanha é triste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a observar o rio...&lt;br /&gt;Voltei atrás...&lt;br /&gt;Mudei meu destino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje meu destino é rio!&lt;br /&gt;A cada dia uma nova paisagem...&lt;br /&gt;A cada dia um novo acontecimento...&lt;br /&gt;A cada dia uma nova surpresa!&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada novo dia um encontro secreto com o arco-íris...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Antes de me entregar aos braços do mar, definitivamente!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lanna Agda&lt;br /&gt;(09/05/08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 13:25:14 +0200</pubDate>
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      <title>Uma Prosa Silenciosa - Helen De Rose</title>
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      <description>Este é um momento muito precioso.&lt;br /&gt;Um reencontro sutil e substancial com meu ser.&lt;br /&gt;Permaneço em mim, nesse estado meditativo, não há lugar aonde ir.&lt;br /&gt;O meu silêncio interior permeia todo o meu fazer.&lt;br /&gt;Ouço o som e a voz do silêncio, ecoando nas minhas veredas internas, insondáveis pelos olhos nus.&lt;br /&gt;Degusto o seu sabor no banquete silencioso que me serve.&lt;br /&gt;Meus olhos estão fechados, mas aberto para ver as imagens das dimensões silenciosas do Universo.&lt;br /&gt;Posso sentir as fragrâncias perfumadas, penetrando minhas narinas ,enquanto mergulho profundamente nesse oceano silente.&lt;br /&gt;Meus braços se abrem, como se eu estivesse esperando por um abraço e de repente num inspirar, o silêncio tateia minha pele, penetrando meus poros, arrepiando meus pêlos, tomando conta do meu íntimo e de todo o meu ser.&lt;br /&gt;Sinto-me, nesse momento, possuída pelo silêncio. &lt;br /&gt;Ele se apossou de mim e nem existo mais, agora estou no Todo Universal e o Todo Universal está em mim.&lt;br /&gt;O prazer desse momento é indescritível, somente quem vivencia o silêncio pode conhecer as sensações imensuráveis que ele nos concede.&lt;br /&gt;Uma vez que você realizar essa viagem pelo silêncio, nunca mais vai querer ficar sem esse momento. &lt;br /&gt;Todas as vezes que puder, vai querer sentir novamente esse prazer. &lt;br /&gt;Eu sei, porque todos que já estiveram com o silêncio sempre retornaram pra ele.&lt;br /&gt;Os tempos mudam, a humanidade continua se transformando, mas o silêncio continua o mesmo, e o prazer que vem dele, permanece o mesmo. &lt;br /&gt;Meu silêncio é a única coisa em que posso confiar, a única coisa que nunca morre. &lt;br /&gt;Porque eu nasci do silêncio e para ele vou retornar.&lt;br /&gt;O meu silêncio é a única coisa que eu posso chamar de meu próprio ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no silêncio das palavras que consigo ouvir a voz da minha paz!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 13:12:06 +0200</pubDate>
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      <title>Circo - Francisco Boaventura</title>
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      <description>Ri o bobo das suas &lt;br /&gt;palhaçadas, é somente &lt;br /&gt;o palhaço mais vistoso,&lt;br /&gt;agrada a outros candidatos.&lt;br /&gt;Riem para poder imitar&lt;br /&gt;depois, noutra altura.&lt;br /&gt;Riem lá ao fundo,&lt;br /&gt;sem conseguir ver o circo&lt;br /&gt;só porque ouvem rir,&lt;br /&gt;envergonhado porque fazem &lt;br /&gt;troça dele ri também.&lt;br /&gt;Um desconfiado &lt;br /&gt;não sabe rir, começa a chorar!&lt;br /&gt;Vendem-lhe um fato.&lt;br /&gt;Todos se riem!&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 13:05:23 +0200</pubDate>
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      <title>hoje não quero escrever-te. - catia margarida</title>
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      <description>Hoje, hoje eu não queria beber esta necessidade de me escrever a escrever-te. Não queria que a saudade fosse sempre papel branco espalhado pelo chão, não! Queria curar a saudade nos teus lábios, mas o chão sangrou-me o caminho até tua casa. E eu vendi as minhas asas para comprar o meu coração de volta. Ainda tens o meu coração? Eu sei que o perdi no teu corpo, entre um e outro gole de ti. Sôfrego.&lt;br /&gt;Hoje, as lágrimas escorrem. Tanto, que escorrem. Um dia choro os olhos. Mas eu não choro, agora não. Elas só correm, como um rio, um rio só nosso. Há tanto que é nosso. E há tanto que eu quero criar para ser teu, para eu ser mais tua. Há tantas ruas e árvores e flores onde te quero viver.&lt;br /&gt;Fiz o caminho de volta pelas mãos, as lágrimas cegam-me os olhos para que eu te veja melhor. Tenho quase-ódio das tuas mãos no meu corpo. Eu não disse, eu não quis dizer... mas eu não as quero. Não posso! Elas vêm comigo, cravadas na minha pele e eu não as quero. Por favor... Arranca-as de mim! Elas, as tuas mãos, eu gostava tanto das tuas mãos. A tua mão esquerda na minha por essas ruas em que eu cantava desdenhando do mundo, só por te ter. Incomodo mais agora. A felicidade é inoportuna. E eu abuso dela nos teus olhos.&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 11:46:43 +0200</pubDate>
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      <title>elegia a mim mesmo - Julio Saraiva</title>
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      <description>&lt;br /&gt;ponho-me a contar os dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;percebo que ficam próximos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos 52 anos as esperanças se derramam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nos pomos a enterrar os amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com uma troca absurda de olhares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;quem irá depois?&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os olhares se fecham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os amigos se vão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;penso nos poemas que deixei de fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas amadas que ficaram pelo caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no beijo breve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos adeuses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim penso que o fim anda próximo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;percebo que os dias me sufocam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que as tardes são breves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poderia escrever muito mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poderia dizer de repente que amo uma puta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jogada na rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como amei a todas as mulheres que tive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;principalmente como amei a poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais do que todas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e é a ela, Poesia, que peço perdão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os sonetos foram vários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os livros também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem todos bons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as noites na boêmia inúmeras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e me custaram três casamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim viver é isto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da janela do meu quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;neste apartamento onde moro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olho o dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e tenho a certeza de que ele será sempre igual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio, inédito</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 11:36:39 +0200</pubDate>
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      <title>ABRE  O  TEU  CORAÇÃO,  CORAÇÃO. - Alberto da fonseca</title>
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      <description>Bom dia coração, bons olhos te vejam!&lt;br /&gt;Bom dia amigo, como está você?&lt;br /&gt;Eu cá vou indo e tu, acordas-te bem disposto?&lt;br /&gt;Espero com alegria de cá estarmos mais um dia.&lt;br /&gt;Queria falar contigo coração, posso?&lt;br /&gt;Se não te importas, tenho algo a te perguntar.&lt;br /&gt;Abre o teu coração e deixa o teu coração falar.&lt;br /&gt;Diz-me, coração, o que pensas tu do amor.&lt;br /&gt;Diz-me o que tu pensas de mim, tu me conheces.&lt;br /&gt;Peço-te para falar com franqueza, por favor.&lt;br /&gt;Do amor, tu estás a dizer que tens dúvidas?&lt;br /&gt;Que o amor de agoraa já não é como amor de outrora.&lt;br /&gt;Bom, talvez tenhas razão, mas os tempos mudaram,&lt;br /&gt;Os jovens de agora , têm mais liberdade&lt;br /&gt;Chamam a isso, o progresso da sociedade.&lt;br /&gt;Começam a namorar, por vezes nem isso e logo vão mais longe.&lt;br /&gt;Que pensas tu divorcio em voga hoje em dia?&lt;br /&gt;Ah bom!...  cada um deve de ser livre de escolher?&lt;br /&gt;Que há mais moral no divorcio que o adultério esconder..&lt;br /&gt;E no caso do aborto? A Igreja não está de acordo!...&lt;br /&gt;Mas tu coração qual é a opinião? do teu coração?&lt;br /&gt;O aborto, a Igreja não deve negar a liberdade de escolher!&lt;br /&gt;E sobre as guerras, a miséria. os sem abrigo?&lt;br /&gt;É a culpa daqueles que só pensam neles, meu amigo!&lt;br /&gt;São pessoas sem piedade sem dó nem paixão.&lt;br /&gt;São homens que andam na vida mas não têm coração.&lt;br /&gt;Obrigado do coração e como se diz, passa um dia feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. da fonseca&lt;br /&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 11:35:18 +0200</pubDate>
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      <title>&amp;quot;Balada da Abalada&amp;quot; - Alemtagus</title>
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      <description>Lágrima que desliza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos anos passados na branca camisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória e saudade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a chuva teimosa da universidade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amores que eu deixei &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boémia folia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a ti que eu amei &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a ti que eu queria &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste minha amada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fores embora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocando a balada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos que brilham &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriso singelo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhos que trilham &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros desfolhados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ora um desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos eles lembrados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o primeiro beijo </description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 11:32:57 +0200</pubDate>
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      <title>IMPROVISO DE BOTEQUIM - Julio Saraiva</title>
      <link>http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=36877</link>
      <description>&lt;br /&gt;coloco uma estrela sobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um pires de porcelana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amigo nasci muito pobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha estampa não engana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saí da roda-gigante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caí na roda de cana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minh&#039;alma tão dantes pura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tornou-se mais que profana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dei de tocar cavaquinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querendo saber violão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou simples soldado raso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas metido a capitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não temo homem valente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem corro de assombração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando o negócio é carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra moça tenho boa mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nasci cidadão do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha casa é lugar qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vivo segundo a segundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim como deus quiser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faço o raso virar fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encaro o que vier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas com sombra e água fresca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e principalmente mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui termino o improviso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dedicado à sua graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não quero dinheiro em troca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;basta um gole de cachaça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;júlio</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2008 09:58:58 +0200</pubDate>
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