
Farto-me dela! Da noite avessa às palavras...
A solidão da noite me arrepia a pele.
Os meus pêlos devoram as roupas ácidas.
A noite me beija de língua e batom.
E eu, à noite me sinto cativa. Urros e sonhos de paz eu dou...
A noite me acarinha na solidão do orgasmo.
Quero a noite a arrepiar meu pranto e sonho com o colo da noite no quarto.
Solta com os cabelos ofegantes, nas escuras latrinas dos fados.
Ouço uma canção serena no fundo, e vejo estrelas cintiladas...
A noite ejeta-se louca, eu ejeto-me rouca!
A noite me beija com a língua alucinada!