
Permanecia em rápidas paragens
Sob a escuridão da noite
Dele cegava-se a luz, duplamente
Entidade singular identificada
Quem fechou os olhos, disse ser o Egoísmo
Que bem recebido ficou seguro de si
Todos tinham dúvidas, todos vacilavam
Julgaram ser a Intolerância
Poucas vezes ordenada, tão triste
Outros pensavam – “ Era a Mentira!”
Ela pode ficar onde a Verdade fugia!?
“Sim!” – murmuravam o restante...
Foi a Injustiça que chegou, e cegou
E outro sussurrava: -“Era a Maldade”
E mais outro – “ Sentí a Angústia!”
Tantos sentiam o que apenas seus olhos não viam...
E da incerteza que todos sentiam ou pensavam
Cada um aceitava a entidade que permanecia
O vício que somava ao seu falecer
A Guerra, a Vingança, a Suspeita
Avareza, a Traição, o Desespero
Ninguém, a estes, fora de si queriam ver
E a luz que se retornava do anonimato
Escondida na escuridão dessa noite
Dos ressentimentos que rejeitava o ser
Perceberam que ficava pelas veredas
A Morte, vagueando, sem o capuz
Trazendo no liso manto sua filha
A Dor...
Viram várias vezes isso acontecer:
Entidades anônimas pela morte voltando
Antônimos dos vícios do ter...é irreal
Que não foi o homem recebido no inferno
Mas sim os vícios dentro dele
Que aumentaram permanecendo
E sempre cegaram as veredas iluminadas
Transfiguradas e evidentes a permanecer
Todos sabem que estão presentes
Ignoram apenas que deveriam expulsar
Não sentem que nossos espíritos estão revestidos
Ao cegarem-se com as sombras das entidades que permanecem.