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12º Concurso Literário - (N)a escuridão da noite : Entidades anônimas sob a escuridão da noite
em 31/08/2008 18:50:00 (295 leituras) Poemas deste autor

Permanecia em rápidas paragens

Sob a escuridão da noite

Dele cegava-se a luz, duplamente

Entidade singular identificada

Quem fechou os olhos, disse ser o Egoísmo

Que bem recebido ficou seguro de si

Todos tinham dúvidas, todos vacilavam

Julgaram ser a Intolerância

Poucas vezes ordenada, tão triste

Outros pensavam – “ Era a Mentira!”

Ela pode ficar onde a Verdade fugia!?

“Sim!” – murmuravam o restante...

Foi a Injustiça que chegou, e cegou

E outro sussurrava: -“Era a Maldade”

E mais outro – “ Sentí a Angústia!”

Tantos sentiam o que apenas seus olhos não viam...

E da incerteza que todos sentiam ou pensavam

Cada um aceitava a entidade que permanecia

O vício que somava ao seu falecer

A Guerra, a Vingança, a Suspeita

Avareza, a Traição, o Desespero

Ninguém, a estes, fora de si queriam ver

E a luz que se retornava do anonimato

Escondida na escuridão dessa noite

Dos ressentimentos que rejeitava o ser

Perceberam que ficava pelas veredas

A Morte, vagueando, sem o capuz

Trazendo no liso manto sua filha

A Dor...

Viram várias vezes isso acontecer:

Entidades anônimas pela morte voltando

Antônimos dos vícios do ter...é irreal

Que não foi o homem recebido no inferno

Mas sim os vícios dentro dele

Que aumentaram permanecendo

E sempre cegaram as veredas iluminadas

Transfiguradas e evidentes a permanecer

Todos sabem que estão presentes

Ignoram apenas que deveriam expulsar

Não sentem que nossos espíritos estão revestidos

Ao cegarem-se com as sombras das entidades que permanecem.






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