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144 visitantes online ( 2 na seção: Concursos Literários) Usuários: 6 Visitantes: 138 João Marino Delize, LuísMiguel, Norberto Lopes, M_Rodrigues, Liliana Maciel, Carlos Ricardo, mais... Recomendação
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| 11º Concurso Literário - O Vinho : O Vinho (2) |
| Enviado por Nilton em 31/05/2008 22:40:00 (1213 leituras) |
 O arrebol por trás dos montes, Anuncia mais um dia de lida Com o aflorar de puras fontes, A irrigar terra fértil e querida. Nessa precisa navegação diária, Águam descomunais vinhedos, Colorindo e perfumando a área, Na fabricação de belos desejos. Surgem na Bairrada os sonhos, Realizados por vinhos risonhos, Nos aromas e buquês sem iguais!
Sabores dos céus e tons naturais, Cativam os deuses e os mortais, Ávidos por néctares sensuais! |
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| 11º Concurso Literário - O Vinho : Já se enchem de uvas pingando |
| Enviado por Mariaoliveira em 31/05/2008 22:10:00 (101 leituras) |
 Ai s'os bagos espigassem, Como espiga o alecrim... As videiras do meu pai, Eram um verdadeiro jardim!
mote
Na vinha: vai à vinha o lavrador! Como s'as videiras falassem, O vinho, não tinha cor... Aí s'os bagos espigassem!
Nas cepas: Já douradas a estalar! Com pós de perlimpimpim, Os bagos vão espigar, Como espiga o alecrim!...
Nos campos: canta canta o lavrador! De quando em vez, solta um ai, São fruto do lavrador As videiras do meu pai!
Nos cestos: Já s'enchem de uvas pingando! A vindima está no fim, Ai! S'os barris florissem cantando... Eram um perfeito, jardim!... |
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| 11º Concurso Literário - O Vinho : Carta ao meu velho e querido soro dos afectos |
| Enviado por flavio silver em 31/05/2008 22:00:00 (119 leituras) |
 Podes ter saúde, uma casa de campo no centro da cidade. Podes ter um canudo e seres digno de uma inteligência. Mas se não tens bons tintos sobre a mesa, Copo cheio de sangue da terra, Textura como quem sente a mulher que se ama, É o mesmo que não teres nada. Ó vinho, ó Deus do paladar! Qual Bach para os ouvidos! Qual linho nos corpos! Tu és a ciência das tabernas. Dos homens que vão ao mar e à noite se amam em redor das mesas. Um bago teu desonra qualquer mestre de joalharia. Porque és cristal descendente do orvalho. Relíquia que Baco arrancou do peito. Nas tuas ramadas fiz um poema triste que se alegrou à tua nascença. Esperei por ti no mês de Novembro qual mãe já tem nome para criança antes de lhe saber a cor do sexo. Só tu me tocas nos lábios em doce sabedoria e falo de astros como ninguém. O teu húmus é a minha oração. Sobre a tua levedura erguem-se altares luminosos. E eu não sou mais que um poeta com palavras feitas em mosto, um homem como o Ti Manel e a Dona Tiana que trocam os pés debaixo da mesa antes e depois de tingerem os cantos da boca com um sol poente. Podes ter um pássaro livre ou um passaporte para voar. Podes ter um colar que dê três voltas ao pescoço. Mas se não tens nobreza dentro de um copo de vidro, Calor natural idêntico ao bafo dos animais, É o mesmo que não teres nada. Ó vinhos! Ó ponte dos homens rijos! Sem ti não havia amanhecer, os corpos murchariam devagavar e a jorna seria os fios que atam os fardos. Gosto do teu silêncio prateado, da forma como bailas no côncavo da minha boca, dos segredos que trazes da terra. Fosse os meus braços uma videira que dá uva todo o ano. Assim, abraçaria todos os homens da terra, falava-lhes de promessas verdadeiras e, à noite, quando os pirilampos se confundem com os contornos dos teus bagos, amaria todas as árvores sacrificadas para haver mesas e, sobre elas, tocávamos os lábios e matávamos a sede aos peixes que nadam no supremo cálice do amor. Ó vinhos capazes de retirar os espinhos de Cristo! Senhor dos frutos que do sangue da terra fez um império! O teu pecado original é o corpo que encerra o verão e abrigas os amantes na sombra das tuas ramadas. Ó vinhos! Ó túnicas do amor que me lembram reis! Ó dor! Ó sorte! Na tua concepção o vento não tem nada a dizer! És poema universal, ópio que aquece os corações. Até os corações dos bandidos! Todos te querem, ó vinhos que explusas meu sangue! Sorver a tua longa luz onde o sol é senhor mandatário. Agora é noite, as estrelas estão a chegar, o cão está a guardar a casa. Tenho silêncio, tenho filhos que dormem e sonham com casas no mar. E tenho vinte minutos que são vinte mil voltas ao coração. Vou encher o copo com a tua líquida semente. Com o sangue das coisas vivas. Vou deitar a cabeça na mesa. Vou sonhar que amanhã será outro dia igual a este. Vou dizer-te o quão me tocas na fantasia, ó meu velho e querido soro dos afectos! |
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| 11º Concurso Literário - O Vinho : Oh Vinho! |
| Enviado por Dianinha em 31/05/2008 10:40:00 (48 leituras) |
 Oh Vinho, tu que antes eras uva E sofreste uma transformação Transformaste-te de um simples fruto Para algo de ínfima admiração! Oh Vinho, tu que és quente e sedoso Ou fresco e frutado Tanto és amigo como inimigo Mas todos te querem a seu lado! Oh Vinho, com o teu toque aveludado Deixas toda a gente com alegria Até a pessoa mais antipática Fica cheia de simpatia! Oh Vinho, há pessoas que te sabem beber E há pessoas que te sabem apreciar Mas também há muitas Que depois ficam a ressacar! Oh Vinho, tu tens diversos paladares Verde, branco, tinto ou maduro Vamos lá todos brindar Para que nunca falte vinho no futuro! |
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| 11º Concurso Literário - O Vinho : O vinho:o garrafão sobre a mesa |
| Enviado por Mariaoliveira em 30/05/2008 08:40:00 (58 leituras) |
 Na casa do lavrador! Há sempre a candeia acesa, Pode não haver fortuna! Há pão e vinho, sobre a mesa...
Da janela: vejo pares de namorados! Doidos: cheios de emoções, Toda a magia: num copo! Afogando as ilusões!...
Vejo as sombras sinuosas, A garrafa do tinto? gosto dela! À noite! fado tertúlia... É bem certinha a piela.
Vejo o sol a madrugada! Bebo um copo enquanto dura, Caio na escada da porta Não dou com a fechadura!...
Vejo um garrafão, na festa Para brindar-mos sobre a mesa... É uma forte tradição, Na cultura, portuguesa!
Ó vinho? Adorado vinho! Bem rubra é a tua cor, Não será negro um copinho? O luto da tua cor?
Vem da vinha, para o lagar Do barril, para a nossa mesa! É alegria dos pobres, Do lavrador a riqueza...
Dizem que o vinho é doença? É quando o ébrio, bebe mais, Vamos dar vinho maduro! Aos doentes dos hospitais!...
Oh garrafa! Anda comigo... Viver minhas fantasias! No teu néctar, quero afogar As mágoas e as minhas, fantasias!... |
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