Luso-Poemas
Registe-se agora!     Login

Publicidade


Utilidades

Consultar

Outros

Quem está aqui

218 visitantes online (1 na seção: Concursos Literários)

Lusuários: 7
Leitores: 211

arfemo, mcris, GELComposicoes, belarose, ONOVOPOETA, DomingosdaMota, Semente, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protegendo os seus poemas com Tynt

« 1 (2) 3 4 5 ... 77 »
13º Concurso Literário - Aprender Contigo : Monólogo a dois
em 11/11/2008 16:40:00 (1885 leituras)

Está um dia lindo, vamos aproveitar para vermos o jardim. Estás confortável?
(claro que estás… estás a bater palmas…)
Vi, ontem, nos teus olhos que não gostaste daquela senhora. Também, dizer que me tinhas estragado a vida, ela não percebe nada, nem percebeu que estavas a ouvir. Ela não consegue entender que a cada dia que passa me enriqueces… ela não aprendeu a magia…
Todos os dias podemos estar juntos, ouvimos os pássaros, vimos as borboletas, sentimos a chuva molhada e conto-te histórias à lareira. Aprendo contigo as maravilhas que a vida nos dá. O que me interessa a vida lá fora, se é contigo que me sinto bem?
Sim, isso, gosto quando sorris… Estás mais contente?
Olha, as rosas já desabrocharam!
Calma…calma…
Ainda saltas, da cadeira!
Tinhas razão quando escolheste as brancas, estão lindas!!!
Lembro-me como gritaste e ficaste irrequieto quando te mostrei a fotografia da rosa branca.
São as tuas rosas brancas!
Vamos ter tempo de as admirar, de as vermos ficarem fantásticas e depois morrerem. Nós sabemos que a vida é assim…
Ensinaste-me que a vida também tem espinhos, não deixando, por isso, de ser bela…

Pontuação: 14.50 (4 votos) - Pontue este poema -
13º Concurso Literário - Aprender Contigo : Ensina-me
em 11/11/2008 16:40:00 (877 leituras)

Traço um ponto de esperança
Numa linha de destino
Podes tu me ensinar
O que o coração não sente?

Segue a aurora que o farol transmite
De bem-estar com o mundo
Usa as mãos para veres a verdade
Usa-as e percorre a tua felicidade que me demonstras.

Sente o que o sorriso tem para dar
Nos momentos de profundo pesar
As lágrimas de angústia de rumo perdido
Seguem um caminho que tens de amar
Para saber o que o coração te quer ensinar.

Estou aqui, estou aqui para aprender
Com os ventos da mudança
Com o gelo do desespero
Em saber escutar o recém-nascido
Num novo horizonte de profunda alegria
De tempos pós sombrios.

Podes ceifar a ignorância do teu jardim de conchas
E ver por onde o rio do ensinamento
Vai chegar nos pomares dos pensamentos.

Ignora o preconceito
Abraça o sentimento
Desbrava os magros espinhos das matas
E deixa o livro para trás
Nesse silêncio de espaço vão

Vem e ensina o que aprendeste ao próximo
Não foi assim que começou a palavra
Ao se transmitir às gerações vindouras
O que o coração quis aprender?

Pontuação: 13.33 (3 votos) - Pontue este poema -
13º Concurso Literário - Aprender Contigo : Olhar diferente sobre: cenas, objetos e sonhos...
em 11/11/2008 16:40:00 (1581 leituras)

Sou apaixonada por tudo que faço. Este relacionamento apaixonante e apaixonado inclui pessoas, coisas e cenas... As cenas comandam o espetáculo da vida, e me aproximam de pessoas e objetos.

Objetos me atraem com ou sem materialidade aparente... Materialidade... Um paradoxo de conteúdo real, imaginário e virtual. As cenas fornecem o contexto humanizador de textos, vivências e com vivências.

Não interessa o espaço em que se desenvolvam elas existem, ganham corpo e... Alma. Sempre na condição objetal de “objeto de”... Sim porque o objeto sempre visa um fim, visa algo. Alguma coisa que falta completar... Que falta apreender, compreender e aprender.

Neste referido objetar o passado, presente e futuro forma um bloco único, num aparato de delícias e desejos de sonhar... Em cada mente que se desenvolve, os sonhos são alimentos da alma. Sonhos colorem a vida. Sonhos às vezes são absurdamente fantasiosos.

Incrível! Mas valem do mesmo jeito. Motivam a luta, alimentam amores, constroem o mundo... Felizes aqueles que têm a capacidade de sonhar e ousar, para ir além... Um além para além do objeto de contacto, o objeto com o qual e pelo qual se sonha...

No que se refere a este forma de ver, e sentir diferente, cenas, objetos e sonhos, todas as mentes são mestras... Suas didáticas se estendem a todas as mentes, numa relação pedagógica que se propaga no sentir... Sentir... Em qualquer estágio insipiente, inconseqüente, ou super envolvente... Todas as mentes sentem e descobrem estes segredos...

Não é complicado entender cenas, objetos e sonhos... As cenas que nos ensinam a sonhar, são sempre poéticas e emocionantes. O objeto sempre promete um “encontro de”, que são descobertas... Coisas novas encontradas em si mesmo(a) quem não quer? Quem não gosta? O novo é atraente à medida que o velho o permite reconhecê-lo como novo.

Novo que é diferente de jovem... Ao jovem cabe “um olhar através”, transparente... Ao novo não... Ao novo, o olhar fixa, e fica, porque é translúcido... Sabe? Aquele objeto que deixa passar a luz sem permitir que se vejam o que está do outro lado...

Isso me lembra... Uma cena linda descrita, que remete a objetos e sonhos...
“Era verão; .... alguma vela corria ao largo, e as montanhas envoltas em translúcidos vapores, deixavam-se adormecer com as legendas de sereias e naus, que as ondas do Tejo iam dizendo ao passar.” (Fialho d’Almeida, Lisboa Galante, p. 94.).

Cenas falando do Tejo... Precioso Tejo... Quantos tejos podem ser descritos e reconhecidos pelo coração? Muitos... Abrigados à luz de cenas e de objetos que só cabem em cada uma das mentes especiais...

Tejos que nos levam direto e sem escalas aos nossos sonhos mais preciosos. Porque sonhos nos mantêm apaixonados, enamorados... E a alma, naturalmente amorosa, nos mantêm com um pé no céu e outro na terra. Assim, cabe a cada alma sonhar, que é explorar, e descobrir se uma promessa vale a pena... Porque não são todas as promessas que são promissoras...

Pontuação: 11.67 (3 votos) - Pontue este poema -
13º Concurso Literário - Aprender Contigo : Aprendi a crescer contigo.
em 11/11/2008 16:40:00 (2039 leituras)

David, sofre de "síndrome de down", hoje já adulto relata como venceu todos os obstáculos de discriminação social, desde da sua infância.
Era eu ainda uma criança quando senti pela primeira vez, que me isolavam num quarto escuro da indiferença. Era rejeitado pelos outros meninos sem saber o porquê. Éramos todas crianças, abarcadas na vontade de crescer, não entendia, porque se riam de mim, afastavam-se.
Perdia-me em lágrimas, perguntando-me, (que tenho eu assim de tão diferente, para que ninguém me olhe como um pedacito de gente).
Fui crescendo, quando meus pais me explicaram que eu nascera com a Síndrome de Down, consiste em um grupo de alterações genéticas, das quais a trissomia do cromossoma 21 é a mais representativa (no contexto da medicina, uma não-disjunção, pela qual esta síndrome é também conhecida), causando graus de dificuldades na aprendizagem e de incapacidade física altamente variáveis.
Debrucei-me sobre o assunto, quis saber tudo, tentei perceber o que me tornava assim tão diferente daqueles meninos que outrora me rejeitavam,
o porquê de tanta descriminação.
Sei que o meu rosto acarreta macelas aos olhares dos curiosos, rumorejam nas minhas costas a diferença de uma igualdade tão contígua...
Meus pais cobriam-me sempre com muito amor, sempre que eu chegava a casa revoltado, desesperado, eles diziam-me:
- Filho a vida não é fácil, estamos cercados pelo preconceito, pela discriminação, mas só depende de ti venceres, sobrepujares estas falhas, envolventes do ser humano que se acha perfeito tem.
Segue em frente nós estaremos sempre aqui para te amar e apoiar.
Não me segurei, tirei o curso de belas artes com muitas restrições, sem qualquer tipo de apoio. Comecei a recriar, a pintar.
O abstracto, os cinco sentidos do preconceito, fiz a tela mais bela da descriminação.
Juntei todas as cores num jardim de imensas flores, quando por fim, lancei a minha primeira exposição.
Perguntei a um ser preconceituoso se conhecia o autor.
Ele respondeu:
Porquê conhece-o?
De certo que não, mas digo-lhe uma coisa, tem um enorme talento, lá isso tem.
Eu, solenemente respondi:
Por acaso até conheço. Mas diga-me uma coisa, nesse jardim qual a flor que escolheria nessa tela?
Ironicamente com tal conhecimento, o sujeito respondeu:
Se quer que lhe diga, não sei, são todas tão belas. Cada uma tem a sua forma real de pulcritude natural.
Aliviado David, olhou-o nos olhos, sorriu e disse:
Pois é, o pintor, sou eu, espero que com o que acabou de dizer tenha aprendido alguma coisa em relação ao seu preconceito desumano...

Pontuação: 17.50 (2 votos) - Pontue este poema -
13º Concurso Literário - Aprender Contigo : Novo olhar
em 11/11/2008 16:40:00 (1415 leituras)

Naquele dia o sol
não tinha cor,
o céu não existia.

Desci a rua
cheia de multidões
de ombros caídos
e olhares perdidos.

No virar da esquina
brincava indiferente
aquela menina...

Parei...observei

Saltava um jogo
riscado no chão,
entoava melodias suaves
num olhar repleto de brilho
de uma alegria encantada.

Num gesto nobre
veio até mim...
estendeu-me uma flor,
pegou minha mão...
ambas corremos, saltamos
e jogamos aquele jogo.

Levantei os olhos
contemplei o céu cheio de cor
o brilho do sol tinha novos sorrisos,
as multidões pareciam renascidas...

Voltei ao olhar daquela
doce menina...
numa súplica de amor,
clamei...
quero aprender contigo
o olhar renascido.

Pontuação: 16.50 (2 votos) - Pontue este poema -
« 1 (2) 3 4 5 ... 77 »

Login

Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Cadastre-se agora.

Publicidade

Siga-nos

Posts relacionados, Plugin for WordPress, Blogger...