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Protegendo os seus poemas com Tynt



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A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2715
Nesta nossa missão de informar, temos que estar atentos a tudo, não só às personagens exóticas que compõem este site de eminentes poetas e putativos escritores que almejam a maior admiração de todas: poder dizer aos seus netos que quando eram novos, faziam umas quadrinhas. Esses perante os avós decrépitos e com um pé para a cova vão fazer de conta que acreditam de olho nos lençóis de linho ou no velho relógio, religiosamente guardado para evitar deixar simplesmente uns míseros poemas que deu para colocar em livro, depois de desembolsar uns niqueis para a editora fazer de conta que é uma obra, e aceitar colocar em papel absorvente tão lídimos escritos. É claro que sendo em papel absorvente, e mesmo de baixa qualidade acaba por ser utilizado perante a crise que grassa, e nada restará para provar essa refulgente carreira de escribas senão a palavra de um velho rabugento de argália enfiada, e a boa vontade dos netinhos que fazem de conta que é a primeira vez que ouvem isso e fingem um ar admiradíssimo de espanto e adoração.
Um dos mais insignes, senão o maior, não só pelo seu curriculum como pelas demonstrações periódicas da sua imensa sabedoria, e ainda pela quantidade de obras que dá à estampa, não só as suas como a dos colegas que querem colocar em papel os seus poemas absorventes, porque o rapaz é um companheiraço. É como digo, com a crise esses poemas absorventes vão dar um jeitaço. Eu disse poemas? Desculpem, papel!
Mas o mocinho sempre solícito e naquele ar professoral e intelectual que a “esquerda caviar” popularizou, cujo avatar lhe faz justiça, decidiu fazer um intervalo e para dizer de quê é preciso fazer uma lista porque o rapaz parece que engole pilhas ao pequeno-almoço…e fala…e fala…e fala… Então decidiu fazer um interregno de:
- colocar anúncios no fórum das vernissages de apresentação dos poemas absorventes que os nossos poetas dão à estampa. (nisso andou tão produtivo que aquilo parecia a sala de estar dele, cheguei a perguntar pelas cervejas e pelos tremoços mas parece que só havia vodca e caviar e pus-me a mexer, que isso para mim simboliza o mesmo que Cola com Macdonalds, só o cheiro é que é diferente.)
- trazer a vitrine de casa com as medalhas de latão amarelecido. (para isso tenho a do meu filho em casa só que a dele é de stick de hóquei em punho. Áh “ganda” moço”, sempre de stick na mão, sai ao pai!)
- fazer extensos (e chatos!) relatórios da sua excelsa personagem para a populaça abrir a boca de espanto… eu pelo menos abri… até perguntei se podia ser amigo dele! Naquele jeito característico do espião que veio do frio o moço ainda não me respondeu…!
- a edição de poemas cuja absorvência é intensificada pela contagem sistemática de sílabas com todas as tónicas no lugar devido, e as átonas muito bem arrumadinhas, por uma questão musical diz ele. (o rapaz sonha em fazer letras para o Quim Barreiros!). Só ainda não sabe o que fazer aos "que" mas lá chegará.
E podia continuar mas não quero que isto fique tão longo como as sapientes lições que nos prodigaliza de “bem escrever” ou das extensas definições poéticas que me obriga a usar óculos de solda para aguentar o brilho das doutas considerações. E fez o intervalo para quê? Perguntam vocês. Imaginem, para nem mais nem menos, chatear a cabeça ocupada em ser Deus do nosso Trabis. E é vê-lo a fazer boletins meteorológicos num tópico do fórum coadjuvado por uns quantos que se entretêm por ali também, cada um com sua mania!
E atenção, o nosso rapaz não é de Coimbra, é do lado de cá do rio, sim… onde fica o Portugal dos Pequeninos… Mas que querem ser grandes. Mas está a ser uma disputa gira, um (o Trabis!)a dizer que queria ser Deus, o outro (pronto, eu digo, o Xavier) a tirar-lhe o tapete e a dizer que bebeu o ultimo cálice:

"bebi o último cálice que havia
sobre a mesa que vinho ou que pão
na palavra que fica restou
perguntei a mim mesmo mas nada
só silêncio e o brilho das moedas
sobre o tampo da mesa e um cálice"

(já agora, manda este para a oficina também para recauchutagem, só nos três primeiros versos tens 4(!) "que"s. Assim mais parece uma aliteração, ou uma anáfora, ou... sei lá, abre um tópico no forum a explicar isto!)

Algures, queria ele, a Maria Madalena por baixo da mesa. As moedas eram para lhe pagar.

Criado em: 13/11/2011 11:00
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Super Participativo
Membro desde:
14/10/2011 14:51
Mensagens: 133
depois de ler inspirei-me e escrevi onze...

Criado em: 13/11/2011 14:26
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
8/8/2009 0:29
De Belo Horizonte
Mensagens: 6700
Pois é... É como diz uma antiga canção: "Narciso acha feio o que não lhe é espelho". Parabéns pelo texto, pelo humor e pela verdade declarada. Que caiam os escribas ou que as máscaras de solda sejam distribuídas gratuitamente para todos os leitores, leigos ou não. Valeu, Jaber!

Criado em: 13/11/2011 14:43
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
4/7/2007 14:11
Mensagens: 3115
Ai as coisas que tu dizes, camarada!!!!

Gostei de ler esta crónica, mas está pobrezinha a nível de conteúdo, revela pouca criatividade!

Reza três avé Marias e o ato de contrição, como penitência.

Criado em: 13/11/2011 15:44
_________________
Carolina
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Da casa!
Membro desde:
28/9/2010 23:20
De Rio de Janeiro
Mensagens: 245
A verdade foi tanta nesse texto que o prório deus poderia ter escrito.

Abraços

Criado em: 13/11/2011 20:12
_________________


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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
17/7/2008 22:41
Mensagens: 2156
Camarada Jaber,
Bom texto, mas bom mesmo, sem ironia. Creio que isto de ser intelectual assumido, isto é: aquele que diz que utiliza de facto a sua massa encefálica na procura da raiz das coisas; sujeita-se à crítica, à visão dos outros sobre o que diz e escreve. Uma das formas mais interessante do dizer é utilizar o humor e bem o fazes neste teu texto. Obrigado por isto, que recomendo a leitura atenta. O Xavier Zarco é o alvo na letra, mas não é o único alvo no sentido.
Um abraço
Xavier Zarco

Criado em: 13/11/2011 20:17
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2715
eu sou apolitico, digamos que na margem esquerda, por isso vou usar o "camarada" mais como companheiro de caserna.

Camarada Zarco.

Eu sabia que ias interpretar tal como interpretaste, contei com a tua massa encefálica para escrever este texto, tal como quando iniciei esta coluna comecei por mim, para dar o mote. Segui com o Trabis que embora não o conhecendo sei que saberá interpretar as coisas pela positiva, com o Torres que é o meu maior amigo aqui no luso "and last but not the least" tu.
Reúno aqui algumas das pessoas que mais me dizem no luso, eu claro, porque sou para lá de qualquer duvida um génio. o Trabis porque fez esta tasca defeituosa mas pronto, merece os créditos dele. O Torres porque é um chato e tu porque és realmente alguém que na minha opinião és um valor acrescentado aqui, concorde contigo ou não, quer na qualidade de opiniões que emites, quer naquilo que escreves e partilhas.
E é isso que se tem de entender, as ideias ainda que diferentes têm que ser discutidas e partilhadas e tu nunca te furtas a isso. é claro que numa crónica que se pretende humorística temos que exagerar para atingir o efeito pretendido e foi o que fiz e é claro tenta-se atingir mais alvos mas isso já são outras cantigas que não as do Quim Barreiros.
E agora falando para todos os que lêem estas crónicas dizer que aqui não há ataques pessoais nem é isso que pretendo, só brincar com pessoas e eventos tal como se descreve na nota introdutória. nem queria muito que se utilizasse aquilo que escrevo para ataques subrepetícios cuja origem não foram daqui.
E agora, já posso dizer que sou teu amigo, ou não?

Abraço Xavier

Criado em: 13/11/2011 21:39
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2715
Caro Nadir, venha de lá uma dúzia.

Abraço

Criado em: 13/11/2011 21:42
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2715
Caro Gyl

isto é simplesmente uma crónica humorística, nada mais. não pretende atacar ninguém. pega-se numa coisinha pequenina e coloca-se a lupa por cima. a pulga passa a ser um besouro, sem nunca deixar de ser pulga.

Abraço Gyl

Criado em: 13/11/2011 21:46
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Re: A corda tensa do (Z) arco
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2715
Cara Aline

A verdade na escrita depende sempre de quem a conta e depois de quem a interpreta, tem sempre muitas faces.

Beijo Aline

Criado em: 13/11/2011 21:52
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