ERAM CINCO OS VIOLINOS |
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30/10/2011 18:25 Mensagens:
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ERAM CINCO OS VIOLINOS
Estou ainda a ver ao longe no tempo uma prestigiada orquestra que integrava cinco violinos que se destacavam numa execução sem paralelo. Por capricho da natureza o seu desempenho expressava o vigor físico de que eram dotados, como se a sua execução tivesse que ver com a dita desenvoltura física. Como o espectáculo tinha assistência garantida e sempre ultrapassava as previsões, o mesmo era por princípio (para não dizer sempre) ao ar livre. E tal era o fervor da assistência, que por nada dispensava a sua presença, que o seu comportamento nem sempre era pautado pelas boas normas da convivência, sobretudo quando ela está imbuída de um cunho exacerbadamente bairrista. Para minha surpresa e mesmo consternação, vi há pouco em notícia de jornal com fotografia e tudo, que um desses violinos morreu, ao mesmo tempo que soube que se tratava do último dessa orquestra. Perturbou-me constatar que os violinos também morrem, e nesse instante não fui capaz de conter uma lágrima correndo-me pela face. Inopinadamente o meu pensamento esgueirou-se porta fora buscando o meu próprio violino. Não de carne e osso certamente, como os que faziam o deslumbramento da dita orquestra, mas bem um outro feito de madeira de pau santo ou similar, não sujeito à eventualidade da morte a curto prazo, podendo estender a vida por gerações. Fora dádiva de um tio que tendo algum dia sonhado ser violinista e ante a insuficiência de vocação no manejo do arco, resolveu ofertar-mo vão lá já uns sessenta anos. Chegado a casa instado pela memória dos cinco violinos da falada orquestra, procurei com desusada ânsia o meu, que haveria estar em repouso em algum recanto. E estava, justamente num canto do guarda-fatos. A sua atitude era queixosa, pois há mais de cinco anos que nele não pegava e escassas foram as vezes que ousei dedilhar-lhe as cordas desde aquela remota tarde em que, adolescente ainda, constatei que não tinha olhos para a leitura de qualquer pauta. Agressivamente atirei com ele contra a cabeceira da cama e dei por findas as minhas incursões nesse instrumento. Só de longe a longe cometia esse atrevimento, mas de que não conseguia arrancar som que minimamente me satisfizesse. Acontece que só muito recentemente, não sei porque forças, renasceu em mim o sonho do violino, passando a pegar nele todos os dias, cinco minutos que sejam. Certo é que constato, apesar da pobreza da minha execução, que se tivesse criado esse habito há décadas, hoje os meus ouvidos talvez tolerassem o ranger acre do arco nas cordas deste velho violino. Hoje pedi-lhe perdão da minha longa e indesculpável negligência. No dealbar da velhice passei a acreditar que a persistência é mais de meio caminho andado para o sucesso. Neste instante voltaram-me à memória os cinco violinos e a foto daquele que acaba de morrer e outra lágrima me correu pela face. Saudosismo? Talvez. A.Andrade
Criado em: 9/12/2011 22:06
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Re: ERAM CINCO OS VIOLINOS |
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1/12/2007 10:08 De Natural de Sacavém,residente em Les Vans sul da Ardéche França
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Bela homenagem ao último dos cinco violinos.
Tive o prazer de ver esses conco violinos darem lições na relva onde eles tocavam lindas melodias de encantar todos os espectadores. Foi uma época, e nunca mais naquele relvado outra tão grande orquestra voltou a tocar. Eram outros tempos? certo, mas a musica desse tempo era muito mais bela e espectacular, e mais salutar do que aquela que se vê hoje. Velhos tempos... Que saudades!!!
Criado em: 9/12/2011 22:25
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O ECO |
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1/12/2007 10:08 De Natural de Sacavém,residente em Les Vans sul da Ardéche França
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O ECO.
ÒOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!! EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!! ANTONIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!! É engraçado! Antigamente eu vinha cá ao alto desta montanha, gritava e era belo ouvir o eco da minha voz, como se ela quisesse voltar à suas origens. Repetia e o resultado era sempre o mesmo. Respirava-se o ar puro, abriam-se os pulmões para os oxigenar e hoje, não sei porquê, venho ao alto desta montanha, grito, grito, grito, e o o eco não se produz, porque será? Não sei responder. O ar que se respira é menos puro, não nos oxigena como antigamente, dizem... que é a causa do aquecimento global, talvez, mas eu acho que o que há é um arrefecimento geral. Hoje limito-me a admirar a paisagem, ver as árvores, as flores que até me parecem mais murchas agora, que antigamente, pois, mas isso era antigamente, agora tudo mudou, porque será? Não sei responder. O Sol até parece que já não brilha para todos como antigamente, porque será? Não sei responder. Também há momentos frios na montanha, a neve branquinha dava mais beleza, a paisagem era diferente, mas bela, mesmo que fosse fria, a neve ainda por lá aparece, mas agora gela, porque será? Não sei responder. Infelizmente tudo muda, a vida muda para pior, a educação, então nem se fala, o nível de vida baixou mas a hipocrisia aumentou nem sei bem quantos por cento. Antigamente, podíamos ter um nível de vida baixo, mas havia um nível de sensibilidade, uma educação melhor, o respeito pelos mais velhos que hoje são abandonados, havia muito mais entre- -ajuda, os amigos eram verdadeiros amigos, hoje, prefiro ter inimigos que amigos, os inimigos sei que o são os amigos não sei se são. Pois, mas isto tudo era antigamente, agora tudo mudou, porquê? Não sei responder, se houver eco, talvez esse eco me traga a resposta, talvez! A. da fonseca
Criado em: 13/5/2012 10:13
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