Re: Fogo, que a Rosa recebeu um prémio! |
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24/7/2008 17:57 De Braga
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Olá Alice, mais uma vez a redacção ficou entusiasmada com a tua leitura atenta e interpretação precisa dos "causos".
Beijo Alice
Criado em: 23/11/2011 21:08
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Re: Fogo, que a Rosa recebeu um prémio! |
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2/6/2008 9:23 De Lisboa (arredores)
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Bom dia.
Aceito a sua explicação. Reconheço-lhe as qualidades que cita. Apenas fiz uma análise literal do texto, que é uma das formas de o analisar. Faço muitas vezes essa mesma análise literal aos meus textos por exemplo, passado tempo e descubro os erros como as metáforas ridículas e gastas, os erros ortográficos, etc. Foi só uma das formas possíveis de se ler o texto e depois segui o raciocínio em frente. Claro que pus-me a jeito para que desse a resposta que deu. Outro ignoraria e seguiria em frente. E tenho-lhe estima e apreço pelo que escreve. Não deixo de achar que é um agitador no sentido em que expôe os assuntos duma forma às vezes provocatória que leva a reacções. Nada de negativo neste método, coloca em discussão diversos assuntos pertinentes. Também não acho que faça ataques pessoais. Já li o MEC no livro que citou, a recolha de crónicas, tenho uma edição do Circulo de Leitores, já o li faz mais de 15 anos e gosto do seu estilo de outrora, também ele um pouco agitador e irónico. A ironia uso-a e muito, às vezes demais, tem um lado mais dificíl que é que nem sempre se depreende o que o seu autor pretende e gosto disso. E mesmo que não admita agora, o Jaber detesta a poesia de senhoras de uma certa idade ou não que depois comentam entre si com abraços e beijinhos. Ainda por cima poesia de amor ou de cariz esotérico. E que sempre são "maravilhosas" e "lindas". Por detrás do texto está o que realmente pensa. O texto irónico é apenas uma das formas de se escrever uma idéia. E depois a análise directa e literal outra forma de o ler. Faço muitas vezes a pergunta, perante um texto: se o analisar sem filtros, literalmente, o que ele me diz? O que ele vale? Claro que a leitura literal não deve ser a única forma de interpretar um texto ou obra. O texto em causa, o seu texto está muito bem escrito. Um abraço, Carlos T. Luis.
Criado em: 24/11/2011 9:27
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Re: Fogo, que a Rosa recebeu um prémio! |
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24/7/2008 17:57 De Braga
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Olá Carlos,
No caso destes textos, e porque não dizer da escrita em geral a análise literal é sempre complicada de se fazer, porque se pode incorrer um erros interpretativos. Muitas vezes um “gosto” pode dizer exactamente o contrário e vice-versa. Depois há que saber ler nas entrelinhas. A titulo de exemplo aqui há bastante tempo atrás escrevi uma crónica intitulada “Antes paneleiro que bicha” em que parodiava com a homossexualidade masculina. Depois de ser violentamente atacado de homofóbico e outros mimos mais baixos ainda, expliquei que não e com recurso ao texto, desdobrando as ironias e as tais ideias implícitas entre linhas. Que afinal o que estava a criticar ali eram “as aves raras” que fazem cair em descrédito as campanhas da “opus gay” por uma desmistificação do fenómeno e onde critico até os tais homofóbicos e o texto continua aí para se provar. Acho que o problema aqui é que os poetas do nosso burgo lêem pouco e por isso interpretam mal. É só ler com cuidado, entender as ironias, perceber os sarcasmos e daí filtrar o essencial. Muitas vezes escrevo e não concordo pessoalmente com a ideia que verbero numa frase, mas sou verdadeiro e genuíno no cômputo geral da mensagem transmitida e sempre, sem excepções, nunca fui deselegante ou sequer malcriado para quem quer que seja mesmo tendo sido eu vitima de ofensa. Não desço o degrau. Se sou provocador, sou-o, admito mas é como o próprio Carlos admite uma forma de estar e sou assim no meu dia-a-dia, quem me conhece sabe disso, até colegas (ou camaradas como o Zarco gosta) daqui que me conheceram nos encontros puderam aperceber-se disso. Os meus gostos pessoais ao nível da estética poética não vêm ao caso aqui, eu concordo inteiramente com o que disse no seu primeiro comentário. Todos têm direito ao seu lugar, todos sem excepção. Já o que diz (da minha postura) sobre as supostas senhoras de “certa idade” discordo em absoluto. Não tem a ver com idades, nem com sexo, nem com estilo poético, até porque nem sou assim novo para ter esse tipo de comportamento (censurável), tem a ver com hipocrisia. Tem a ver com estilos de comentários em que se percebe muitas vezes que as pessoas até nem leram. E isso sim eu critico de forma acérrima, mesmo quando me fazem desses comentários a mim. E quando vejo isso já disse em resposta ao comentário da “voluntariosa” que ficava com a noção que não me tinha lido. Também está aí para o provar porque eu NÃO apago comentários. Digo-o de forma completamente desassombrada. Também não compreendo pessoas que não se conhecendo são amicíssimas, mas aí não digo nada, rio-me. Há pessoas aqui e falando por exemplo de colegas brasileiros, que não os conhecendo os estimo, como o Reghe, ou o José Silveira, a Betha e outros que não vale a pena estar aqui a dar um rol. Mas não posso com isso e em consciência dizer deles: “meu doce amigo, quanta maravilha. Que pessoa maravilhosa que és…” etc. E é só isso Carlos, agora eu tenho coragem de me rir disso e o criticar e parodiar, outros não. E sei que o Carlos não o faz se calhar em nome de uma sã convivência que eu não critico e até admiro essa postura. Mas eu não sou assim, sou mais afiado, observo e gosto de escrever sobre o que observo aumentando sempre, claro. Uma sã convivência para mim também passa por termos capacidade de nos rirmos de nós próprios. Não sei se o consigo, mas tento… Só não me peçam para ser hipócrita… Isso não consigo. E para mim, ser hipócrita também passa pelo simples facto de ficar calado. Abraço Carlos
Criado em: 24/11/2011 19:47
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