Re: Faz um poema |
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2/6/2008 9:23 De Lisboa (arredores)
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As casas vazias
têm paredes com memórias surdas. As casas vazias falta-lhes gente desarrumada. E gatos e mulheres velhas a bordar à janela. Os soalhos sujos das casas vazias falta-lhes passos e corpos a cair em sorrisos.
Criado em: 13/4/2012 16:17
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Re: Faz um poema |
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Da casa!
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3/4/2011 19:41 De Lisboa, Portugal
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não podia deixar de
deixar a essência ausente do que escrevo ao escrever nada. portanto entenda-se que tudo é vazio no vago pensamento que eu não sei apanhar mas que me obrigo a esborrachar em versos na imensidão do desapontamento de não ter coragem p'ra mais.
Criado em: 13/4/2012 20:33
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Re: Faz um poema |
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15/10/2010 15:46 De Rio de Janeiro
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antes, eu me desviava das lágrimas do céu chuva doce macia que caía no crepúsculo para não me ferir e te entristecer te amava demais agora, o brilho do luar cai sobre meu corpo pela janela aberta esmaga me no leito vazio à noite morro assim sim... me entristeço por não amar te mais
Criado em: 13/4/2012 20:52
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Re: Faz um poema |
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[ devir... ]
corro pelos bosques corro pelos campos corro contra o vento corro contra o tempo logo, conto os passos pelo distante até o próximo por fim conto os instantes eram sonhos descanso devo desistir sossegar esquecer o atrás sou devir nada é tudo flui...
Criado em: 16/4/2012 13:32
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Re: Faz um poema |
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Da casa!
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25/8/2011 19:18 De santamariadafeira.pt
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(scherzo tetrassilábico)
faço um poema na minha mão com cinco dedos e um arranhão e assim se escreve e se dedilha uma canção sem ser quintilha mas é com quadras e arit(e)méticas que faço lavras sílabas métricas ai mas que tétricas tetras e tretas nem são simétricas e são só petas uma mão cheia só de dedadas cinco estrofes cheias de nadas
Criado em: 16/4/2012 17:24
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Re: Faz um poema |
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2/6/2008 9:23 De Lisboa (arredores)
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a vida não é simétrica
os dias não rimam os passos que correm não cantam sonetos a vida é livre todos os dias sem se repetir os dias não são iguais presta melhor atenção ouço rumbas e coladeras no vento mas também jazz e samba e fado a poesia deve ser assim madura e ingénua como uma qualquer criança e tem a beleza duma mulher como qualquer uma das que sorriem e choram nem as lágrimas são simétricas mas brilham todas elas cabe ao poeta fazer parar o movimento de rotação da terra para observar a dança da sombra da oliveira
Criado em: 17/4/2012 11:24
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Re: Faz um poema |
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24/3/2010 16:56 De Espaço reduzido
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recomecei
mas tombei na calçada escancarada ainda menina dancei e descalça escorreguei mas alcancei o rio que me lavou os pés e se entregou de novo às marés de um mar que só é mar quando se sente a brisa entrar pela janela e descansar no ainda sopro quente de um corpo frio
Criado em: 17/4/2012 15:34
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Maria Al-Mar Enquanto Mulher - Ilusorium - Mira(douros) - Modus-Informe - Uivam os Lobos - Mulheres de Areia |
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Re: Faz um poema |
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2/6/2008 9:23 De Lisboa (arredores)
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Vem ter comigo
Traz o vinho das vindimas do teu suor
Criado em: 18/4/2012 17:44
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Re: Faz um poema |
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Da casa!
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15/12/2011 2:46 De Olimpia
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cada “a” cada azinho corre atrás do “e” ezinho igual ao “i” do izinho que bica o “o” do ozinho até ouvir o “u” do uzinho vocal no coral movimento das vogais encantadoras é o fonema que se doa tonante como um querubim que canta para a linguagem consoantes sem igual com simbologia e coragem de criar mundos universais das palavras, versos e sentidos dizia wittgenstein...
Criado em: 19/4/2012 0:38
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Re: Faz um poema |
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[ questão incognoscível]
o que é uma coisa? pode ser um objeto um ser vivo uma escultura uma flor um poema uma dor um sentimento um pensamento um amor também, poderá ser uma situação coisas que acontecem sem explicação coisa ruim,coisa boa uma decisão a tal coisa num sentido restrito ou lato coisas presentes...concretas no aqui e no agora ou ausentes...abstratas acontecimentos no mundo afora "res cogitans"...coisa pensante "res extensa"...coisa extensa é coisa de descartes mas, algo a gente deve pensar desta questão tão obstinada a resposta é complexa que acham? seria esta coisa o contrário do nada?
Criado em: 19/4/2012 18:17
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