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. façam de conta que eu não estive cá .
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| penso a solidão da casa plantada sobre a minha íris, enceno a sua morte, lenta, como um incêncio mais interior do que exterior. a solidão dos espaços é indiferente à minha solidão, quase como se de tão aparentemente indissociáveis se unissem em sangue, quase como irmãs. a solidão da casa não choro, não me pertence, e embora lhe saiba todas as estações como se me pertencessem, não sou outono nela. posso ser outono na minha solidão, mas na minha casa não o sou, aqui dentro sou o que quiser ser por fora. subitamente é aqui que aprendo a morrer mais devagar ou a morrer por inteiro. |
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| Paulo Afonso Ramos |
Publicado: 24/09/2009 00:50 Atualizado: 24/09/2009 00:50 |
Colaborador   Usuário desde: 14/06/2007 Localidade: Lisboa Mensagens: 2100 |
 Re: #32 De uma escrita íntima que só o silêncio consegue sentir...
Interrompo esse silêncio para agradecer-te, pela escrita, pela partilha.
Como nos velhos tempos, sempre presente!
Um beijo
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| Enviado por |
Tópico |
| Amora |
Publicado: 24/09/2009 03:38 Atualizado: 24/09/2009 03:38 |
Colaborador   Usuário desde: 08/02/2008 Localidade: Brasil Mensagens: 4388 |
 Re: #32 Quanto mais leio mais lamento não ter escrito, e mais admiro o que a solidão faz às pessoas que sabem o que fazer com ela! Sempre aqui, um beijo em ti!
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| Enviado por |
Tópico |
| Conceição Bernardino |
Publicado: 25/09/2009 01:01 Atualizado: 25/09/2009 01:01 |
Colaborador   Usuário desde: 22/08/2009 Localidade: Porto Mensagens: 3286 |
 Re: #32 uma escrita sempre surpreendente abraço
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| Enviado por |
Tópico |
| Caopoeta |
Publicado: 25/09/2009 21:33 Atualizado: 27/09/2009 19:18 |
Colaborador   Usuário desde: 12/07/2007 Localidade: Mensagens: 2072 |
 Re: #32 ..deixo-te a minha casa.
respiramos e da palavra o regresso dos lunáticos.avivam a alma e abrem o corpo ao corpo desnudado.uma pequena morte os acompanha.permanecem nas gavetas outros escritos da memória distante.de um outro corpo.de um outro caminhante.é bom falar para o coraçao da noite.no encontro do silencio sangue.na passagem do suícida e no nascimento da ossificaçao da flor breve.nas ruas,a imensidao das horas.no corpo a casa .que casa agora.um ultimo beijo deixo às matérias sensíveis.aos homens magma.pois o húmus é longo e àgil na pedra da fraternidade.que casa .rebentam ultimos suspiros ao mar revolto.é das raízes o som que reclamo.as que nascem no fundo do ventre.como as amo.escalam neves e pedra-lágrima.e adormecem nas areias àridas.sao a erosao da terra e feitas da lucidez de quem ama.sao os seus antepassados celestiais.vem comigo agora.derramamos o vinho.encostamo-nos ao tempo.
beijo mar.
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