Cai a paz, o sonho, a dormência das mãos Abre-se a íris fechada no tempo Provoca-se a intempérie vespertina…amordaça-se a treva! Neste alento sem altivez.
(que se manteve entranhada nas vielas da alma)
Abrem-se as florestas, as raízes da natura morta Cai uma folha, um pedido, uma crença Nasce o limbo sentido dos passos parados …esgotados na sobrevivência!
(nesta correria amanhecida pela incerteza do hoje)
A vida corre no horizonte das palavras Sentidas, ditas, sonhadas, proferidas Lançadas aos ventos imemoriais do livro da vida …que cria o desencontro do corpo e do espírito.
(na leveza de um voo nas asas de uma Fénix perdida)
O momento muda as nossas vidas…na certeza do passo! O tempo dá-se às noites, aos horizontes partidos …dá-se aos quartos da Lua, às emoções sinceras …e, assim, na queda pergunta-se à Espera…
(Quantos acreditares vazios corrompem o caminhar?)
Olhando no profundo olhar, bem no seu interior (aonde os frios e os gelos são aquecidos e verdadeiros) Quando não existe a mentira nem a sombra …aquando da escorrência da água pura…que flui! …que se verte na face escondida Perdida… E nos diz…és tu!
Continuas a fazer-me refletir com a tua escrita, que ás vezes tenho dificuldade em interpretar, aqui a mim, falas da essencia mais humanista do ser humano, aquela que não é fácil se revelar nestes encontros e desencontros da vida
Eu acredito que na maioria dos seres humanos existe um lado bom e um lado mau. embora a balança em todos nós constuma estar desiquilibrada e sabes poeta? eu tenho um defeito ou uma qualidade depende da perpectiva, tento procurar o lado bom do ser.... claro que isso consome-nos muitas energias e provoca-nos muitos dissabores...