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Amanhã, sei lá!

 
Eis-me diante de ti amanhã,
deslumbrado em giestas de luz,
sorrisos e afincos,
receios hirtos e verves,
emoções aos rodos
por chãos que nunca vesti.
... e se tu amanhã fosses hoje,
capciosamente sentido
como serias tu amanhã?

Tu não sabes
e eu sei lá!






http://lampejosmorenos.blogspot.com/

Autor
José António Antunes
Autor José António Antunes
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Texto
Data 14/11/2009 14:20:31
Leituras 400
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
TRIGO
Publicado: 14/11/2009 15:23  Atualizado: 14/11/2009 15:24
Colaborador
Usuário desde: 26/01/2009
Localidade: Cabeça-Boa - Torre de Moncorvo
Mensagens: 2083
 Re: Amanhã, sei lá!
...

… lindo, breve — teu o poema!


giestas de luz
sorrisos e afincos por
chãos que nunca
vesti …



POETA, UM ABRAÇO

Enviado por Tópico
joseluislopes
Publicado: 14/11/2009 20:09  Atualizado: 14/11/2009 20:09
Colaborador
Usuário desde: 22/03/2009
Localidade:
Mensagens: 3501
 Re: Amanhã, sei lá!
Então caro Amigo este Sei Lá vai dar muito que falar.
E se um dia alguns curiosos quiserem saber o motivo de tão bonita poesia apenas respondo: SEI LÁ
Um abraço
JLL

Enviado por Tópico
AnaCoelho
Publicado: 14/11/2009 21:17  Atualizado: 14/11/2009 21:17
Colaborador
Usuário desde: 09/05/2008
Localidade: Carregado-Alenquer
Mensagens: 11960
 Re: Amanhã, sei lá!
Hoje sei...

Amanhã será o futuro de hoje...

Aquele que sei...contudo SEI LÁ!

Beijos

Enviado por Tópico
Vania Lopez
Publicado: 15/11/2009 00:19  Atualizado: 15/11/2009 00:19
Colaborador
Usuário desde: 25/01/2009
Localidade: Pouso Alegre - MG
Mensagens: 14782
 Re: Amanhã, sei lá!
Sei lá mesmo!
se sei não vou contar, rs!
Olha gostei muito do poema, vou levar
e pensar, ler e reler...bj

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
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Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
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Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
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Adormece em brandas consoantes
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(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
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E as levo para as águas intermináveis dos mares
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E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
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E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
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e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
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desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
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(Vanessa Marques)



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(gera)



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(TrabisDeMentia)

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