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SOLENIDADE
Tão solene era a Marlene. E nos olhos dela havia qualquer coisa que envolvia, que era triste e que sombria deixava transparecer, quando na troca de olhares furtivos, subliminares, se permitia ceder ao encontro com o outro que surpreso, no confronto, não conseguia entender.
O que diziam seus olhos? Que mistério era aquele que escondia a Marlene nessa luta tão perene tentando se convencer, que toda fragilidade, brota sempre da vaidade e de nossa faculdade em querer sobreviver às tristezas,desencanto escondendo nosso pranto na leveza, no prazer.
Parecia que queria livrar-se dessa agonia, se com alguém dividia, mesmo que por um instante, aquele olhar comovia, e no mais,se não podia, pelo menos parecia, num ato de ousadia, deixar-se enternecer.
E buscava em outros olhos, mais alegres que os seus, oencontro dessa chama, que motiva, que conclama, que nos anima a viver.
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