Poemas : 

Até ao fim da parada

 
Nesse papel
Demonstras a tua personagem
Dilecta

Inspiras-te na razão
Nesse contexto estás certa

Mas o teu estaticismo
Não equaciona o porvir
Nada surge por acaso
E há sempre o sentir

Mas esse teu permanecer
Se
E me confunde

Quase nada se difunde

Quem ousaria tirar ilações
Do teu desconforto

Terá o conteúdo
Do teu acto
A representação adequada

E há quem espere
Com sapiência
Surpreendentemente
Pela novidade
De uma vivência inacabada

Mesmo pelo caminho torto
E com a ferida sarada
Continuo à tua espera

Até ao fim da parada


António MR Martins

2010.03.20


António MR Martins
Tem 12 livros editados. O último título "Juízos na noite", colecção Entre Versos, coordenada por Maria Antonieta Oliveira, In-Finita, 2019.
Membro do GPA-Grupo Poético de Aveiro
Sócio n.º 1227 da APE - Associação Portugues...

 
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António MR Martins
 
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Enviado por Tópico
arfemo
Publicado: 21/03/2010 00:42  Atualizado: 21/03/2010 00:42
Colaborador
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Mensagens: 4812
 Re: Até ao fim da parada
...do sentimento e da razão em diálogo, um poema bem conseguido...

abraço