Luso-Poemas
Registe-se agora!     Login

Publicidade


Utilidades

Consultar

Outros

Quem está aqui

231 visitantes online (199 na seção: Poemas e Frases)

Lusuários: 4
Leitores: 227

(re)velata, velhopescador, nevoeiro, jamilluz, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protegendo os seus poemas com Tynt

Eventos Luso-Poemas

VII Evento Luso-Poemas 2013 - link

Os textos foram publicados! Vamos ler?
Partilhar Poemas -> Infantis : 

O CAVALO DE FOGO

 
O Cavalo de Fogo
Jorge Linhaça

Há tempos e tempos atrás, num lugar já esquecido
Surgiu um cavalo veloz, pelas chamas envolvido
Olhos rubros como a brasa; uma crina flamejante;
Patas que tudo queimavam; movia-se num instante
Ficou sendo conhecido, como o Cavalo de Fogo
Nas noites escuras corria, depois sumia de novo

Sua visão assustava a quem com ele se encontrasse
Mas ao bom nada fazia, a não ser que o atacasse.
Porém aos maus perseguia sem tréguas e sem temor
Contra eles investia inspirando-lhes horror
Não havia quem soubesse, de onde ele apareceu
Muitas lendas se criaram; só uma sobreviveu

Tempos antes existia, naquela localidade
Uma selvagem manada, que vivia em liberdade
Mas o mal ambicioso, chamado de ser humano
Um a um, aos animais, ia prendendo ou matando
Como ao líder das manada,não conseguiam prender
Fizeram lei decretada: Ele devia morrer!

Cercaram pois o corcel, ao centro d''uma ravina
Não tinha como fugir, nem pra baixo e nem pra címa
Era tempo de estio, a erva seca o cercava
Atearam fogo à ravina, e a chama se espalhava
O corcel tentou correr, mas não havia saída
A sorte estava lançada, sua sina decidida

Foi quando que, num repente, a magia aconteceu,
O fogo que o cercava, ao seu corpo envolveu
Mas não lhe fez mal algum, com o corcel se fundiu
E do Cavalo de Fogo, a bela lenda surgiu
Os homens que o cercavam, fugiram em disparada
E o cavalo os perseguiu pelos campos e estrada

Ninguém soube seu destino, nenhum mais apareceu
Dizem que um tal Belarmino, daquilo se arrependeu
E foi viver solitário, num recanto esquecido
Cuidando da natureza, reparando o mal vivido
Já o Cavalo de Fogo, após cumprida a missão
Para os ceús alçou seu vôo e virou constelação

É por isso, amiguinhos, que é preciso ter cuidado
Seguir sempre o bom caminho, não fazer nada errado
Pois a vida tem surpresas, muitas voltas ela dá
E quem o mal hoje faz, amanhã o encontrará.
Mas quem sempre faz o bem, pouco tem o que temer
Pois mesmo que hoje sofra, amanhã irá vencer




Arandú, 1 de junho de 2010
12:51



Autor
Jorge Linhaça
Autor Jorge Linhaça
textos deste autorMais textos
Rss do autorRss do autor
EstatísticasEstatísticas
 
Texto
Data 09/06/2010 10:55:10
Leituras 1274
Favoritos 0
Licença Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
Enviar este texto a um amigoEnviar
Imprimir este textoImprimir
Salvar este texto como PDFCriar um pdf
Recentes
Anjos sem Sonhos
Além das aparências
Solta a Pomba da Paz
O CAVALO DE FOGO
Coincidências ou censura?
Aleatórios
DOCE CIGANA
Anjo sem Asas
100 Anos de Luta:Mulheres
O LÁPIS FELIZ
CAVALEIRO DO AMOR
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Login

Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Cadastre-se agora.

Texto Aleatório

Comentários Recentes

Recentes no fórum

Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

Siga-nos

Posts relacionados, Plugin for WordPress, Blogger...