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Botão a botão, o tempo é desabotoado Nesse teu corpo de flanela Onde embrulhado e quieto, Muito quieto, te vejo dançar à volta do espelho Iluminado pelo ecrã de cinema. Os teus gestos são ora lentos ora rápidos Mas sempre silenciosos como se o vento parasse De soprar no exacto momento em que as folhas Avermelhadas pelo bafejo do Outono e caídas no chão, Junto aos teus pés, se levantassem, Como que renunciando à escuridão do Inverno por vir E almejando voltar aos galhos da árvore De onde caíram. De volta à Primavera, longe Do tempo linear. O meu coração é um relógio avariado Avançando para trás no tempo, em busca da hora certa em que te conheci E em que te amei. E quando os primeiros raios de luz pintarem o horizonte do solstício de Verão Vou simplesmente dizer-te Boa noite...
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Uma mão angelical afaga-nos o cabelo e toca-nos o sexo em cada momento de desespero…
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| Inspirado pelo filme "The Curious Case of Benjamin Button" |
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| varenka |
Publicado: 10/07/2010 17:33 Atualizado: 10/07/2010 17:33 |
Colaborador   Usuário desde: 10/12/2009 Localidade: Mensagens: 4476 |
 Re: Botão a Botão Gostei do poema. Pena não ter assistido o filme.
Saudações póeticas!
Varenka
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