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Vi aquelas mãos estranhas, Vagarosamente fechando a tampa do refrigerante bebido no gargalo, Depois, a garrafa no chão, a dona das mãos ajeitou-se no sofá, As mãos foram então em direção a mesa lateral Pegaram o maço de cigarros com o isqueiro empilhado Vi os braços... Não eram jovens, Manchas do tempo o marcavam De quem seriam aquelas mãos? De quem seriam aqueles braços marcados? O ventilador de teto zunia um compasso de tempo quebrado Faltava uma nota... Ou sobrava? Perto dali o som baixo da TV ligada só para fazer ruído, Ruído de vida? Vi as mãos, segui o olhar pelo antebraço, o braço, baixei os olhos e vi o corpo estendido no sofá; Estranho corpo... Estranhos pés cruzados - Onde andaram esses pés estranhos? Onde levaram aquela mulher a conivências das pernas, das coxas? Que fomes sentiram aquela barriga? As mãos tocam os seios, o pescoço... O rosto, Estranho rosto... Ninguém mais ali a não ser aquele corpo! Então... essa sou eu!!! A dona das mãos? Dona? Se não toco quem quero! Dona dos pés? Se não vou onde sonho! Qual é o meu tempo - se tempo não há!
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| Enviado por |
Tópico |
| Vania Lopez |
Publicado: 04/08/2011 00:30 Atualizado: 04/08/2011 00:30 |
Colaborador   Usuário desde: 25/01/2009 Localidade: Pouso Alegre - MG Mensagens: 14670 |
 Re: Estranhamentos Como se fosse de fora... Gostei muito. bjs pra ti
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