Luso-Poemas
Registe-se agora!     Login

Publicidade


Utilidades

Consultar

Outros

Quem está aqui

260 visitantes online (184 na seção: Poemas e Frases)

Lusuários: 2
Leitores: 258

JogonSantos, pedrobito, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protegendo os seus poemas com Tynt

Eventos Luso-Poemas

VII Evento Luso-Poemas 2013 - link

Os textos foram publicados! Vamos ler?
Partilhar Textos : 

a pequena.

 



. façam de conta que eu não estive cá .








tomada por assombro ou paz, corria. a pequena levava o rosto ao colo calçada abaixo, até ao rio. um sorriso enorme e aberto dentro da boca, à espera. nenhuns braços a abraçam, nem hoje, que morreu alguém e os sinos batem. a mãe, que não sabe, ainda, a mãe, que nunca soube, não chora. não. a pequena não tem idade de ver morrer alguém. e a pequena chora calçada abaixo até ao rio, sob a dobra do vestido uma pequena erva presa. e a água, ao fundo, os sapos na beira. a pequena tira os sapatos, depressa. os pés estão-lhe frios. e o rio chama por ela e ela vai até ao rio, a água nos olhos e nos pés, nas pernas e no colo, no rosto e no cabelo. a água. e os sinos batem e o coração bate.






Autor
Margarete
Autor Margarete
textos deste autorMais textos
Rss do autorRss do autor
EstatísticasEstatísticas
 
Texto
Data 22/10/2010 14:33:29
Leituras 676
Favoritos 0
Licença Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
Enviar este texto a um amigoEnviar
Imprimir este textoImprimir
Salvar este texto como PDFCriar um pdf
Recentes
o não barulho.
a que dói.
a segunda.
a pequena.
arma dura
Aleatórios
não quero morrer, pai.
#10
2.
sem mão.
Caimbra do Sentir
Favoritos
dizem - Caopoeta
Um pássaro negro ferido na asa-regresso - Caopoeta
hoje desenhei uma história dentro de mim - sampaiorego
requisição 2 - Alexis
a primeira folha - Caopoeta
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
VIDEIRA
Publicado: 22/10/2010 14:45  Atualizado: 22/10/2010 14:45
Da casa!
Usuário desde: 30/10/2009
Localidade: Profundo Portugal
Mensagens: 491
 Re: a pequena.
Eu passei por aqui. Faça o favor de fazer de conta que eu aqui estive. E ponha na conta que gostei.

(gosto sempre, de quem escreve com os sentidos, quero dizer)

Enviado por Tópico
Antónia Ruivo
Publicado: 22/10/2010 14:59  Atualizado: 22/10/2010 14:59
Colaborador
Usuário desde: 08/12/2008
Localidade: Montemor-o-novo
Mensagens: 3909
 Re: a pequena.
E como é que isso se faz, se deixas uma aragem fresca à tua passagem, beijinhos menina de olhar intenso.

Enviado por Tópico
Moreno
Publicado: 22/10/2010 15:03  Atualizado: 22/10/2010 15:03
Colaborador
Usuário desde: 09/01/2009
Localidade:
Mensagens: 3554
 Re: a pequena. à mar
ouvir Antony e ler-te. pequeno grande momento.

um beijo

Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 22/10/2010 17:32  Atualizado: 22/10/2010 17:32
Colaborador
Usuário desde: 31/03/2008
Localidade: Braga - Vila Verde
Mensagens: 7158
 Re: a pequena.
que bom voltar a ler-te. uma pequena num pequeno texto enorme de sentimentos. os sinos sempre me provocaram esse desassossego.
beijo Mar

Enviado por Tópico
Avozita
Publicado: 22/10/2010 17:36  Atualizado: 22/10/2010 17:36
Colaborador
Usuário desde: 08/07/2009
Localidade: Casal de Cambra - Lisboa
Mensagens: 4684
 Re: a pequena.
Uma menina - grande
no viver e no sentir de
uma grande - menina

Beijo
Antonieta

Enviado por Tópico
lascivo
Publicado: 23/10/2010 12:53  Atualizado: 23/10/2010 12:53
Participativo
Usuário desde: 15/10/2010
Localidade:
Mensagens: 18
 Re: a pequena.
Mar

sente-se uma angústia, no desassossego das letras. que o rio lhe caiba nos pés, à pequena.
maravilhoso, o seu texto.

LC

Login

Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Cadastre-se agora.

Texto Aleatório

Comentários Recentes

Recentes no fórum

Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

Siga-nos

Posts relacionados, Plugin for WordPress, Blogger...