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Legado

 
Legado
 

Dizem: "Dos fracos não reza a história!".
Digo eu, indignado, com desdém,
Que os fortes sem os fracos são ninguém,
Lombrigas magras ávidas de glória.

Toda a história é parcial e ilusória,
Exagerada, fictícia também;
Deixa um povo do passado refém,
Com conquistas bárbaras na memória.

Quando penso nos milhões de nativos,
Povos inteiros do império cativos,
Imolados nos altares das suas terras...

Escarro nas façanhas do passado
Que os avós deixaram como legado,
Sanguinolento e triste das guerras.

(Luís R Santos 15/1/11)


Autor
aquazulis
Autor aquazulis
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Texto
Data 15/01/2011 06:50:40
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
JOSÉMANUELBRAZÃO
Publicado: 15/01/2011 07:27  Atualizado: 15/01/2011 07:27
Colaborador
Usuário desde: 02/11/2009
Localidade: Lisboa, PORTUGAL
Mensagens: 7920
 Re: Legado
Um belo soneto para a memória do Tempo.

Gostei muito do seu avivar das memórias...curtas!

Abraço do ZÉ

Enviado por Tópico
Alice Luconi
Publicado: 15/01/2011 08:41  Atualizado: 15/01/2011 08:41
Colaborador
Usuário desde: 15/10/2010
Localidade: Rio de Janeiro
Mensagens: 4453
 Re: Legado
Caro Luis, belo soneto...um canto para a memória dos vencidos e subjugados.Parabéns. Bjs Alice

Enviado por Tópico
Angela.Rolim
Publicado: 15/01/2011 09:28  Atualizado: 15/01/2011 09:28
Colaborador
Usuário desde: 11/11/2010
Localidade:
Mensagens: 1239
 Re: Legado
Pertinente o teu soneto diante dos fatos recentes ocorridos no Brasil de’ tragédia anunciada’ como assim é chamada tal situação. Se me permite emitirei o meu sentir sobre o tema que abordas. Na vida tudo tem dois lados, duas óticas. Neste caso não se há de negar a importância dos descobridores que desbravaram o mundo com ousadia e coragem, mas a história deve aos nativos um tributo de justiça. Em qualquer lugar e sob o julgo de qualquer colonizador houve a destruição da gente nativa e sua cultura, de tal forma que o colonizador restou como herói e o nativo como ser desprezível e, portanto, sem identidade, cultura, valia. Em tudo que o ser humano faz se houver a paixão exacerbada e não houver a dosagem certa entre razão e sensibilidade haverá injustiça. Lamentavelmente o ser humano até hoje não sabe dosar estes pólos de forma a conviverem pacifica e harmoniosamente ‘fortes’ e ‘fracos’; ricos e pobres; poderosos e hipossuficientes. A exemplo disso temos as grandes tragédias que vitimam o povo pobre hoje e que a depender do ‘auxílio’ dos poderosos só se repetirão em todos os cenários e com novas vítimas. É isto amor, o ser humano, o qual você tanto acredita, ainda precisa melhorar muito para ser agente transformador e colaborador para a harmonia das gentes e do planeta. Deixo-te um beijo!

Enviado por Tópico
Conceição Bernardino
Publicado: 15/01/2011 09:54  Atualizado: 15/01/2011 09:54
Colaborador
Usuário desde: 22/08/2009
Localidade: Porto
Mensagens: 3281
 Re: Legado
este soneto é a imagem do nosso presente, parabéns poeta.

beijo

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 15/01/2011 11:43  Atualizado: 15/01/2011 11:43
 Re: Legado
Lindo soneto.

Abraço

MÁRCIA ROSAS

Enviado por Tópico
AnaCoelho
Publicado: 15/01/2011 13:22  Atualizado: 15/01/2011 13:22
Colaborador
Usuário desde: 09/05/2008
Localidade: Carregado-Alenquer
Mensagens: 11949
 Re: Legado
Um legado muito actual...o tempo aquele que passa e deixa as suas memórias.

Beijos

Enviado por Tópico
VónyFerreira
Publicado: 15/01/2011 21:15  Atualizado: 15/01/2011 21:15
Colaborador
Usuário desde: 14/05/2008
Localidade: Leiria
Mensagens: 14938
 Re: Legado
As memórias de um tempo que deve
ser recordado sempre.
Maravilhoso Luís!
Beijo
Vóny Ferreira

Enviado por Tópico
afortiori
Publicado: 15/01/2011 21:56  Atualizado: 15/01/2011 21:56
Novo Membro
Usuário desde: 04/01/2011
Localidade:
Mensagens: 6
 Re: Legado
Toda a história tem esta dualidade de criterios....... mas acima de tudo temos também de ser orgulhosamente "nativos"

Parabens

afortiori

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A folha

A folha cai no verão.
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Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
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As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
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Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
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Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
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De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
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(Vanessa Marques)


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... beijar-te

- era ser
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dedilhando ugabe

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era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
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era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

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Esta dor
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Que és a mentira
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(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



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do nosso verbo,
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(gera)



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Sem deixar morrer
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(TrabisDeMentia)

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