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ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!

 
Sempre vejo na luminosidade
da coloração purpúrea vespertina,
mais que um ocaso do Sol.

Nela sinto a quietude do crepúsculo
A rotina serena e o aroma suave
Como um borbulhar da sopa no fogão
Em fino preparo...
[das mãos de amor de minh’avó]

Alimento em cálice da vida...

Na quase noite, sinto o aconchego do lençol
de estrelas que se anuncia e promete...

A nostalgia impregnada de sol ainda cálido
Na retina cor-de-rosa, no céu azul/ laranja/carmesim...

Lufague




Das palavras, as mais simples. Das simples, a menor.” Winston Churchill

Autor
miriade
Autor miriade
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Texto
Data 30/01/2011 11:07:15
Leituras 424
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 30/01/2011 11:09  Atualizado: 30/01/2011 11:09
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Belo poema amiga gostei bjs

Enviado por Tópico
miriade
Publicado: 30/01/2011 11:13  Atualizado: 30/01/2011 11:13
Colaborador
Usuário desde: 28/01/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 2055
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Obrigada amigo poeta, amanheci nostalgica,rsrs, ótimo Domingo para você!

Beijocarinho, Lu

Enviado por Tópico
jessébarbosadeolivei
Publicado: 30/01/2011 12:02  Atualizado: 30/01/2011 12:02
Da casa!
Usuário desde: 14/09/2008
Localidade: SALVADOR, Bahia ---- BRASIL
Mensagens: 394
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
que imagem majestática e sublime seu poema
projeta, miríade

Enviado por Tópico
miriade
Publicado: 30/01/2011 14:12  Atualizado: 30/01/2011 14:12
Colaborador
Usuário desde: 28/01/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 2055
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Olá Jessé, obrigada por sua generosa observação poética,

Beijocarinho, Lu

Enviado por Tópico
AuroraRosado
Publicado: 30/01/2011 12:25  Atualizado: 30/01/2011 12:25
Colaborador
Usuário desde: 18/03/2010
Localidade:
Mensagens: 634
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Que belo, Lu! Quase deu para sentir o aconchego do sol e o cheirinho da sopa da sua avó Gostei muito!
Bj

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 30/01/2011 14:35  Atualizado: 30/01/2011 14:35
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
A cor magenta do céu ao por do sol sempre me fascinaram. Contudo com ela nasce a nostalgia quebrada pelo dourado do sol da manha

Adorei este poema.


Beijo azul

Enviado por Tópico
JBMendes
Publicado: 30/01/2011 18:23  Atualizado: 30/01/2011 18:23
Colaborador
Usuário desde: 13/02/2010
Localidade:
Mensagens: 4424
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Querida miriade - Seu poema é belo: Luminoso, colorido, perfumado terno e lírico.Lindo!!!
É antológico...
Um abraço com ternura
JBMendes

Enviado por Tópico
JOSÉMANUELBRAZÃO
Publicado: 30/01/2011 18:47  Atualizado: 30/01/2011 18:47
Colaborador
Usuário desde: 02/11/2009
Localidade: Lisboa, PORTUGAL
Mensagens: 7891
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Um belo poema LU.

Beijo do ZÉ

Enviado por Tópico
miriade
Publicado: 30/01/2011 23:25  Atualizado: 30/01/2011 23:25
Colaborador
Usuário desde: 28/01/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 2055
 Re: ENTRE O VERMELHO E AMARELO, À LUMINOSIDADE!
Olá Zé, obrigada por sua visita e comentário,

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É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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