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PEDRA DA MÓ

 
PEDRA DA MÓ
 
'anotação de rodapé'


No peso
da pedra,
o atrito.
No dedo dá dó,
é grito doído
Na roda da mó,
é agito.
Pedra da mó
é o dito:
Que moído
é o grão,
o trabalho,
e a vida
escrava,
senzala
ferida,
vivida
num rito
era tudo
virando pó.
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Enviado por Tópico
ângelaLugo
Publicado: 10/02/2011 01:20  Atualizado: 10/02/2011 01:20
Colaborador
Usuário desde: 04/09/2006
Localidade: São Paulo - Brasil
Mensagens: 14620
 Re: PEDRA DA MÓ p/ JoséSilveira
Caro amigo poeta JoséSilveira

No fim tudo acaba em pó
ilusão de quem pensa que
algo sobreviva eternamente
Excelente seu poema...adoro
este jogo de palavras

Beijinhos no coração

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 01:38  Atualizado: 10/02/2011 01:38
 Re: PEDRA DA MÓ para ângelaLugo
olá Fada Poetisa, nas férias visitei no interior do Rio de Janeiro uma fazenda que ainda guarda relíquias da época dos escravos. senzalas, casa de moagem, alambiques, e também as peças de castigo, coisas daqueles tempos que não vivemos nós, nos remetem aos sons e imagens impressionantes. o poema nasceu da minha observação. na verdade uma viajem no bojo do meu sentir. grato pelo carinho do voo até aqui.

um beijo Ângela, e aquele abração bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
ângelaLugo
Publicado: 10/02/2011 01:50  Atualizado: 10/02/2011 01:50
Colaborador
Usuário desde: 04/09/2006
Localidade: São Paulo - Brasil
Mensagens: 14620
 Re: PEDRA DA MÓ para JoséSilveira
Caro amigo JoséSilveira

É bom de ver para saber do passado
através dos olhos de poeta, pois penso
que neste época citada , dos escravos,
deve ter sido um tempo para permanecer
não esquecido, mas lembrado sempre para
não se cometer os mesmos erros...
Você é um ótimo observador e um ótimo
Poeta.....
Aproveitei o seu poema para citar que tudo
é pó assim, como a pedra da mó...
Reitero seu poema é excelente...

Beijo meu amigo

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 11:00  Atualizado: 10/02/2011 11:00
 Re: PEDRA DA MÓ para ângelaLugo
lindo o seu retorno Fada poetisa; trouxeste subsídios importantes para entendimento de uma época, e mais, da responsabilidade que temos de conservar a história cultural do nosso povo. nessas observações, nós poetas, podemos mostrar o quanto fomos incivilizados com os nossos semelhantes em forma de poesia. não é uma verdade tão poética, mas é um exercício que mostra a verdade um pouco menos dorida. obrigado pelo carinho nas suas palavras.

um beijo Ângela, e aquela abração bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 02:18  Atualizado: 10/02/2011 02:18
 Re: PEDRA DA MÓ
Caro amigo José.

Que coisa gostasa de ler...

Esse Maria Quintana!

Um grande abraço

Ulysses

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 11:28  Atualizado: 10/02/2011 11:28
 Re: PEDRA DA MÓ para o amigo Ulysses
querido amigo e poeta Ulysses, para mim o poema cresceu no grau de importâcia pelo que me trouxeste com suas palavras. grato.

aquele abração bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
gil de olive
Publicado: 10/02/2011 02:56  Atualizado: 10/02/2011 02:56
Colaborador
Usuário desde: 03/11/2007
Localidade: Campos do Jordão SP BR
Mensagens: 5046
 Re: PEDRA DA MÓ
Caprichou nesse texto em meu amigo? Li e reli.Tudo de bom pra voce!

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 17:20  Atualizado: 10/02/2011 17:20
 Re: PEDRA DA MÓ para gil de olive
capricho sempre que possível, cuido disso com acuidade em respeito aos meus ledores, amigos que me prestigiam e respeitam a minha escrita. valeu Gil.

um abração bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
JBMendes
Publicado: 10/02/2011 11:26  Atualizado: 10/02/2011 11:26
Colaborador
Usuário desde: 13/02/2010
Localidade:
Mensagens: 5185
 Re: PEDRA DA MÓ
Estimado amigo JSilveira ;
Seu poema é lindo e original. Me fez recuar à infância quando ía ao moinho do roda d"água lebar milho para trazer fubá... Que saydades!
JBMendes

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 17:25  Atualizado: 10/02/2011 17:25
 Re: PEDRA DA MÓ para o amigo e poeta JB
pois é, meu amigo e poeta João; in loco também me transportei as situações daquela época, e me deu uma saudade danada. foi isso que me provocou escrever esses versos. gostei por teres gostado dessa viagem no tempo.

fraterno abraço.

zésilveira

Enviado por Tópico
Sterea
Publicado: 10/02/2011 11:36  Atualizado: 10/02/2011 11:36
Colaborador
Usuário desde: 20/05/2008
Localidade: Porto
Mensagens: 3126
 Re: PEDRA DA MÓ
As suas palavras já nascem a saber cantar... e a saber a música de cor.

Beijinho.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2011 18:19  Atualizado: 10/02/2011 18:19
 Re: PEDRA DA MÓ para Sterea
...rss né tão assim não querida poetisa, moer o grão não é como fazer uma canção. poesia é como tirar mel da pedra com a unha. mas estou muito feliz com o carinho do seu comentário, Tera.

um beijo e aquele abração bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
Vania Lopez
Publicado: 11/02/2011 00:06  Atualizado: 11/02/2011 00:06
Colaborador
Usuário desde: 25/01/2009
Localidade: Pouso Alegre - MG
Mensagens: 16943
 Re: PEDRA DA MÓ
menino do rio, só sua poesia não vira pó...totalmente musical. obrigada. bjs pra ti

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 11/02/2011 18:34  Atualizado: 11/02/2011 18:34
 Re: PEDRA DA MÓ para Vania
passo a crer um pouco mais no destino do poema, inclusive de ser musical a partir das suas palavras. é um alento; pra quem sabe que ao pó o poeta indubitavelmente retornará. grato pelo seu carinho, sempre...

beijo Vania, e meu abraço bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
Alice Luconi
Publicado: 11/02/2011 10:39  Atualizado: 11/02/2011 10:39
Colaborador
Usuário desde: 15/10/2010
Localidade: Rio de Janeiro
Mensagens: 5019
 Re: PEDRA DA MÓ
Ficou perfeito o desencadeamento do poema...o leitor(a) " VÊ " este caminhar e o finalizar do mesmo... Adorei, parabéns.
Bjs, ALICE

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 11/02/2011 20:04  Atualizado: 11/02/2011 20:04
 Re: PEDRA DA MÓ para nonnalice
depois de pronto achei também que; após a tentativa de mostrar com a escrita aquilo que captou o meu olhar, havia na sequência dos versos um 'quê' de cantoria. gostei também do se aguçado olhar, Alice.

beijo e um abração bem Carioca.

zésilveira

Enviado por Tópico
GeMuniz
Publicado: 11/02/2011 19:12  Atualizado: 11/02/2011 19:12
Colaborador
Usuário desde: 11/08/2010
Localidade: Brasil
Mensagens: 7275
 Re: PEDRA DA MÓ
Zé: adorei o texto, o contexto e a sonoridade. Coisa de bom poeta e compositor.

Um abraço, camarada

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 11/02/2011 21:08  Atualizado: 11/02/2011 21:09
 Re: PEDRA DA MÓ para GeMuniz
sonoridades. o legal é que sabemos dessas coisas. né não, meu camarada e bom amigo Gê.

abração amiguirmão.


Enviado por Tópico
FungosAstrais
Publicado: 11/02/2011 21:50  Atualizado: 11/02/2011 21:50
Super Participativo
Usuário desde: 04/12/2010
Localidade: Terra Brasilis
Mensagens: 111
 Re: PEDRA DA MÓ
show de pedra, seu Zé.

abç

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 11/02/2011 23:39  Atualizado: 12/02/2011 00:03
 Re: PEDRA DA MÓ para FungosAstrais
podes ter certeza; seu comentário comigo não virará pó.

pra ti, um abração bem Carioca.

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
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