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EM CENA, O CORAÇÃO

 
Vi-me protagonista numa estória de amor
Dessas que o destino faz à escrita
Traça o caminho do seu personagem
E o faz marionete no palco da vida
Sem poder reagir, deixei-me levar.
Tentei apenas desempenhar o meu papel
Ensaiando todos os dias para não errar
Porém esqueci-me que o autor é cruel
E é ele quem decide quando parar
Recusei de toda a forma esquecer-me de você
Fui posto de lado e substituído
Tentei retornar com o texto decorado
Porém você já havia esquecido
Em tudo o que fiz, fui mal interpretado.
E no que encenei fui incompreendido.
Hoje tento escrever uma nova estória
Não quero mais ser apenas ator
Deixei de encenar esta paixão doentia
Para na vida me tornar o autor
Preciso agora encontrar outra atriz
Para escrever comigo uma história afinal
Já que com você o destino não quis.



Autor
luisroggia
Autor luisroggia
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Texto
Data 19/02/2011 20:02:04
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A Vida e a Morte - aquazulis
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
belarose
Publicado: 19/02/2011 20:32  Atualizado: 19/02/2011 20:32
Colaborador
Usuário desde: 28/10/2010
Localidade:
Mensagens: 8791
 Re: EM CENA, O CORAÇÃO
Boa noite! Luís

Muito belo seu poema de amor.

Beijos

Enviado por Tópico
luisroggia
Publicado: 19/02/2011 20:37  Atualizado: 19/02/2011 20:37
Colaborador
Usuário desde: 12/01/2011
Localidade: Joinville - SC
Mensagens: 1997
 Re: EM CENA, O CORAÇÃO
Olá Belarose!
Não tem jeito, quem manda é ele rsrsrs.
Ele escreve a estoria e escolhe os atores.
Beijo.

Enviado por Tópico
aquazulis
Publicado: 20/02/2011 00:39  Atualizado: 20/02/2011 00:39
Colaborador
Usuário desde: 31/07/2010
Localidade: cascais
Mensagens: 4284
 Re: EM CENA, O CORAÇÃO
Que essa actriz apareca em breve e actue no palco da sua vida com amor e talento! Parabens e abraco!

Enviado por Tópico
luisroggia
Publicado: 20/02/2011 00:49  Atualizado: 20/02/2011 00:49
Colaborador
Usuário desde: 12/01/2011
Localidade: Joinville - SC
Mensagens: 1997
 Re: EM CENA, O CORAÇÃO
Concordo amigo Luiz!
Só espero que o coração não seja mais o diretor rsrsr.
Abraço.

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



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Como posso explicar
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Frase

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guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

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Sexto sentido

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(gera)



Só saudade

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Com a dor vou buscando
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Sem deixar morrer
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Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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