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Poemas : 

Cerrado...

 
À sombra do pequizeiro
Delirei a vida a sonhar
No uivo do guará faceiro
Chora o meu recordar

Nos galhos tortuosos
Brotam as saudades
De cheiros maravilhosos
De infância, alacridades

Tem gosto de gabiroba
Aridez do sol a rachar
Vigor doce de mangaba
Buritis a nos sombrear

Constrói o João de barro
Nostalgias em todo lugar
O vaga-lume tão bizarro
Ilumina o meu poetar

O horizonte é sem fim
Onde põe a lua a repousar
Lobeiras talham o jardim
Das savanas a enfeitar

A arapuá em sua cabaça
Ornam o beiral do passado
Ipês em flor pura graça
Desenham o meu cerrado...

Rio, 22/03/2011,
17’07”



"Sou alma do cerrado, pé no chão, do Triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha,das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais".
Luciano Spagnol




 
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LucianoSpagnol
 
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Enviado por Tópico
Transversal
Publicado: 23/03/2011 04:22  Atualizado: 23/03/2011 04:22
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Usuário desde: 02/01/2011
Localidade: Fortaleza - Lisboa
Mensagens: 3253
 Re: Cerrado...
"desenharam o meu cerrado"..."das savanas a enfeitar"..."o vaga lume tão bizarro"..."buritis a nos sombrear"...da..."infância"..."de cheiros maravilhosos"..."chora o meu recordar"

Excelente texto..."Cerrado"..."à sombra do pequizeiro"..."é tempo de pequi, cada um cuida de si" (ditado sertanejo)

Abraço te
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