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Textos : 

Desrespeito ao Próximo.

 
Nesta postagem compartilho uma história a qual considero de suma relevância para nossa reflexão. A ausência de respeito ao semelhante, ao próximo, de fato, é notória na sociedade em que vivemos. Só não enxerga quem não quer. Penso que, só quando aceitarmos o amor de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em nossos corações, é que poderemos respeitar e, acima de tudo, amar nosso próximo. A história que partilho trata-se de um desrespeito a uma jovem estudante. Mas vamos ao que nos interessa, deixe-me contar a história. Quando terminei de almoçar, lembrei-me que tinha que passar na casa de um amigo, pois precisava pegar uma partitura de uma música. Esse meu amigo chamava-se Justino. Outro dia encontrei-me com Justino numa praça de minha cidade. Ficamos um bom tempo batendo um papo da hora, sobre música. Na conversa Justino falou-me que tocava teclado, mas ainda não dominava o instrumento, precisava se dedicar mais aos estudos de teclado. Eu perguntei ao meu amigo Justino quais eram as músicas que já tocava e ele me falou que executava algumas. Recordo que perguntei também quantas partituras tinha, e Justino disse-me que tinha várias partituras. Eu lhe perguntei se dava para me emprestar uma, e o meu amigo Justino se prontificou na hora em me emprestar uma de suas partituras. Mas nesse dia, não pude levar a partitura que pedira emprestado, pois o Justino havia deixado as partituras em outro local, numa casa dum amigo ou em qualquer outro lugar, não sei ao certo, aonde as tinha deixado. Eu lhe perguntei quando podia passar em sua casa novamente para pegar a partitura, e o meu amigo Justino me falou que viesse outro dia. Era uma bela tarde de sexta-feira, escutei quando o relógio da igreja bateu, eram doze horas da tarde, o sol estava quente demais. Fui direto para a casa do meu amigo Justino, pegar a partitura. Quando cheguei à casa do Justino, bati na porta. Daí a alguns segundos, Justino veio me atender. Justino abriu a porta e veio para o lado de fora. Ficamos conversando debaixo duma árvore na calçada defronte da casa. Na Rua de Justino tem uma escola estadual (escola pública) que fica quase que defronte da Casa dele. Defronte da escola havia vários alunos escorados no muro, outros estavam em pé, aguardando os portões se abrirem para entrarem para as salas de aulas. No meio desses alunos havia um rapaz que ficava atentamente observando o movimento da rua, das garotas que chegavam à escola. Quando as moças chegavam à escola e passavam perto dele, o rapaz não tirava os olhos das garotas. Como a casa do meu amigo Justino ficava defronte da escola, eu podia ver todo o movimento e, de vez em quando dava uma olhadinha, disfarçadamente. As atitudes e o comportamento do rapaz eram de horrorizar qualquer ser humano. Esse rapaz me parecia ser um tremendo de um mau caráter e encrenqueiro. A leitura que fiz desse rapaz, foi essa. Alguns alunos são do sítio, mas estudam nesta escola. Os alunos vêm da zona rural, do sítio, estudar na cidade. Quando os rapazes que moravam no sítio chegaram á escola, foram surpreendidos por esse cidadão. Esse rapaz estúpido, logo começou escarnecer e apelidar os alunos, só porque eram do sítio. O rapaz, o mau caráter, em pé, olhou em direção aos estudantes que chegaram á escola e disse: _ Eita! Toda a matutada está chegando da roça! Alguns rapazes ficaram encabulados, desconfiados, meio sem jeito. Outros ficaram chateados e irritados com a atitude daquele cidadão. Passaram-se alguns minutos e, chegaram duas garotas lindíssimas à escola. Uma garota vestia uma blusa branca, e a outra vestia uma blusa preta, ambas vestiam shorts curtinhos. O rapaz ao avistar as garotas, não pensou duas vezes, deu logo uma cantada: _ Ei! a de branco, me leva para banco! A garota fez que nem ouviu, entrou num ouvido e saiu no outro. O cara, ao ver que a moça de branco não lhe deu bola, imediatamente soltou outra cantada para a garota de preto: _ Ei! a de preto, me leva para o beco! A garota que se vestia de preto, olhou rapidamente para a cara do cara e deu-lhe uns bons trancas: _ Sai pra lá nojento! Eu te conheço imundo!? Se eu disser a meu pai, você ganha o seu, seu veado! O rapaz se calou, ficou um pouco desconfiado, e depois, disfarçadamente da garota, deu umas gargalhadas. A cena a qual vou contar, foi a cena que me comoveu profundamente e chamou a minha atenção. Uma garota chegou defronte da escola, a aparência dela não era muito boa, era feia, não era bonita. A garota era bem magrinha; era morena escura; tinha cabelos cacheados; e os olhos, eu não pude vê-los direito, se eram castanhos ou escuros, pois estava um tanto distante dela. A garota vestia um vestido de chita com bolinhas multicores. Os portões da escola já estavam abertos. A maioria dos alunos já tinham entrado para as salas de aulas. A garota ao entrar na escola, antes, passou bem perto do rapaz, o garanhão. A garota deu uma olhada bem rápida para o rapaz e, quando virou o rosto da cara do rapaz, entrando na escola, o rapaz num tom de voz um tanto alto, disse: _ É por isso que eu sou mais me acabar na mão mesmo, é melhor do que me envolver com certos tipos de gente. A garota o olhou rapidamente e seguiu o seu caminho. Pela fisionomia da garota, deu pra notar, eu percebi que ela ficou irritada ao ouvir aquilo que o rapaz falou. Não sei porque a garota resolveu olhar para a cara daquele sujeito, talvez o olhou só por olhar mesmo e só isso mesmo. Eu, cá comigo, pensei: _”Antes não tivesse o olhado, mas seguido o seu trajeto.”


Nesta postagem compartilho uma história a qual considero de suma relevância para nossa reflexão. A ausência de respeito ao semelhante, ao próximo, de fato, é notória na sociedade em que vivemos. Só não enxerga quem não quer. Penso que, só quando aceitarmos o amor de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em nossos corações, é que poderemos respeitar e, acima de tudo, amar nosso próximo. A história que partilho trata-se de um desrespeito a uma jovem estudante. Mas vamos ao que nos interessa, deixe-me contar a história. Quando terminei de almoçar, lembrei-me que tinha que passar na casa de um amigo, pois precisava pegar uma partitura de uma música. Esse meu amigo chamava-se Justino. Outro dia encontrei-me com Justino numa praça de minha cidade. Ficamos um bom tempo batendo um papo da hora, sobre música. Na conversa Justino falou-me que tocava teclado, mas ainda não dominava o instrumento, precisava se dedicar mais aos estudos de teclado. Eu perguntei ao meu amigo Justino quais eram as músicas que já tocava e ele me falou que executava algumas. Recordo que perguntei também quantas partituras tinha, e Justino disse-me que tinha várias partituras. Eu lhe perguntei se dava para me emprestar uma, e o meu amigo Justino se prontificou na hora em me emprestar uma de suas partituras. Mas nesse dia, não pude levar a partitura que pedira emprestado, pois o Justino havia deixado as partituras em outro local, numa casa dum amigo ou em qualquer outro lugar, não sei ao certo, aonde as tinha deixado. Eu lhe perguntei quando podia passar em sua casa novamente para pegar a partitura, e o meu amigo Justino me falou que viesse outro dia. Era uma bela tarde de sexta-feira, escutei quando o relógio da igreja bateu, eram doze horas da tarde, o sol estava quente demais. Fui direto para a casa do meu amigo Justino, pegar a partitura. Quando cheguei à casa do Justino, bati na porta. Daí a alguns segundos, Justino veio me atender. Justino abriu a porta e veio para o lado de fora. Ficamos conversando debaixo duma árvore na calçada defronte da casa. Na Rua de Justino tem uma escola estadual (escola pública) que fica quase que defronte da Casa dele. Defronte da escola havia vários alunos escorados no muro, outros estavam em pé, aguardando os portões se abrirem para entrarem para as salas de aulas. No meio desses alunos havia um rapaz que ficava atentamente observando o movimento da rua, das garotas que chegavam à escola. Quando as moças chegavam à escola e passavam perto dele, o rapaz não tirava os olhos das garotas. Como a casa do meu amigo Justino ficava defronte da escola, eu podia ver todo o movimento e, de vez em quando dava uma olhadinha, disfarçadamente. As atitudes e o comportamento do rapaz eram de horrorizar qualquer ser humano. Esse rapaz me parecia ser um tremendo de um mau caráter e encrenqueiro. A leitura que fiz desse rapaz, foi essa. Alguns alunos são do sítio, mas estudam nesta escola. Os alunos vêm da zona rural, do sítio, estudar na cidade. Quando os rapazes que moravam no sítio chegaram á escola, foram surpreendidos por esse cidadão. Esse rapaz estúpido, logo começou escarnecer e apelidar os alunos, só porque eram do sítio. O rapaz, o mau caráter, em pé, olhou em direção aos estudantes que chegaram á escola e disse: _ Eita! Toda a matutada está chegando da roça! Alguns rapazes ficaram encabulados, desconfiados, meio sem jeito. Outros ficaram chateados e irritados com a atitude daquele cidadão. Passaram-se alguns minutos e, chegaram duas garotas lindíssimas à escola. Uma garota vestia uma blusa branca, e a outra vestia uma blusa preta, ambas vestiam shorts curtinhos. O rapaz ao avistar as garotas, não pensou duas vezes, deu logo uma cantada: _ Ei! a de branco, me leva para banco! A garota fez que nem ouviu, entrou num ouvido e saiu no outro. O cara, ao ver que a moça de branco não lhe deu bola, imediatamente soltou outra cantada para a garota de preto: _ Ei! a de preto, me leva para o beco! A garota que se vestia de preto, olhou rapidamente para a cara do cara e deu-lhe uns bons trancas: _ Sai pra lá nojento! Eu te conheço imundo!? Se eu disser a meu pai, você ganha o seu, seu veado! O rapaz se calou, ficou um pouco desconfiado, e depois, disfarçadamente da garota, deu umas gargalhadas. A cena a qual passarei a contar, foi a cena que me comoveu profundamente e chamou a minha atenção. Uma garota chegou defronte da escola, a aparência dela não era muito boa, era feia, não era bonita. A garota era bem magrinha; era morena escura; tinha cabelos cacheados; e os olhos, eu não pude vê-los direito, se eram castanhos ou escuros, pois estava um tanto distante dela. A garota vestia um vestido de chita com bolinhas multicores. Os portões da escola já estavam abertos. A maioria dos alunos já tinham entrado para as salas de aulas. A garota ao entrar na escola, antes, passou bem perto do rapaz, o garanhão. A garota deu uma olhada bem rápida para o rapaz e, quando virou o rosto da cara do rapaz, entrando na escola, o rapaz num tom de voz um tanto alto, disse: _ É por isso que eu sou mais me acabar na mão mesmo, é melhor do que me envolver com certos tipos de gente. A garota o olhou rapidamente e seguiu o seu caminho. Pela fisionomia da garota, deu pra notar, eu percebi que ela ficou irritada ao ouvir aquilo que o rapaz falou. Não sei porque a garota resolveu olhar para a cara daquele sujeito, talvez o olhou só por olhar mesmo e só isso mesmo. Eu, cá comigo, pensei: _”Antes não tivesse o olhado, mas seguido o seu trajeto.”

 
Autor
Cenoura007
 
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1942
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