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Poemas : 

monologo sobre fluxos e refluxos das marés

 
já caí
uma
duas
três
N vezes
no intervalo da zona vermelha,
aquele que nos obriga estar em alerta.
ataviada de pensamentos reflexos
quatro
cinco
seis
N vezes
sem que entenda nada.
escala acima
escala abaixo
escala invertida
escala sossegada.
sentar.me no velho cadeirão de baloiço
e com uma lentidão vertiginosa
espreitar, pr` além dos limites.
fechada em ruídos
aberta em silêncios
entre paredes que limitam a zona vermelha,
aquela que nos faz estar em alerta
onde nos supomos sós e ignorados,
acompanhados
N vezes
até que uma, duas, três, N vezes
tão próximas as vezes
fazem.nos resvalar,
quatro
cinco
seis
N vezes
por um pensamento dissecado
ao som de mecanismos ténues da sua missão perpétua.




" An ye harm none, do what ye will "

Autor
HorrorisCausa
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/06/2011 16:30  Atualizado: 14/06/2011 16:30
 Re: monologo sobre fluxos e refluxos das marés
Pois é HC.As marés, os amores e quase tudo na vida são repetições exaustivas dos mesmos momentos.

Parece o vaivém espacial.

Gostei muito.

Beijo azul

Enviado por Tópico
HorrorisCausa
Publicado: 22/06/2011 14:15  Atualizado: 22/06/2011 14:15
Colaborador
Usuário desde: 15/02/2007
Localidade: Porto
Mensagens: 2699
 Re: monologo sobre fluxos e refluxos das marés/Hae
não podia estar mais de acordo com as tuas palavras.

grata

beijo

Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 14/06/2011 18:48  Atualizado: 14/06/2011 18:48
Colaborador
Usuário desde: 13/07/2010
Localidade:
Mensagens: 16024
 Re: monologo sobre fluxos e refluxos das marés
UM ÓTIMO PÓEMA DEIXO MEU ABRAÇO.

MARTISNS

Enviado por Tópico
HorrorisCausa
Publicado: 22/06/2011 14:06  Atualizado: 22/06/2011 14:06
Colaborador
Usuário desde: 15/02/2007
Localidade: Porto
Mensagens: 2699
 Re: monologo sobre fluxos e refluxos das marés/martisns
grata pelo teu coment

beijo

Enviado por Tópico
Carlos_Val
Publicado: 15/06/2011 14:55  Atualizado: 15/06/2011 14:55
Da casa!
Usuário desde: 11/03/2011
Localidade: Braga a residir em Gaia
Mensagens: 418
 Re: monologo sobre fluxos e refluxos das marés
Quantas vezes teremos que cair para nos sentirmos dissecados pelo pensamento nesta missão incógnita de sentires inócuos. Avançaremos noutras direcções em declive mesmo que derivem de N ou X.

Beijo poético

Val

Enviado por Tópico
HorrorisCausa
Publicado: 22/06/2011 14:05  Atualizado: 22/06/2011 14:05
Colaborador
Usuário desde: 15/02/2007
Localidade: Porto
Mensagens: 2699
 Re: monologo sobre fluxos e refluxos das marés/Carlos-Val
quantas vezes? isso importa desde que saibamos nos levantar?

grata pelo coment (deveras introspetivo)

beijo

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
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E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

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(TrabisDeMentia)
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