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Monge, empresta seu silêncio à morte Que, lesta, lhe providencia sustento No crepúsculo de um letal momento, Ao trespassar da sofreguidão a sorte!
Com serras, com espinhos d'aço forte, Exalta, na prece ciciada ao vento, Com febril e extasiado sentimento Do festim a noiva, da orgia consorte!
Da vítima engole o lamento e o olhar Regela, sobre ela, inda a rezar, Enquanto a morte, ébria, debochada,
Assume a forma da mosca nojenta, Qual amante em frenesim, ciumenta, Qu'implora ser cruamente devorada!
(Luís R Santos 23/7/11) |
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