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Emerso, ao teu desejo mais puro, entrego-me ao teu almejo, e deixo-me guiar pela vontade premente, de uma lasciva paixão.
A manhã tem janelas e bambinelas, espreitando o nosso amor, como brisa suave que se oculta, para que os amantes se encontrem.
Chilreios de pássaros, anunciam o dia, nas pálpebras de nossos olhos, que a meio à escuridão, dos estores caídos, se procuram em pura emoção.
Há um silêncio respeitoso, na casa grande, e entre carícias mútuas, descobrimos o segredo, de nossos rostos, tacteados por mãos ávidas e carinhosas.
Por entre beijos, que nos denunciam, somos como o mar, enrolando na areia, num vai e vem persistente, de um libidinoso fogo, que nos queima.
Roupas jogadas ao acaso pelo chão, são demonstrações, de nossa entrega, por entre fluxos e refluxos, de peles que se confundem, uma na outra.
E saciados e completamente felizes, trocamos promessas, no auge de um secreto ânimo, em que a cumplicidade nos cumpriu e fez-nos objecto de nosso amor.
Jorge Humberto 15/08/11 |
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