Publicidade
Utilidades
Consultar
Outros
Quem está aqui
142 visitantes online ( 60 na seção: Poemas e Frases)
Lusuários: 2
Leitores: 140
schmmack, Sterea,
mais...
Licença
Proteção anti-cópia
|
|
|
Ruas obscuras, espelhos obtusos no paralelepípedo de meus olhos; tudo é escombros, latir de cães, quando a noite acende candeeiros e põe asas de insectos onde a luz é mais crua, numa realidade que se quer concreta, no grito lancinante da palavra, erguendo-se, qual gume de faca, de entre o secretismo dos degraus, sujos, impuros, com setas nos braços, quais estátuas amputadas, vertendo seu sangue no alcatrão das estradas, nos bueiros, depois já rios distantes, e a voz é um eco do que ainda não se disse, o que só as montanhas conhecem, o que nas árvores estremece, por um raro sopro de vento, filtrando a palavra que se perde na noite, se a lua não vinga no palato, na saliva fria das paredes, da tão ansiada liberdade.
Jorge Humberto 10/01/12 |
|
|
|
|
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
|
Login
Texto Aleatório
Comentários Recentes
Recentes no fórum
Luso Pensamentos
Siga-nos
|