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Manu_C., PierredaGama, AndréSilveiraGil,
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Vens sempre, Tão concreto, Como as asas Que referiste. Como nada, Como respirar, Ou batimentos cardíacos. Tudo, Mas sem vontade. Não te vais, Ficas onde podes, Mesmo que eu não deixe, Que eu não te queira Aqui, Presente. Permaneces, Mesmo com o tempo, Com a erosão E o vento. Não sei Onde, Nem como, (na verdade nem porquê) te largar. És a droga E eu não quero ressacar! Não serei feliz assim, Nem sei já tentar, De facto, Mas pouco importa Ao pé de ti. Nada vale, Na verdade Não sou o anjo Que te disse, Nem tu Podes cumprir Promessas. Assim, Fico, Próxima e distante, Na linha ténue, Fronteira Entre o Ser e o não-ser, Entre o Sim e o não, A verdade e a mentira. Vem então tu, Que realmente podes, Porque sabes, Falar-me do real! Diz-me o que Quero ouvir, Mesmo que Não queira. Antes saber por ti, Do que imaginar, Fantasiar, Errar! O pulsar É nada mais que isso, Valorizaria mais Que um sorriso teu, Que não mereço, Nem no teu, Nem no meu entender. Sabes, - Eu penso que sim, - Acho que o resto Diz tudo. |
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