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annay, outonal_idade(s), Afonso_Bernardo,
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Quando amanhã não houver mais eu virei sempre ainda uma vez na quietude d'umas botas pontapisantes de surpresas beijando teus lábios de tenrices frutosas e os teus olhos alados e te deixarei rosas desenhadas da minha boca sedenta e chocolates delirantes aos pés cujo toque na areia inventa as ondas do mar
Eu virei mesmo que amanhã não houver mais e sempre ainda uma vez trazendo um amor tão maior que mesmo que você durma distâncias despovoadas e mesmo que eu já não esteja mais aqui de cada lágrima da saudade que te deixo no portão um pássaro de cor nunca vista há de cantar o amor este amor tão imenso que te entrego sem temor porque o amor declarado permanece na alma p'ra te viver em sonho muito depois que eu me for |
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[size=medium]Erico Alvim[/size]
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