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HOLOCAUSTO Paulo Gondim 27/03/2012
Alguma força ainda lhe resta Consegue levantar o braço Estender a mão ossuda Seguida de um olhar fundo De um par de olhos arregalados
O esforço é supremo Não se repetirá Em poucos dias, nem isso Não restará mais um fio de luz Escureceu-se a esperança Os olhos não se fecham Cegaram esbugalhados
E aquela criatura magra Inocente, fraca, impotente Nem se questiona Vê-se nos outros, como espelho Porque são muitos, Braços erguidos, mãos estendidas Com grandes olhos arregalados
Tantos ossos expostos Aquele olhar fundo Crianças famintas Ao redor do mundo Contrasta com o luxo De religiões, de oligarquias De crenças absurdas, vãs filosofias Da abundância restrita, do fausto E segue a vida nesse holocausto
Algo acabou errado Filosofias, conceitos, crenças Precisam ser revistos Terá dado certo o homem?
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Paulo Gondim
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| Enviado por |
Tópico |
| suelyribella |
Publicado: 27/03/2012 23:20 Atualizado: 27/03/2012 23:20 |
Colaborador   Usuário desde: 07/03/2011 Localidade: Santos, São Paulo, Brasil Mensagens: 562 |
 Re: HOLOCAUSTO Olá, Paulo, como vai! Que bom ler você! Texto forte e excelente! Beijinho saudoso! (E SPA, cadê?)
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