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O Pequeno Príncipe e a rosa

Tags:  pequeno príncipe  
 
O Pequeno Príncipe e a rosa
 
Ontem à noite, sozinha no meu quarto veio-me a memória recordações de um livro antigo de infância, muito conhecido e falado. Deu uma saudade do pequeno príncipe, da sua delicadeza de menino, sua sutileza, a forma pura como enxergava o mundo e as e pessoas e como ele, com a aquele coração feito de um cristal cristalino achava os adultos tão estranhos...

Ás vezes, no ônibus, a caminho do trabalho, desejo tanto escutar algo positivo com o qual possa iniciar meu dia. Não uma música qualquer, não uma oração alheia a mim, mas palavras profundas capazes de movimentar e chacoalhar o que há de mais belo e bonito advindo das entranhas da alma. Nem sempre é possível. São tantas as correrias do dia a dia... Algumas nos fazem sentir impotentes diante de nossas próprias escolhas. Ás vezes torna-se difícil até mesmo entrar em contato com nosso eu superior, não escutamos nossa própria vos, ficamos mudos e inertes. Mas ontem eu confesso que, realmente queria muito que isto não mais acontecesse.

Então me veio a cabeça que a tecnologia, hoje em dia, muita das vezes, nos auxilia nesses casos. Fui em busca de um e-book do livro do Pequeno Príncipe. E achei alguns ótimos no youtube. Estou disponibilizando-os abaixo para que vocês também possam, assim como eu, fazer o download e escuta-lo a caminho do trabalho.

Bem, então veio o nascer do sol e com ele hoje, renasceram minha esperança e fé em mim e no mundo. Segui minha pequena viagem escutando o Pequeno Príncipe falar, discursar, encantar! É incrível como aquele pequeno grande menino tem tanto a nos ensinar. Cada vez uma nova lição, passada despercebida em leituras anteriores...

Hoje eu fiquei mesmo foi pensando na rosa, em como ele se arrependeu de ter abandonado sua flor. Ele o fez porque ela era vaidosa e pretensiosa, então preferiu afastar-se a lidar com os defeitos dela. Ah o amor... Esse ser tão nobre ao qual ansiamos e fugimos tanto, tanto... Mentira é dizer que se quer vivê-lo quando fugimos ao surgimento dos primeiros defeitos do ser amado! O Pequeno Príncipe precisou afastar-se por um longo ano, viajar por inúmeros planetas para enfim perceber, que fugir não solucionava seus problemas, não matava sua dor... E então é por amor retorna a seu reino, dolorosamente... Mas retorna.

E eu imagino e gosto de sonhar, que seu grande amor, o esperando, ainda envergonhada por seu comportamento, o recebeu de braços abertos. Num momento aonde tudo o que era persona fora deixado de lado. Reinando soberana generosidade, o companheirismo e o amor!

Clarice Ferreira


(Trechos)

1- O Pequeno Príncipe se encanta e logo decepciona-se com a flor:

“Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o príncipezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O príncipezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que saíra dali ima aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, duraram dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.

E ela, que se prepara com tanto esmero, disse, bocejando :

- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...

O príncipezinho, então, não pôde conter o seu espanto :

- Como és bonita !

- Não é ? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo em que o sol...

O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era comovente !

- Creio que é a hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...

E o príncipezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.

Assim ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia, por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe :

- É que eles podem vir os tigres, com suas garras !

- Não há tigres no meu planeta, objetara o príncipezinho. E depois, os tigres não comem erva.

- Não sou uma erva, responde a flor suavemente.

- Perdoa-me...

- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um para-vento ?

« Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o príncipezinho. É bem complicada essa flor... ».

- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...

Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe :

- E o para-vento ?

- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...

Então ela redobrava a tosse para infligir-lhe remorso.

Assim o príncipezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.”

2- O Pequeno Príncipe se arrepende de tê-la deixado:

“- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o príncipezinho rever as rosas :

- Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda: Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

[...]

“- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... Repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.”

Vídeos da história do Pequeno Príncipe para baixar:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=KC3UQ5ekigM

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8s8ARIit_5I

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6RlJcKhN578

Link do programa para fazer download do youtube (faz o download do vídeo e o converte para o formato mp3):

http://www.baixaki.com.br/site/dwnld42064.htm

Acessem o blog original

www.penadeprata.blogspot.com.br



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É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
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Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
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