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Ingénua ousadia das minhas horas mortas

 
Hoje acordei a derramar palavras amargas
Destes meus olhos tristes e dolorosos,
Como prados cobertos de névoas
E nuvens toscas, pesadas de tojos…

Hoje acordei com a alma em sangue,
Sentindo o corte do trigo como foice afiada…
Com uma dor aguda e dilacerante,
Que alucina os olhos da minha madrugada!

Hoje…acordei, mas era noite no meu dia…
Porque sempre que sonho, o Luar acorda-me,
Repreendendo-me pela ingénua ousadia…

Negando-me a beleza das palavras tolas
Desenganando-me da incauta fantasia
A que me entrego nas minhas horas mortas…


Felisbela




"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa


Autor
Felisbela
Autor Felisbela
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Data 22/05/2012 12:07:37
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
RAIODESOL
Publicado: 22/05/2012 13:01  Atualizado: 22/05/2012 13:01
Da casa!
Usuário desde: 15/12/2011
Localidade: Olimpia
Mensagens: 440
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Um poema que derrama emoções... melencolia.

Gostei da beleza contida na construção dos sentidos versos. Parabéns !

Um abraço

Cellina

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:11  Atualizado: 22/05/2012 21:11
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ RAIODESOL
Fico feliz por ter gostado Celina! Obrigada pela leitura!

Um abraço

Felisbela

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 22/05/2012 14:17  Atualizado: 22/05/2012 14:17
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
A Lua não resiste ao charme do belo Sol. Assim o teu sorriso se iluminará de novo. Momentos... :0)


beijinhos



Beijo azul

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:10  Atualizado: 22/05/2012 21:10
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/Fátima Santos
Olá Fátima!

O meu sorriso não perde a luz, tem luz própria...digo eu!rsrs

Obrigada pelas palavras de amizade

Beijinho

Felisbela

Enviado por Tópico
Affonso
Publicado: 22/05/2012 14:41  Atualizado: 22/05/2012 14:41
Colaborador
Usuário desde: 09/04/2011
Localidade:
Mensagens: 1304
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas para felisbela
Felisbela: Meu Deus.. quanta tristeza...

Hoje acordei com a alma em sangue,

Mas eu ao teu lado
te puxei para perto
e com um beijo longo
te ofereci
um outro despertar
e a cor do sangue
transformei em vinho
para celebramos juntos
e com a cor do sangue
pintei seus lábios
para beijar-me novamente

Um beijo, poético, Affonso "Vinho"

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:08  Atualizado: 22/05/2012 21:08
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ Affonso


E pronto...resolve-se tudo com um copo de vinho e um beijo!

Plim! E a magia acontece!rsrs

Obrigada meu amigo, adorei as suas palavras!

Beijinho

Felisbela

Enviado por Tópico
Alice Luconi
Publicado: 22/05/2012 15:33  Atualizado: 22/05/2012 15:34
Colaborador
Usuário desde: 15/10/2010
Localidade: Rio de Janeiro
Mensagens: 4499
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
"Hoje…acordei, mas era noite no meu dia…
Porque sempre que sonho, o Luar acorda-me,
Repreendendo-me pela ingénua ousadia…

Negando-me a beleza das palavras tolas
Desenganando-me da incauta fantasia
A que me entrego nas minhas horas mortas…"

Amei teu poema lirico e tristonho... isso é o poder da imaginação fértil que cria beleza na nostalgia. A tua imaginação /inspiração...

Meus parabéns, querida Felisbela!

Bjs,

ALICE

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:06  Atualizado: 22/05/2012 21:06
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ Alice Luconi
Alice querida, agradeço as suas palavras simpáticas!

Beijinhos

Felisbela

Enviado por Tópico
carolcarolina
Publicado: 22/05/2012 17:41  Atualizado: 22/05/2012 17:41
Colaborador
Usuário desde: 24/01/2010
Localidade: RS/Brasil
Mensagens: 9211
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Amiga Poetisa
Felisbela!

Um soneto com versos tristes e amargos, mas de uma magnífica inspiração.
Parabéns!
Bjinhos
Carol

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:05  Atualizado: 22/05/2012 21:05
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ carolcarolina
Obrigada querida Carolina!

Beijinhos!

Felisbela

Enviado por Tópico
jessicaseventeen
Publicado: 22/05/2012 20:04  Atualizado: 22/05/2012 20:04
Colaborador
Usuário desde: 04/09/2011
Localidade: Coimbra, Portugal
Mensagens: 1001
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Há dias assim né querida Felisbela?!

Beijinhos *

Jessica

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:03  Atualizado: 22/05/2012 21:03
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/jessicaseventeen
Há dias de manhã, que uma pessoa à tarde, não devia sair à noite...rsrs

Obrigada querida!

Beijinhos

Felisbela

Enviado por Tópico
Acento
Publicado: 22/05/2012 20:28  Atualizado: 22/05/2012 20:28
Participativo
Usuário desde: 13/03/2012
Localidade:
Mensagens: 49
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
O título é incrível, porém, o corpo do poema deixa a desejar.
Causa até um certo desapontamento, porque pensei se tratar
de um poema que fizesse jus ao título.

O problema maior deste poema é a quantidade de adjetivos,
o que, sinto muito, torna o poema quase que num comercial
de perfume. A idéia é boa, mas perde-se em adjetivos.
"amargas", "tristes", "dolorosos", "cobertos", "toscas", "pesadas";
"afiada", "aguda", "dilacerante", "ingénua", "tolas", "incauta", "mortas".

O poema não é ruim, mas também não é bom. Diria que é sofrível, no máximo.
Para um título destes, merecia que o poema fosse mais metafórico e imagético.

Exercita tua escrita, Felisbela, que podes ir bem para frente.

É apenas a minha opinião e conselho de leigo.

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 21:01  Atualizado: 22/05/2012 21:01
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/Acento
Olá Acento!

Fico feliz com a sua visita e com a sua colaboração!

Acho muito importante a partilha de ideias e as críticas construtivas nos textos, só assim poderemos evoluir. E eu quero mesmo evoluir. É por isso que aqui estou!

Causa-me pena que, muitas vezes, se perca o fio condutor do propósito do site e se caia na "rotina" do "gostei muito"!

Considerei a sua intervenção oportuna e terei em conta os seus conselhos futuramente.

Por acaso detestei o título e até gostei muito do corpo do texto, só para ver que discordamos em alguns pontos...rsrs

Obrigada pela opinião!

Felisbela

Enviado por Tópico
Runa
Publicado: 22/05/2012 22:30  Atualizado: 22/05/2012 22:30
Colaborador
Usuário desde: 24/04/2010
Localidade: Santo Antonio Cavaleiros
Mensagens: 1224
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Todos temos dias maus. mas, por vezes, é a poesia quem lucra com isso. Como é o caso. Gostei.

Abraço

Runa

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 22:33  Atualizado: 22/05/2012 22:33
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ Runa
Obrigada pelas palavras gentis e por gastar o seu tempo com a minha humilde escrita...

Abraço

Felisbela

Enviado por Tópico
Beija-Flor76
Publicado: 22/05/2012 22:45  Atualizado: 22/05/2012 22:45
Colaborador
Usuário desde: 23/02/2010
Localidade: PORTUGAL
Mensagens: 2094
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
apesar do nome "horas mortas" gosto delas, dão-me tempo e espaço para pensar, para reflectir e tomar decisões...é nas horas mortas que me "mato" por vezes, para que possa renascer seguro e firme nas madrugadas.
Adorei
Beijo do Beija

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 22/05/2012 22:49  Atualizado: 22/05/2012 22:49
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ Beija-Flor76


São opiniões..."et vive la différence"!

Obrigada pela leitura e palavras simpáticas!

Felisbela

Enviado por Tópico
Vania Lopez
Publicado: 23/05/2012 02:27  Atualizado: 23/05/2012 02:27
Colaborador
Usuário desde: 25/01/2009
Localidade: Pouso Alegre - MG
Mensagens: 14687
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Gostei (desde o título)
Parabéns! bjs (tomo como meu)

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 23/05/2012 18:46  Atualizado: 23/05/2012 18:46
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ Vania Lopez


Obrigada minha linda!

Beijinhos

Felisbela

Enviado por Tópico
gil de olive
Publicado: 23/05/2012 04:40  Atualizado: 23/05/2012 04:40
Colaborador
Usuário desde: 03/11/2007
Localidade: Campos do Jordão SP BR
Mensagens: 4755
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Menina! Onde arrumou essa segunda quadra? Li, não sei quantas vezes! Linda demais....

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 23/05/2012 18:47  Atualizado: 23/05/2012 18:47
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ gil de olive


Não faço ideia onde a fui buscar...quando escrevo não me preocupo muito...vai saindo...rsrs

Obrigada pelas palavras de incentivo!

Abraço poético

Felisbela

Enviado por Tópico
aquazulis
Publicado: 23/05/2012 10:32  Atualizado: 23/05/2012 10:32
Colaborador
Usuário desde: 31/07/2010
Localidade: cascais
Mensagens: 4233
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Olá, Felisbela! Este soneto sangra, mas é belo. Muitos parabéns. Abraço.

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 23/05/2012 18:49  Atualizado: 23/05/2012 18:49
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas P/ aquazulis
Olá Luís!

Sangra...dói um bocadinho...rsrs

Muito obrigada pelas palavras (se gostou significa que melhorei?rsrs)

Beijinho alentejano

Felisbela

Enviado por Tópico
suelyribella
Publicado: 23/05/2012 21:23  Atualizado: 23/05/2012 21:23
Colaborador
Usuário desde: 07/03/2011
Localidade: Santos, São Paulo, Brasil
Mensagens: 562
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Acordaste de um jeito que também acordo, às vezes...
Deixaste vir os versos melancólicos, tristes, que resultaram num belo poema. Alguns o classificariam como um belo soneto moderno, tem a forma sem lhe seguir as regras.
Prefiro os tradicionais, mas tenho, também, uns assim. Seja como for, gostei muito deste!
(rsrs esse 'tu' ao te escrever, vem-me com certa naturalidade, pois tenho lá umas origens em teu Portugal...)
Beijos com carinho!

Enviado por Tópico
Felisbela
Publicado: 23/05/2012 21:31  Atualizado: 23/05/2012 21:31
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2011
Localidade: Portugal
Mensagens: 5426
 Re: Ingénua ousadia das minhas horas mortas
Olá Suely!

Eu não costumo seguir regras...sou uma pária na escrita...rsrs

Fico feliz por ter gostado!

Obrigada! Todo o brasileiro tem uma "raiz" portuguesa...rsrs

Beijinhos

Felisbela

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(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
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Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
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A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
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E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

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sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
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na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



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"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

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Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

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Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



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muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
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em guardanapos

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Sexto sentido

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Ver a luz na escuridão profunda...
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Saborear a doçura do sal...
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Só saudade

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Dor que não se mede
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Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

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Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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