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Ainda acordo cedo como antes, Às vezes preciso me guiar com as mãos. O Sol se anuncia, agradeço o instante. Há momentos que ele é parceiro, Em outro castiga, mas tem a sombra. É que quando saio de casa assim, É sozinho e despido de quase toda vaidade. Quase porque o arreio é acolchoado. Sela de qualidade. Junto aos demais, para juntarmos a boiada, Quando há muita água, cheia, o rio se mistura ao suor, com enxurrada. O boi cambaleia dentro d’água, peão mergulha e salva. A vaca de cria com água até o pescoço, eu também, mas nadava. Em terra que alaga é assim. Ou é muita água ou é seca. O Pantanal é o contraste de si mesmo. O pantaneiro é segmento dele, porque senão, é morte. Quando saio de casa, assim, tão cedo, Saio para lavar os pés em corixos, Saio para sujar as unhas com terra.
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