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não tirem o vento às gaivotas - sampaio rego sou eu
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deitado no tempo ....................pouso os olhos ...................................numa janela acesa de um mar azul gaivota
distal .......os olhos ................presos a uma braçada de tempo
.........................[color=FFFFFF]................e a mesa fendida sustém a maça
.......................memória
da terra pisada ...............o grito vermelho do inferno ....................................amarra-me às raízes de um pardal que não canta
desamável ..............o silêncio da maça .........................................dentro de um mar que nunca deixou de ser azul
do caixilho ............o encontro da luz que sai com a luz que entra ..............................eu
.........descubro o belo e o adeus
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| Vania Lopez |
Publicado: 10/06/2012 22:42 Atualizado: 10/06/2012 22:42 |
Colaborador   Usuário desde: 25/01/2009 Localidade: Pouso Alegre - MG Mensagens: 14672 |
 Re: de partida A vontade que tenho é de esconder-me dentro desse poema, bem assim. bjs querido
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| Enviado por |
Tópico |
| sampaiorego |
Publicado: 14/06/2012 17:03 Atualizado: 14/06/2012 17:03 |
Colaborador   Usuário desde: 31/03/2010 Localidade: algures virado para o mar com gaivotas Mensagens: 972 |
 Re: de partida obrigado vãnia - sempre a fazer companhia
beijo
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 20/06/2012 21:09 Atualizado: 20/06/2012 21:09 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2343 |
 Re: de partida já tinha lido este texto em tempo, e hoje ao relê-lo "descubro o belo e o adeus"
"da terra pisada o encontro da luz dentro de um mar azul gaivota nunca deixou de (o) ser, distal o grito vermelho do inferno (que) sustém a maça, numa janela acessa encontro a luz que entra, desamável(?), o silêncio."
Excelente a construção. Parabéns. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| sampaiorego |
Publicado: 09/07/2012 19:07 Atualizado: 09/07/2012 19:07 |
Colaborador   Usuário desde: 31/03/2010 Localidade: algures virado para o mar com gaivotas Mensagens: 972 |
 Re: de partida [peço desculpa mas não tinha o texto marcado e não sabia que tinha um comentário]
obrigado pela leitura e comentário
um abraço
sr
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| Enviado por |
Tópico |
| visitante |
Publicado: 03/08/2012 20:54 Atualizado: 03/08/2012 20:54 |
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 Re: de partida Um belo cantar Sampaio aonde o poeta não sai da realidade retratando o adeus como se fosse belo...se calhar em delírio. Abraços Luzia
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| Enviado por |
Tópico |
| sampaiorego |
Publicado: 04/08/2012 16:20 Atualizado: 04/08/2012 16:20 |
Colaborador   Usuário desde: 31/03/2010 Localidade: algures virado para o mar com gaivotas Mensagens: 972 |
 Re: de partida sofia mello breyner inspirou-me neste poema – a poeta num dos seus trabalhos escreve sobre uma ânfora. um objecto simples. feito na maior parte das vezes por artesões – feita de matéria prima nascida na terra. redonda. sem principio ou fim. como uma qualquer maça – a janela é o quadro. a tela que divide a vida real onde eu tenho os olhos e o infinito que de tão grande e belo aparece dissimulado de um chamamento quase irresistível. quais sereias do mar de ulisses – e o corpo necessita do belo. e este é apenas arte disponível a partir de um retrato agarrado pelo olhar – entre o ir e o ficar está a dúvida e a janela - obrigado luzia - beijo
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