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Saúdo ao santo dai de poesia - LIzaldo Vieira

 
Saúdo ao santo dia de poesia- Lizaldo Vieira
Saudemos a linda manhã
Raios rasgando o véu
No dia a dia
Espantando a neblina
Sacudindo a poeira
Semeando esperança
Em segundo de volta ao mundo
Mais um espetáculo do sol
Que sorridente
Avizinha-se
Quer mais alegria no palco do teatro vital
Ser mais poesia
Transmitir energia
É sempre assim
Quando o astro rei
Levanta-se
Preguiçosamente se esticando
Prossegue
Persegue com ritual de pura arte
Por trás do sopé da serra
Descortinando seres
Que se refazem em esperança
Nas gramíneas e veredas dependuradas
De orvalho
Nas serrações do chapadão
Simplesmente um espanto
Com tanta vida em frenesi
Tudo é lindo!
A manhã cliente abraça grotões
E morros acima
Com imenso sorriso
Intenso brilho
Abrindo o b-a- ba com lições
Ensinamentos
Do mais puro e belo amor
Tudo isso
Nos faz seres vivos
E eternos
Enquanto durar
Que converse eu mesmo com meus botões
Sobre essa magia de parar o coração
É mui bom celebrar
Participar e embriagar-se
Comemorar e compartilhar
Esse sonho de ensinamento
Viver e relembrar
Cada etapa desse chamego de vida
Por todos merecidos
Somos presenteados
Brindando em cada amanhecer
A cada linda manhã que abraça – nos
Com aquele sorrisão largo
Como quem a implorar
Fica comigo
Amo-te
E sei que você me ama
Gosto de tudo que o dia traz
Faz-me muito bem
Essas manhãs sorridentes
As tardes frias ou quentes
Contudo fagueiras
Bem nordestinas
Brasileiras
Depois
Tem aquele silencio noturno
Acalmando o mundo
Convite para rasgar o véu dos cansaços
Gosto dos dopings dos pingos de chuva
Do clarão do relâmpago
Do rasgo nos céus
Pela trovoada
Verdadeiro convite
Ao bom chamego
Debaixo dos lençóis
Fatores de viver o suficiente
Nossa sua linda alquimia
Que me obrigada amar
E despachar qualquer tentativa de arrogância
Ou ciosa similar
Que nossa festa seja bela a eterna
Por caminhos
Um dia quem sabe!
A gente não tem outra coisa a fazer
Senão ouvir os recados
Do tic e tac
Da goteira
Sem se preocupar
Em alhar pelo buraco da fechadura
Se o dia de praia
Nos abandona
Vem sol brilhar
A tornar bonito o teatro da vida
Vem chuva bendita
Fazer mais limpa
Nossa água de beber
Com o acaso
Do por sol
Vem surgindo a tardezinha
Trazendo mais reflexão pra todo freguesia
Que se acotovela
Em rede de caroá
Com muita prosa e parle
Na espreita da noite fagueira
Prontinha pra enamorar
Garanto que é bom
E vale apena
Se deixas levar
Por sagrada benção






Q U E S E D A N E C U S T O d e V I D A - Lizaldo Vieira
Meu deus
Tá danado
É todo santo dia
O mesmo recado
La vem o noticiário
Com a
estória das bolsas
Do que sobe e desce no mercado
De Tóquio
Nasdaq
São paulo
É dólar que aume...

Autor
Lizaaldo
Autor Lizaaldo
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Texto
Data 12/06/2012 12:52:13
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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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