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Poemas :
[ … e quando cortas o verso a meio
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. . . . . . . . ......................................... ***************************************
… e quando cortas o verso a meio, as partículas que o vento arrasta, partilham-se por entre as núvens
no ocaso silencioso, insites nos barcos a arder na baía, insistes nas vozes que assombram as sombras, insistes nos sonhos que eu não vislumbro, que não os meus
quão exaltados pelas síncopes do olhar.
Tudo e nada, como se o desejo prevalecesse, assustam-me as coisas que sinto [que insistem].
Quando colas o verso pelo meio escaqueiro-me ao tormento,
recolocas as palavras que se reordenam sem pensar, sem espantos, sem espantalhos,
e nesse contentamento teu que se me apega, perpetua-se o esquecimento, que cá já não me pode alterar.
E insistes nos barcos, nas vozes e nos sonhos, que não os meus.
Perdoa-me, se me perco pela rota das açucenas em flor, ou que me esqueça de ti por este instante apenas
[que seja].
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"Floriram por engano as rosas bravas No inverno:veio o vento desfolha las..." (Camilo Pessanha)
http://ricardopocinho.blogspot.com/
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experimental, palavras rabiscadas numa Moleskine com prazo de validade.
“que cá me pôde alterar” - Camões “Babel e Sião”
“E aquele poder tão duro Dos afeitos com que venho, Que encendem alma e engenho, Que já me entraram o muro Do livre alvídrio que tenho; Estes, que tão furiosos Gritando vêm escalar-me, Maus espíritos danosos, Que querem como forçosos Do alicerce derrubar-me” (Camões “Babel e Sião”)
pleroma Pleroma segundo Carl Jung “é ao mesmo tempo o tudo e o nada”. É infrutífero pensar sobre o Pleroma.
… [“do ciclo, as palavras não têm prazo de validade. “ Riva la filotea. La riva? Sa cal'è c'la riva?” (Está a chegar. A chegar? O que estará a chegar?)] |
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por |
Tópico |
| belarose |
Publicado: 18/06/2012 04:46 Atualizado: 18/06/2012 04:46 |
Colaborador   Usuário desde: 28/10/2010 Localidade: Mensagens: 8646 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio Boa noite Transversal!
linda poesia amigo destaco:
Perdoa-me, se me perco pela rota das açucenas em flor, ou que me esqueça de ti por este instante apenas
beijos 
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 02:52 Atualizado: 23/06/2012 02:52 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/belarose e nesse contentamento teu que se me apega, perpetua-se o esquecimento, que cá já não me pode alterar
porque tem de existir o esquecimento, mesmo momentâneo que seja? porque tem de existir a distanciação dos corpos? tantas as perguntas que se afundam, afogam.
Poetisa agradeço-te o comentário, as palavras, por gostar. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| correa |
Publicado: 18/06/2012 11:26 Atualizado: 18/06/2012 11:26 |
Colaborador   Usuário desde: 19/12/2011 Localidade: Balneário camboriú/SC Mensagens: 2988 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio E como nos assustam , por vezes, os desejos que insistem em tentar prevalecer...lindíssima poesia,obrigado por trazê-la a nós.Grande abraço
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 02:55 Atualizado: 23/06/2012 02:55 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/correa recolocas as palavras que se reordenam sem pensar, sem espantos, sem espantalhos,
as palavras são recolocadas, reordenam-se, querem-se (porque não também?) e mesmo que elas vinguem a satisfação ainda fica um tudo nada longe. São ciclos.
Poeta, agradeço-te o comentário, as palavras, pelo lindíssimo. Eu é que te agradeço . Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| cleo |
Publicado: 18/06/2012 11:29 Atualizado: 18/06/2012 11:29 |
Luso de Ouro   Usuário desde: 02/03/2007 Localidade: Queluz Mensagens: 3925 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio Lindíssimo! É tudo o que me ocorre dizer...
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 02:58 Atualizado: 23/06/2012 02:58 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/ cleo no ocaso silencioso, insites nos barcos a arder na baía, insistes nas vozes que assombram as sombras,
quantas são as vezes que nos abandonamos pelo silêncio que o momento, aquele preciso momento necessita? Quantas serão as vezes que precisamos até do silêncio de nós próprios?
Poetisa/escritora, agradeço-te o comentário, as palavras, o que lhe "ocorreu dizer", pelo lindíssimo. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| FelipeMendonca |
Publicado: 18/06/2012 11:35 Atualizado: 18/06/2012 11:35 |
Luso de Ouro   Usuário desde: 01/12/2011 Localidade: Rio de Janeiro Mensagens: 430 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio Lindo poema, Ricardo. Emocionou-me como tudo o que escreves. Grande abraço, poeta.
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 03:01 Atualizado: 23/06/2012 03:01 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/FelipeMendonca assustam-me as coisas que sinto [que insistem].
Quando colas o verso pelo meio escaqueiro-me ao tormento
como são longos os tormentos que nos assustam, mesmo os que não passam de sonhos, como os silêncios da fuga nos cortam pelo meio como uma faca afiada. Tantas vezes me escaqueiro, tantas.
Poeta Amigo agradeço-te o comentário, as palavras, o sentir, e essa emoção. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| martisns |
Publicado: 18/06/2012 11:52 Atualizado: 18/06/2012 11:52 |
Colaborador   Usuário desde: 13/07/2010 Localidade: Mensagens: 13376 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio Um versejar, maravilhoso, belo
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 03:04 Atualizado: 23/06/2012 03:04 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/martisns perpetua-se o esquecimento, que cá já não me pode alterar.
E insistes nos barcos, nas vozes e nos sonhos,
e insistimos em nós, como um egoísmo atroz que nos cega, que nos ensurdece perpetuando o esquecimento que julgamos não conseguir alterar.
Poeta, agradeço-te o comentário, as palavras, o belo. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| Felisbela |
Publicado: 18/06/2012 21:48 Atualizado: 18/06/2012 21:48 |
Colaborador   Usuário desde: 10/10/2011 Localidade: Portugal Mensagens: 5407 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio Caro Transversal, a sua poesia é um deleite para os sentidos! Adoro!
Parabéns por mais este!
Abraço poético
Felisbela
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 03:08 Atualizado: 23/06/2012 03:08 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/ Felisbela quão exaltados pelas síncopes do olhar.
Tudo e nada, como se o desejo prevalecesse, assustam-me as coisas que sinto [que insistem].
como se o tudo e o nada existissem, pudessem ir lado a lado como um buraco negro no universo distante. Ainda bem que se exaltam os olhares que insistem.
Poetisa agradeço-te as palavras, o olhar, pelos parabéns. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| visitante |
Publicado: 19/06/2012 01:59 Atualizado: 19/06/2012 01:59 |
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 Re: [ … e quando cortas o verso a meio e quando cortas o verso a meio, as partículas que o vento arrasta, partilham-se por entre as núvens
*a poeira arde meus olhos as letras escavam os céus do norte e minha poesia chora ao sul...
no ocaso silencioso, insites nos barcos a arder na baía, insistes nas vozes que assombram as sombras, insistes nos sonhos que eu não vislumbro, que não os meus
quão exaltados pelas síncopes do olhar.
*o que se tem, se guarda no afeto silencioso da insistência como o princípio do mar turquesa que na superfície encrespa-se e nos abocanha na profundeza...
Tudo e nada, como se o desejo prevalecesse, assustam-me as coisas que sinto [que insistem].
*a insistência dorida é vã pois talha a vontade e os aromas e ensurdece o sagrado o que vai no peito- pleroma-
Quando colas o verso pelo meio escaqueiro-me ao tormento,
recolocas as palavras que se reordenam sem pensar, sem espantos, sem espantalhos,
e nesse contentamento teu que se me apega, perpetua-se o esquecimento, que cá já não me pode alterar.
*os cacos ainda persistem em meio ondas de esquecimento as palavras ficam dependuradas nas vagas do querer-se na dualidade do sentimento...
E insistes nos barcos, nas vozes e nos sonhos, que não os meus.
*- pois a memória amorosa é ninho de aconchego-
Perdoa-me, se me perco pela rota das açucenas em flor, ou que me esqueça de ti por este instante apenas
*das açucenas em flor são as rotas do sorriso do sorriso de amor...
[que seja].
*[ou não] -um instante sem teu mar, um infinito segundo de morte- e dói-me. Ka*
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 03:14 Atualizado: 23/06/2012 03:14 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/S.KARINNA* se me perco pela rota das açucenas em flor, ou que me esqueça de ti por este instante apenas
Perdoa-me,
mas jamais esqueço as tuas palavras, ou, um instante sem teu mar, um infinito segundo que seja, mesmo que *os cacos ainda persistam em meio ondas de esquecimento. Do esquecimento renasce o novo, e o novo leva-nos sempre um pouco mais distante, da linha do horizonte.
Sem palavras para te agradecer esta simbiose entre palavras que seguem pelas rotas procurando um porto de abrigo. Honras-me Poetisa. Obrigado.
Abraço-te
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| Enviado por |
Tópico |
| Vania Lopez |
Publicado: 23/06/2012 03:09 Atualizado: 23/06/2012 03:09 |
Colaborador   Usuário desde: 25/01/2009 Localidade: Pouso Alegre - MG Mensagens: 14651 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio Um poema para embriagar a voz que se perdeu ao eco, porque ao chegar parece partir em uma só dor... Estupendo! beijo e obrigada
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| Enviado por |
Tópico |
| Transversal |
Publicado: 23/06/2012 03:18 Atualizado: 23/06/2012 03:18 |
Colaborador   Usuário desde: 02/01/2011 Localidade: Xangri-lá Mensagens: 2344 |
 Re: [ … e quando cortas o verso a meio P/Vania Lopez e nesse contentamento teu que se me apega, perpetua-se o esquecimento, que cá já não me pode alterar.
E insistes nos barcos, nas vozes e nos sonhos, que não os meus.
e quantos os sonhos meus que não os teus, e como os equilíbrios são linhas de horizonte nesse perto longe que se perpetuará sempre.
Poetisa que admiro, agradeço-te as palavras, ah...esse olhar que me honra, pelo estupendo. Obrigado.
Abraço-te
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