Publicidade
Utilidades
Consultar
Outros
Quem está aqui
185 visitantes online ( 124 na seção: Poemas e Frases)
Lusuários: 1
Leitores: 184
Artemis,
mais...
Licença
Proteção anti-cópia
|
Poemas :
Na margem do real - Borderline
|
Um grito, suave, Surge devagar nos pulmões, Arranhando as cordas Que carecem de força. A garganta sanguinolenta Cospe palavrões Como se veneno fossem. Perde-se a cabeça Por entre o pensar latejante E o sentir desaforado, Evacuando ambas relações e confianças!
O medo, O sentir, O saber que não-saber O que se pode, O que se é, O que se deve, Levam qualquer mente A fraquejar, A delirar incessantemente Com as faltas, Ou simples sonhos delas.
Fica, então. Não vás. Não me mintas, Não me desiludas, Preciso do teu apoio, Preciso de ti, Sempre. Suprimo tantas afinidades Que no fundo não se tornam reais - porque não o posso permitir -, Que as que são Me consomem E me destroem A cada lágrima de deceção!
Não posso lutar em vão, O pânico originado consome-me, A ansiedade sufoca-me, A dor sempre permanece, Mesmo em euforia descontrolada E infundada. A enorme frustração De conhecer e sentir Esta incapacidade de mudar, Mesmo tentando, Em plena solidão tutelar, Apazigua a vera força de vontade.
Mas só permanecerei, Enquanto as forças não chegarem Para uma completa metamorfose, Enquanto o demónio persistir. A impulsão não controla Uma mente genuína, Só esta adulterada Por todas as vivências experimentadas, Comprometida A uma luta interior Pelo ser, Procura de um ego, Ainda desconhecido, Tecendo frutos De tanta instabilidade, Física e mental, Correndo riscos escusados Para acalmar todo este tumulto interior.
Sei que erro, Sei como, Onde E os ilógicos porquês. Sei de explosões, Clamores desproporcionados Que me tornam instável. Bem sei que sofro de compulsões, Obsessões e vícios. Reconheço perfeitamente A minha culpa Em todas as condições. Mas não sei o que em mim é certo, Não sei como converter-me a bem, Não consigo pensar e escolher As minhas ações, No calor do momento. A cabeça vive escaldada E não sei outra forma de viver.
E nem sonham os perfeitos deuses A sombra que carrego! Se já assim, louca, Não tolero, Como seria em minha completa existência? Porque não me conheço, Mas brutalizo-me por saber quem sou, Porque não durmo, E a dormir reflito mais ainda. Em frente ao espelho Mostra-se uma névoa Que não me permite ver os meus olhos, Uma máscara que me cobre a cara E um pano denso sobre o corpo. Na verdade, Não sei se existo Ou se mesmo isso é especulação. |
|
|
|
|
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
|
Login
Texto Aleatório
Comentários Recentes
Recentes no fórum
Luso Pensamentos
Siga-nos
|