Luso-Poemas
Registe-se agora!     Login

Publicidade


Utilidades

Consultar

Outros

Quem está aqui

185 visitantes online (124 na seção: Poemas e Frases)

Lusuários: 1
Leitores: 184

Artemis, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protegendo os seus poemas com Tynt

Eventos Luso-Poemas

VII Evento Luso-Poemas 2013 - link

Os textos foram publicados! Vamos ler?
Partilhar Poemas : 

Na margem do real - Borderline

 
Um grito, suave,
Surge devagar nos pulmões,
Arranhando as cordas
Que carecem de força.
A garganta sanguinolenta
Cospe palavrões
Como se veneno fossem.
Perde-se a cabeça
Por entre o pensar latejante
E o sentir desaforado,
Evacuando ambas relações e confianças!

O medo,
O sentir,
O saber que não-saber
O que se pode,
O que se é,
O que se deve,
Levam qualquer mente
A fraquejar,
A delirar incessantemente
Com as faltas,
Ou simples sonhos delas.

Fica, então.
Não vás.
Não me mintas,
Não me desiludas,
Preciso do teu apoio,
Preciso de ti,
Sempre.
Suprimo tantas afinidades
Que no fundo não se tornam reais
- porque não o posso permitir -,
Que as que são
Me consomem
E me destroem
A cada lágrima de deceção!

Não posso lutar em vão,
O pânico originado consome-me,
A ansiedade sufoca-me,
A dor sempre permanece,
Mesmo em euforia descontrolada
E infundada.
A enorme frustração
De conhecer e sentir
Esta incapacidade de mudar,
Mesmo tentando,
Em plena solidão tutelar,
Apazigua a vera força de vontade.

Mas só permanecerei,
Enquanto as forças não chegarem
Para uma completa metamorfose,
Enquanto o demónio persistir.
A impulsão não controla
Uma mente genuína,
Só esta adulterada
Por todas as vivências experimentadas,
Comprometida
A uma luta interior
Pelo ser,
Procura de um ego,
Ainda desconhecido,
Tecendo frutos
De tanta instabilidade,
Física e mental,
Correndo riscos escusados
Para acalmar todo este tumulto interior.

Sei que erro,
Sei como,
Onde
E os ilógicos porquês.
Sei de explosões,
Clamores desproporcionados
Que me tornam instável.
Bem sei que sofro de compulsões,
Obsessões e vícios.
Reconheço perfeitamente
A minha culpa
Em todas as condições.
Mas não sei o que em mim é certo,
Não sei como converter-me a bem,
Não consigo pensar e escolher
As minhas ações,
No calor do momento.
A cabeça vive escaldada
E não sei outra forma de viver.

E nem sonham os perfeitos deuses
A sombra que carrego!
Se já assim, louca,
Não tolero,
Como seria em minha completa existência?
Porque não me conheço,
Mas brutalizo-me por saber quem sou,
Porque não durmo,
E a dormir reflito mais ainda.
Em frente ao espelho
Mostra-se uma névoa
Que não me permite ver os meus olhos,
Uma máscara que me cobre a cara
E um pano denso sobre o corpo.
Na verdade,
Não sei se existo
Ou se mesmo isso é especulação.


Autor
Miana
Autor Miana
textos deste autorMais textos
Rss do autorRss do autor
EstatísticasEstatísticas
 
Texto
Data 20/06/2012 18:23:46
Leituras 372
Favoritos 0
Licença Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
Enviar este texto a um amigoEnviar
Imprimir este textoImprimir
Salvar este texto como PDFCriar um pdf
Recentes
Vida que dança
Segredo
Instante de eternidade
Poema fragmentado (2)
Fragmento (1)
Aleatórios
Última luz
Vida que dança
Era amor
(des)dizer
Sombra sem luz
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Login

Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Cadastre-se agora.

Texto Aleatório

Comentários Recentes

Recentes no fórum

Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

Siga-nos

Posts relacionados, Plugin for WordPress, Blogger...