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Tecelã de traço e forma, És contrária ao arbitrário; À desordem impões modo, Aparência que te agrada.
Frente a todo esse tumulto, Traças formas e volumes. O tecido que se urdiu Contra o intento da razão,
Tu desfias em quimeras, Reprojetas proporções, Redesenhas arrabaldes Sobre a folha de papel.
Régua, lápis e compasso Traçam ordem à cidade, Entretecem teus desenhos Inimigos dos garranchos.
Tal quimera entanto notas Deste intuito tão complexo: Há pessoas nas vielas, Multidões incontroláveis
Te ferindo, pululando, Vomitando escrita insana De tortuosos domicílios Formidando irrefreáveis,
Construídos na premência Implacável de viver, De morar, sobreviver Em cidade que se fecha,
Põe num cárcere a beleza, Em um cofre sem segredo Para quem ficou de fora Esquecido, pelos becos.
Entretanto, tu não cessas Teus projetos sobre a folha: Tão concreta poesia Que teus versos são as linhas
De indivíduo geométrico – Teu recôndito profundo, Claro mundo de ideal: Monumento solitário
A ti mesma dedicado: Pedestal em que te pões Face um mundo tão faltoso De arte, técnica e afeto. |
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| Enviado por |
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| Lápis |
Publicado: 01/07/2012 19:30 Atualizado: 01/07/2012 19:30 |
Colaborador   Usuário desde: 27/04/2012 Localidade: Mensagens: 509 |
 Re: Tecelã "Do indivíduo geométrico" a necessidade de expandir desordenadamente. Gostei. (Abraços) Lápis
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