tanto que forçardes as ausências, que não mais sentíamos sua falta. precisou que ecoasse uma voz; para quebrar o silêncio dos versos atados por grilhões assaz carcomidos, enclausurado por orgulhos zimbrados, o ostracismo deteriorando as palavras... os poemas que feitos de almas vivas, não suportavam muito tempo, acuados no frio que há por detrás das vidraças. são como aves com asas umedecidas, precisam ir de encontro aos raios de sol. repudiam todo poeta que as subjugam, enaltecem os que as libertam, ave/poesia... aquecidas, voltam ávidas a ensaiar seus voos. vejo-as partirem dos parapeitos dos casarios, poucas ainda são as janelas que jazem abertas, mas já se pode ouvir a melodia nos cantos daquelas que retornaram a sua natureza de ser.
"ave/poesia" e como o poema voa, migra, e regressa de onde um dia partiu, chamar-lhe-ei andorinhas, "já se pode ouvir a melodia dos cantos", mesmo longe que seja, libertação, direi, "os poemas que feitos de almas vivas, não suportavam muito tempo, acuados no frio que há por detrás das vidraças.", e nós que estamos presentes, ávidos direi, "sentíamos sua falta para quebrar o silêncio dos versos" para quebrar os nossos silêncios, direi.
No primeiro aniversário da morte da Amy Winehouse, apenas acredito que ela viveu até onde quis viver. Parabéns Poeta AmigoIrmãoCarioca. Obrigado.
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Re: AVE/POESIA para o Transversal (jamais no verso)
deixa-me grandemente feliz com sua leitura e comentário, sempre inteligentes. agradeço ao amigo e poeta Ricardo o apuro do olhar ao ater-se nos meus escritos. captaste a mensagem, e com o brilho das suas palavras trouxeste a tona Amy, sim, foi pra ela que eu escrevi. meu abraço caRIOca. zésilveira
"os poemas que feitos de almas vivas, não suportavam muito tempo, acuados no frio que há por detrás das vidraças. são como aves com asas umedecidas, precisam ir de encontro aos raios de sol."
Lí esse poema pela manhã, e pensei como ele é denso,como se decifrasse fibra por fibra a alma de um artista, de um poeta... Essa menina, Amy, era assim mesmo, uma ave de arribação, perdida no turbilhão da existência, um toque genial e um espírito de puro cristal, pura fragilidade. Falas de Amy, mas também de todos que pela via da arte, expressam o espanto de viver, e que levam ao limite sua angústia existencial. Obrigada pela excelente partilha.
Saudades do aconchego de Niterói, e da nossa Nave-poesia.
- O meu avatar é uma homenagem a você. "Na aba do meu chapéu..." Bj.
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Re: AVE/POESIA para sandrafonseca
leitura impecável, entendimento completo. elevando a bom nível esta minha escrita, no detalhe, poe esta frase: "Falas de Amy, mas também de todos que pela via da arte, expressam o espanto de viver, e que levam ao limite sua angústia existencial."
...rss nossa Nave-Poesia nunca mais decolará daqui, tem receio de que a gente volte, e ela esteja ausente.
você "Na aba do meu chapéu"; não pode haver homenagem maior. (sorriso!)
Muito lindo teu poema em homenagem à Amy querido amigo ZÉ. Emociona muito as imagens que delineaste /criaste da ' partida' para retornar ao Absoluto /Todo que se é parte ... faz-se uma curta 'viagem/passeio' pelo mundo com asas/voo marcado de 'chegada e de saída' ...
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Re: AVE/POESIA para Alice Luconi
viajaste bem ao tempo do poema. deste mais transparência ao que viaja no bojo do poema. e eu só podia mesmo é ficar feliz sua presença, leitura e intervenção. grato, Alice. bj e meu abraço caRIOca. zésilveiradobrasil