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miriade, PedroGeraldo, ferlumbras,
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No dia fraturado, Ainda me comovo. Pra mim não há melhor Imagem que me evoque A dor de ser aqui Que a de contusa pomba Que tenta em vão voar, Do chão segura alçar-se. Sou esta pomba feia, Que manca pisa o dia, Em crimes repartidos, Ferindo todo o alheio, Ferindo toda gente, Que não se entende e vê Que como aquela pomba, De um ego desmedido, Mas sempre ignorado, Também corre perigo, Mancando o tempo todo, Enquanto sente a vida Tão débil levantar-se, Mas já ferida e breve Num vôo incerto e frágil – Sois ave de má sina! Fazer o quê? E agora? Pergunta-me o silêncio, Em meio ao alarido De quem se acha feliz, Sem ver que também manca Por baixo dos casacos, De capas e aparências Expostas nas vitrines Das lojas e balcões Que cremes e cosméticos Of’recem nos reclamos A eterna juventude, Com código de barras, A dóceis avezinhas. Não há respostas certas! Somente mais perguntas Que são sempre caladas, Mas se materializam No jovem que me assalta Das vielas da miséria, Na pomba que não voa E cata estas migalhas Ao rés de um chão mesquinho, Sem ver que se aproxima Um carro a esmagá-la. Enfim, as suas penas, Depois da imensa roda Que passa impiedosa Por sobre frágil corpo, A mim comoverão Num dia fraturado Que conta para todos A pena que por muitos Eu sinto agora, aqui Em meio às minhas penas – Fantasmas de mim mesmo. |
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