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Bandos de solitários passam sem destino pela rua vazia que nunca vai ter fim, montados nas éguas loucas de cio palhaços morrem no fim dos risos, armaduras da catalepsia vulgar.
A escuridão apenas disfarça a paixão dos criminosos, escondidos nas cavernas do Poente esfaqueiam apóstolos acorrentados aos paredões das tiranias impotentes.
O tempo nos fará esquecer o sol, a arte sobreviverá nos epitáfios, os caminhantes já vão longe, tão longe como a razão, tão longe como a mulher que vagueia sob a chuva procurando os ossos dos antepassados, desilusão: qual a bandeira do teu navio?
O amor me foi servido numa taça de sangue, o amor me foi entregue num colar de lágrimas, o amor foi enterrado aos meus pés para que garras do pânico nascessem.
Não vamos mais esperar boa vontade ou arrependimento: a hora é de tomar o controle e dizer Adeus a quem não entende |
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[size=medium]Erico Alvim[/size]
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