Luso-Poemas
Registre-se agora!     Entrar

Links patrocinados



Menu de poemas

Quem está aqui

133 visitantes online (33 na seção: Poemas e Frases)

Escritores: 2
Leitores: 131

namastibet, eusouvc, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protegendo os seus poemas com Tynt

Poemas : 

AS DORES DA ESCRAVIDÃO

 
<br />Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Eles vieram de tão longe, traziam consigo o medo,
As incertezas eram suas companheiras desde cedo.
Traziam o sofrimento antecipado dos seus receios
E as dores dos açoites, que já sentiam nos navios.

Mal chegavam, já eram analisados como animais,
Vendidos como meras mercadorias, artigos banais.
Trabalhavam duro e sofriam o peso da escravidão,
A cada chicotada e a cada açoite, a dor da solidão.

A cada ano as esperanças da liberdade se dissipavam,
Os seus filhos nasciam e naquele regime continuavam.
Enquanto os mais velhos as dores do flagelo sofriam,
Os ecos da noite nos traziam os sons dos que gemiam.

Ao longe era refletida desses ecos a repercussão
E o reflexo do som trazia a forte dor da servidão.
Pelo negro, no nosso país, através da escravidão
De terras longínquas a saudade do seu natal torrão.

Mais navios negreiros que aportavam e a história se repetia
Movimentos no Brasil a escravidão, aos poucos, se extinguia.
Castro Alves o poeta abolicionista que os seus ideais escrevia,
Vozes da África, Navio Negreiro, Os Escravos, primeira poesia.

O poeta abolicionista marcou época com sua primeira poesia
Mais um nordestino que com força e garra, nascido na Bahia,
Seus estudos de Direito na Faculdade de Recife realizaria
E o seu grande apogeu no Rio de Janeiro, ele consolidaria.

Vinte anos se passaram após a morte do grande Poeta
Para se realizar seu almejado sonho, seu grito de alerta,
Decretada extinta a escravidão e o grande Brasil desperta
Na Lei Áurea está implícita a nobreza da alma do poeta.

26.12.2005

- Diploma e Menção Honrosa em Poesia, concedido pela APALA - Academia Pan-Americana de Letras e Artes - IX Concurso de Poesia Falada - Tema Ecos da Noite * Medalha Castro Alves (26/04/2006).



Mercedes Pordeus

Autor
MERCEDES PORDEUS
Autor
Textos deste autorMais textos
Rss do autorRss do autor
EstatísticasEstatísticas
 
Texto
Data
Leituras 23310
Favoritos 1
Licença Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
Enviar este texto a um amigoEnviar
Imprimir este textoImprimir
Salvar este texto como PDFCriar um pdf
Partilhar
0
0
0
Recentes
MALDITO CIGARRO
VISÃO DO FUTURO
SAUDADES DO MEU PAI
VIDA
O PESO DO OURO
Aleatórios
O PESO DO OURO
EU QUIS
VISÃO DO FUTURO
OLHANDO PARA DEUS
QUERENDO FUGIR DA ESCRAVIDÃO
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 17/01/2008 01:29  Atualizado: 17/01/2008 01:29
 Re: AS DORES DA ESCRAVIDÃO
Olá Mercedes,

Tenho vindo a acompanhar pela leitura as suas publicações no Luso-Poemas.

Para além da excelente qualidade literária e hitórica que elas encerram, há também nelas um imenso humanismo.

A minha gratidão por me dar a conhecer a qualidade a nobreza do seu trabalho.

Deste magnífico poema, há uma mensagem que quero destacar: O facto de a poesia desde há séculos ser um meio de combate à injustiça, é um dos seus maiores valores em minha opinião. Pena que hoje sejam muitos o que através dela querem colocar a mão na boca de outros.

Abraço

Enviado por Tópico
MERCEDES PORDEUS
Publicado: 17/01/2008 01:40  Atualizado: 17/01/2008 01:40
Muito Participativo
Usuário desde: 13/01/2008
Localidade: Recife
Mensagens: 72
 Re: AS DORES DA ESCRAVIDÃO
Meu caro Antonio

Como agradecer seu comentário, amigo?
Fico feliz que venha acompanhando meu trabalho, é mais um motivo de incentivo. E é por isso que tantas pessoas escrevem amigo, como nós.
Desde já só tenho a agradecer o carinho e a consideração.
Sabemos que a poesia não morre não é mesmo? E através dela muitos injustiças se pronunciam e são declaradas, através dos s´culos.
Muito oportuno.
Deixo-lhe meu carinho

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 17/01/2008 01:44  Atualizado: 17/01/2008 01:44
 Re: AS DORES DA ESCRAVIDÃO/para Mercedes PorDeus
A Mercedes não tem que me agradecer o comentário, o que eu disse é da mais elementar justiça e o mérito é todo seu.

Abraço

Enviado por Tópico
jessé barbosa de oli
Publicado: 18/01/2008 19:31  Atualizado: 18/01/2008 19:31
Da casa!
Usuário desde: 03/12/2007
Localidade: SALVADOR, Bahia
Mensagens: 334
 Re: AS DORES DA ESCRAVIDÃO
belo poema, bela moção

Login

Usuário:

Senha:

Recordar senha



Esqueceu a senha?

Registre-se gratuitamente!

Leia também

Comentários Recentes

Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
Posts relacionados, Plugin for WordPress, Blogger...