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Conto: especificidades de um gênero literário

 
O conto, como gênero literário da prosa de ficção, representa, consideravelmente, os acontecimentos humanos. Por sua brevidade, gera tensões condicionadoras de várias situações, narradas em um certo espaço de tempo.

Caracteriza-se por apresentar a narratividade como marca essencial. Além disso, apresenta brevidade, opondo-se à novela e ao romance, quanto à sua extensão. Outros elementos estruturais acentuam as especificidades do conto como gênero literário: o reduzido número de personagens; a concentração do espaço e do tempo em um único relato; e a ação que tende à simplicidade e à linearidade. Um texto, portanto, conciso e breve que busca, na “economia” das palavras, denunciar a condição de rapidez a que se encontra submetido. Sua dimensão de complexidade se dá na profundidade do que foi dito, provocando uma unidade de efeito, condição basilar de sustentação semântica.

Quanto à personagem, há, de maneira geral, um mergulho em seu mundo íntimo, de forma a buscar uma explicação para as “angústias” que a vida traz, remexendo em dilemas de natureza vária (social, existencial, comportamental, imaginária etc) a fim de encontrar um sentido, um “porquê”, para situações cotidianas que parecem não ter explicação. Por isso a desambientação, a perturbação interior e os desajustes entre o particular e o exterior, percebidos pelo leitor ativo, quando passa a ser informado e adentra nos fatos narrados, afim de compor o painel das circunstâncias.

A narrativa contemporânea, foco de minha atenção e prazer literário, trás no conto uma de suas expressões mais significativas, principalmente quanto à liberdade e eficácia comunicativa que marca seu percurso histórico. Da oralidade, o hábito de contar histórias, à imprensa, meio de vida dos artistas em épocas anteriores, o conto vem se firmando como uma forma sintética e magnetizante de contar histórias, hipnotizando o leitor e desafiando o escritor.



Gladys Ferreira





o mais importante não se conta, se constrói com o não dito, com o subentendido, a alusão”. (Piglia)[/color][/color]

Autor
Maria Verde
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Enviado por Tópico
Abílio_Pereira
Publicado: 28/06/2008 19:09  Atualizado: 28/06/2008 19:09
Super Participativo
Usuário desde: 28/03/2008
Localidade: Porto
Mensagens: 176
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário
Maria...
Mesmo não tendo ficando hipnotizando ao ler este teu conto... Foi, é, sempre um prazer ler o que escreves!!!

Parabéns

Beijinhosssssssssssssss

Continua

Abílio Pereira

Enviado por Tópico
Maria Verde
Publicado: 28/06/2008 19:19  Atualizado: 28/06/2008 19:19
Colaborador
Usuário desde: 20/01/2008
Localidade: SP
Mensagens: 3540
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário p/ Abílio
Olá Abílio!
É um texto informativo e didático acerca do gênero "Conto".

beijinho

Maria Verde

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 29/06/2008 02:32  Atualizado: 29/06/2008 02:32
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário
Bom e belo texto escrito. Além de observar nas entrelinhas traços poéticos da autora nessa descrição, acrescenta-se também que o conto se enquadra num único gênero dramático, o qual, o define muito bem como categoria de gênero textual identificada com a prosa. Sugere-se entretanto distinguir dois regimes complementares; um regime constitutivo, garantido pelas convenções, logo fechado – um soneto, um romance ou um conto – pertencem a literatura mesmo que ninguém os leia; e o regime condicional, logo aberto, dependente de uma apreciação revogável. Eis a questão.
Beijos e saudações de Godi.

Enviado por Tópico
Maria Verde
Publicado: 29/06/2008 02:52  Atualizado: 29/06/2008 02:52
Colaborador
Usuário desde: 20/01/2008
Localidade: SP
Mensagens: 3540
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário p/ Godi
Oi querido!
Seu comentário é mais que oportuno. você acrescentou uma importante questão que eu não havia atentado. obrigada menino prodígio!!

beijos

Maria Verde

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 29/06/2008 04:08  Atualizado: 29/06/2008 04:08
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário
Maria,
Temos aqui uma verdadeira teoria literária sobre o conto, gênero de prosa que gosto desde menina quando inventava os "era uma vez" para minhas coleguinhas. Nos meus continhos costumo deixar para imaginação dos leitores um desfecho além do qual eu sinalizo.
Gostei do texto.Se tiveres outros sobre outros estilos literários em prosa ou verso terei grande prazer em ler a aprender um pouco mais.
Bjins, Betha.

Enviado por Tópico
Maria Verde
Publicado: 29/06/2008 04:23  Atualizado: 29/06/2008 04:23
Colaborador
Usuário desde: 20/01/2008
Localidade: SP
Mensagens: 3540
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário p/ Betha
Mais que coincidência... rsrs... eu e minhas amigas de infância também criávamos estorinhas, sendo que cada uma inventava uma parte... às vezes a estória ficava sem pé e cabeça, em outras, fabricávamos um grande enredo...

beijos!

Maria Verde.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 29/06/2008 04:25  Atualizado: 29/06/2008 04:25
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário p/ Maria II
Né? A gente exercitava a criatividade e de quebra se divertia a valer! ;)
Bjins.

Enviado por Tópico
Garrido
Publicado: 03/01/2009 11:29  Atualizado: 03/01/2009 11:29
Muito Participativo
Usuário desde: 26/04/2008
Localidade: PORTO / AVEIRO
Mensagens: 94
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário
Sendo um gênero que me agrada particularmente, desde que li Miguel Torga, Aquilino Ribeiro e outros, ainda na juventude, foi um prazer saber mais sobre a construção das pequenas/grandes histórias da vida e do sonho. Um bom ano

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/01/2009 11:46  Atualizado: 03/01/2009 11:46
 Re: Conto: especificidades de um gênero literário
Maria, texto muito oportuno sobre o conto.
Sou um apaixonado deste género e cada vez escrevo mais neste formato.
Encara-se muitas vezes o conto como uma fase de passagem na aprendizagem do escritor, de quem se espera sempre como ponto de chegada o romance, porém, é para mim um género nobre, que importa preservar.
Um bom conto tem sempre um romance dentro dele. Embora breve, se for bem escrito deixará espaço para a imaginação do leitor. É o que tento humildemente fazer nos meus.
Parabéns por este resumo bem elaborado.

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
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