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Sonetos : 

Segunda Intenção

 
Chaga aberta,
úlcera indiferente
de bordos limpos, cicatriz incerta,
calo infinito, porque ausente...

Praga sólida e esperta,
cega a vontade de me ver doente
e eu tão alerta,
esta ferida que dói, mas não se sente.

fecha tão devagar
que se esquece na tentativa
e rouba do tempo a acção...

Antes de cicatrizar,
parece estar viva
em segunda intenção.



in Ambiguo


A minha pátria é a lingua portuguesa.
Bernardo Soares
www.verdadeirasementes.blogspot.com

 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
FabianaDaud
Publicado: 02/07/2008 22:28  Atualizado: 02/07/2008 22:28
Super Participativo
Usuário desde: 22/04/2008
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Mensagens: 166
 Re: Segunda Intenção
Já disse aqui que tinha ressalvas quanto aos sonetos mas me rendo também a esse teu poema. Vez ou outra a ferida que dói e não se sente faz fincar o nosso tempo de hoje num tempo passado. Parada nesse tempo imaginário, diante do teu soneto. Abraço.
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