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Cyberespaço

 
CYBERESPAÇO - INTERESSE DE TODOS

MIAMI, EEUU (Librusa) - O escritor peruano Isaac Goldemberg disse que a Internet é uma ferramenta útil "porque oferece muitas possibilidades de comunicação", mas advertiu que não deixa de ser lamentável que também permita "uma produção excessiva de textos" de criação espontânea. Goldemberg, autor de "El nombre Del padre" e um dos escritores
latino-americanos mais destacados nos Estados Unidos, fez a afirmação em entrevista publicada na página web do Fórum Híbrido Literário http://www.geocities.com/hibrido_literario/index.html

"O ciberespaço me parece uma ferramenta útil porque oferece muitas possibilidades de
comunicação e acesso à informação. Sem sombra de dúvida, porém, e isto é lamentável, também permite uma produção excessiva de textos baseada na criação espontânea", disse Goldemberg à sua entrevistadora, Taty Hernández.
"Este é o tipo de literatura que o ciberespaço não deve fomentar porque a criação literária não é só catarse", acrescentou o escritor.
Advertiu, ainda, que "às vezes, a impressão que se tem é de que os espaços cibernéticos estão povoados, em sua maioria, por escritores aficcionados, que carecem de disciplina e dos conhecimentos necessários para superar este nível. E é por isso que a literatura que aparece no ciberespaço corre o risco de perder credibilidade".
Nascido no Peru, em 1945, Isaac Goldemberg é autor de títulos como "Hombre
de paso/Just Passing Through", "La vida al contado", "Cuerpo Del amor y Las cuentas y los inventários", "La vida a plazos de dom Jacob Lerner", "Tiempo al tiempo", y "Hotel América. Sua novela "El nombre del padre" foi lançada em dezembro de 2001, com o
selo Alfaguara.

Reprodução autorizada por Librusa Corp. Copyright
.............

O texto acima não é de minha autoria. Foi colhido numa lista de discussão literária em Língua Hispânica da qual faço parte. Trata-se de notícia pescada na imprensa internacional sobre o mau-uso do cyberespaço pelos poetas neófitos que espalham seus textos em todos os espaços literários da rede, sem nenhum critério. Esse mau-uso é incentivado por leitores que elogiam os tais textos como se fossem grandes achados, e também sem nenhum critério.
“Quando o elogio é muito grande, até Narciso desconfia”.

Conheçam o blog de nossa Oficina Literária:
http://oficina-blog.zip.net

Saludos.
Maria José Limeira.




Autor
MariaJoséLimeira
Autor MariaJoséLimeira
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Data 08/07/2008 00:01:55
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Henrique Pedro
Publicado: 08/07/2008 00:11  Atualizado: 08/07/2008 00:11
Colaborador
Usuário desde: 28/07/2007
Localidade:
Mensagens: 3859
 Re: Cyberespaço
Apreciei a oportunidade e justeza do texto original e da sua crítica construtiva. Quando aqui cheguei muito batalhei nesse tema! Remar contra a maré! Alguma coisa fica. Beijinho

Enviado por Tópico
MariaJoséLimeira
Publicado: 08/07/2008 00:33  Atualizado: 08/07/2008 00:33
Super Participativo
Usuário desde: 04/06/2008
Localidade:
Mensagens: 131
 Re: Cyberespaço - Para Henrique Pedro
Olá, Poeta. Com certeza, não é uma luta vã. Um texto que se diz "poético" tem que ter um mínimo de dignidade para existir como tal. Tenho um amigo que diz que "poema não é alinhar palavras em forma de fogueirinha de São João e chamar de Poesia o triste resultado". Esse descaso com a Poesia na internet já suscitou até a discussão de que existem dois tipos de poetas: o Poeta Virtual, que despeja versos na rede sem nenhum cuidado, e o Poeta Real que tem livros publicados, que cria realmente uma Poesia com letras maiúsculas, reconhecida pela crítica como Poesia inovadora, etc. Um abraço, e obrigada pela sua contribuição ao tema. Saludos. Maria José Limeira.

Enviado por Tópico
TrabisDeMentia
Publicado: 08/07/2008 01:16  Atualizado: 08/07/2008 01:16
Webmaster
Usuário desde: 25/01/2006
Localidade: Bombarral
Mensagens: 1672
 Re: Cyberespaço - Para Henrique Pedro
A publicação de um livro não fará o poeta.

A poesia nasce com a necessidade de expressar o sentimento e morre com a necessidade de o manter vivo. - TDM

Enviado por Tópico
MariaJoséLimeira
Publicado: 08/07/2008 02:36  Atualizado: 08/07/2008 02:36
Super Participativo
Usuário desde: 04/06/2008
Localidade:
Mensagens: 131
 Re: Cyberespaço - Para Henrique Pedro - Olá
A publicação de um livro é o coroamento de um trabalho de formiguinha que inclui muitos suores, e não somente a inspiração. A publicação de um livro quer dizer serviços de revisão, auto-crítica, coordenação editorial, preparos, etc., que tornam o autor um leitor exigente em relação a si mesmo. Publicar uma obra é estabelecer um compromisso com a arte, que não pode ser traído, com um simples "Delete" como acontece na rede. O livro é um registro documental, que não pode ser apagado depois da publicação. O autor terá que arcar com as consequências em relação à sua arte, doa o quanto doer... Saludos. Maria José Limeira.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 08/07/2008 02:48  Atualizado: 08/07/2008 02:48
 Re: Cyberespaço
QUERO AQUI DEIXAR O MEU AGRADECIMENTO PELA ÓPTIMA INFORMAÇÃO AQUI DEIXADA.

POETA É AQUELE QUE ESCREVE COM SENTIMENTO O QUE LHE VAI NA ALMA, MAS SE EXPOE POR VEZES A LOCAIS ONDE NUNCA DEVIA ENTRAR.

O MEU MUITO OBRIGADO.

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
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Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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