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As luzes do meu quarto apagaram-se, A luz não me permite, faz-me vazia. Pelo menos as trevas não me deixam sozinha, Não me sinto só enquanto não há luz…
Aquele vazio que por vezes me preenche, Sou eu que o crio, sou eu que o aumento, São as minhas lágrimas que tentam apagar Todas aquelas coisas que não consigo fazer, Tudo aquilo que ao que a incompetência chega, Grandes são as minhas incompetências, O que poderia eu fazer para mudar… Nada… Nada de nada…
Estas lágrimas que me dizem quem sou, Quem eu quero ser e nunca serei. Poderia eu mudar? Fui eu que exagerei…
As trevas que me acompanham dia-a-dia, Aquelas que agora se sentam ao meu lado, dizendo, Sempre dizendo que sou assim, na escuridão Dos dias em que a minha alma se apaga, Ou tenta apagar as memórias, os momentos.
Por mais escuro que esteja enxugo minhas lágrimas, Aquelas que teimam em brotar… E tudo isto por amar… Apenas por amar…
As trevas que me dão a escuridão, Que tentam me fazer chorar, Não fazem mais efeito, Não conseguem destruir-me em nada de jeito, Aqui estou eu, sendo iluminada… E tudo isto por tanto amar, As trevas fogem de mim, Tudo isto por ser amada.
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Sofia Duarte
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