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por este rio (me) de falsos poetas

 


Algumas pessoas vivem em redoma, escrevem, tentam passar o que sentem mas de forma estereotipada. Sempre que algo lhes escapa dos versos em “grito de silêncio” lançados, de um “peito dorido” que ganha vida na morte do amado, (porque mais não sabe…) ou vice-versa inflamam-se na perca de argumentos válidos para contrapor as opiniões de que não concordam. A discordância não é um defeito, é uma virtude, é no sonho do escriba, daquele que discorda, que o mundo pula e avança, é do sonho, é da metáfora, da hipérbole, do parafrasear perdido nas aliterações e anáforas das palavras que volteiam em metas perdidas, para enfim chegar ao ponto de partida. Na redoma em que vivem na adoração do pouco que sabem e mais não querem saber esses falsos escribas reduzem o livre pensar a um egocentrismo não percebendo no deambular parco do caminho que percorrem o troço de escolhos e esburacado que pisam. São pobres na essência, pobres no sentir, fossem eles contorcionistas e até no sexo se bastavam. Mas não…
Não se bastam, porque nessa sanha que nem eles percebem o porquê, esconjuram quem deles discorda e amam aqueles que os bajulam, e bajulam os que os bajulam (isto é uma aliteração e uma anáfora mas não é uma hipérbole), exaltam a ímpia concordância, até ao dia em que um que os bajula se atreve a discordar do plágio de si próprios que vão estruturando um atrás do outro… Nem se dão conta é minha convicção e deles também… pena tenho de quem assim sente, e se exalta na discordância não tentando encontrar na plenitude do ir e do vir pontos de intersecção, pela simples conclusão que não há rectas infinitas, algures no ocaso esse traço terá que curvar ora perante a imponência e ditadura da montanha firme e hirta, ora perante a inconveniência do regato que desagua no ribeiro que desagua no rio que desagua no mar, porque quer queiram quer não, os rios desaguam no mar… é isso que eu sou, começo regato nascente, na esperança de me tornar rio… mar… oceano… quem sabe até… planeta... e mesmo assim sei que terei de voltear em torno do sol.
Autor
jaber
Autor jaber
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Data 12/04/2009 17:07:18
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Enviado por Tópico
Nitoviana
Publicado: 12/04/2009 17:41  Atualizado: 27/09/2009 11:45
Colaborador
Usuário desde: 10/04/2009
Localidade: Braga
Mensagens: 3067
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Existe uma expressão que me tem acompanhado; "Quem não sabe ensina, quem sabe faz"! Nem sempre se aplica, mas aplica-se muitas vezes. Onde te incluis nessa máxima?
Vejo que o espelho é o teu objecto preferido e anáfora a tua palavra de eleição e também, curioso, de repetição.
Escreve sem olhar os outros, porque eles até se esforçam, mesmo estereotipadamente. Falam de si, de dores, de amores, de desamores, de alegrias, de tristezas,... deles. Não grandiloquentes, não com termos rebuscados. Falam de si.
Escreve, mas não escrevas que o teu umbigo é mais bonito que o dos outros.
Um abraço.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 12/04/2009 17:53  Atualizado: 12/04/2009 17:53
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
vejo que tens pouco tempo aqui, isso não tira mestria e saber ao que escreves, mas retira sentido de oportunidade. por vezes o que aqui se faz é um espelho do vai sendo dito. não vou dar troco ao termo (mais que) rebuscado do espelho nem sequer ao cliché do umbigo, porque não conheces o que escrevo e a forma como diletantemente te puseste na ofensiva, prova-o. não sou dos que ando aqui a intitular-me poeta, não sou dos que acho que escrevo muito bem, ponho as minhas ideias e conceitos á discussão, e aceito discuti-las como estou a fazer contigo, se estiveste atento é disso que falo, dos que se intitulam como poetas e não aceitam nada que os contraponha, dos que se tiverem um comentário desfavorável até apagam o seu próprio escrito para que ele não conste e voltam a postá-lo desta vez livre da mácula de quem com eles não concorda. falo de quem anda a mandar mails a mendigar comentários "pro-bono". falo de uma estirpe de auto-denominados poetas que se plagiam a si próprios, que são interessantes quando lidos 2-3 vezes, depois...é mais do mesmo. como vês não olho para o meu umbigo, dou troco ao que me dizem caso contrário fazia como outros que me respondem: "estamos conversados" ou ainda "vai ver se estou na mesa quinze"

Abraço (e gostei ...)

Enviado por Tópico
Nitoviana
Publicado: 13/04/2009 03:28  Atualizado: 27/09/2009 11:48
Colaborador
Usuário desde: 10/04/2009
Localidade: Braga
Mensagens: 3067
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Sabes, não quero ser elitista, nem sulista, nem nortista, nem qualquercoisista, só quero ser do chão que piso e mesmo esse, por vezes, é escorregadio.
Se me rebuscar evito os clichés, mas corro o risco de ficar a falar sózinho à procura do que nunca foi dito ou escrito numa procura insana a que não me arvoro; só quero o chão que piso!
Escreve, mas escreve o teu sentir e com isso acrescenta aos que não te pediram lições de sentir, mas estão à espera de escritos dos sentires bem ditos!
P.S. A poesia não é só um escrever feito de anáforas, hipérboles, parábolas e outras bolas de que se não sabe o princípio e o fim. O princípio da poesia é que nos diga dos sentires, em palavras poucas, até exageradas, "das dores que deveras se sente"! Cliché! Que posso fazer?
Uma pegunta a que não resisto; E tu, és poeta?
Sei que a resposta vai ser difícil, porque a pergunta é difícil! Mais cliché!
Abraços e continuo a não gostar, não gosto do teu sentir!

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 11:45  Atualizado: 13/04/2009 11:47
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Estiveste a ver o meu blog? é que o nome é exactamente esse: "este chão que piso". nunca dixei de escrever o que sinto mas não...não sou poeta, não fui tocado por esse toque de genialidade porque ao contrário do que muitos banalizam para se ser poeta na verdadeira acepçao é necessária essa condicionante. eu limito-me a fazer umas coisas sem pretensões. se o meu sentir vai contra o sentir dos outros acho que é nessa diversidade que se cresce e no discutir delas que se aprende...tão só. não me furto´à discussão,não julgo mal quem de mim discorda. no teu caso por exemplo, discordas e quer queiras quer não respeito-te mais por isso, não porque discordes mas porque o dizes, só porque o dizes...

Abraço

Enviado por Tópico
Nitoviana
Publicado: 13/04/2009 13:50  Atualizado: 27/09/2009 11:49
Colaborador
Usuário desde: 10/04/2009
Localidade: Braga
Mensagens: 3067
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Não estive a ver o teu blog, porque nem dele sabia, mas vou querer saber.
Quanto à discordância, em absoluto acordo. É demasiado entediante, sonolenta, não evolutiva a eterna concordância.
Sou um crítico por excelência, no sentido de trazer menos escuridão a mim e aos outros.
Também te respeito, assim como respeito a diversidade, ela é bemfazeja.
Um abraço

Enviado por Tópico
(re)velata
Publicado: 12/04/2009 19:52  Atualizado: 12/04/2009 19:52
Colaborador
Usuário desde: 23/02/2009
Localidade: Lagos
Mensagens: 2218
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Jaber:

Apreciei a sua crónica e o comentário que fez a NitoViana, pois provou que se pode discordar de determinadas práticas (ditas) poéticas sem usar termos baixos, ao contrário do que já aconteceu neste site. O Luso é um site aberto a todos, e como tal há os muito bons, os bons, os que se auto-plagiam, os que plagiam outros, os menos bons. E os que sabiamente comentam, os que bajulam e os que criticam. O Jaber está no seu direito de criticar o que não acha certo, como o Nito de defender o seu ponto de vista e eu (que apenas publico desabafos e não me apelido de "poetisa") de reflectir sobre ambos. Só lamento o título da crónica, pela dimensão de desprezo que comporta.
Continue a escrever!

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 11:50  Atualizado: 13/04/2009 11:50
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Não comporta desprezo, serve o propósito da alfinetada. É de mim ou também já a vi em termos menos próprios num trabalho seu? embora eu não considere isto menos proprio nem o que fez, limitei-me á sua opinião.

Beijo

Enviado por Tópico
(re)velata
Publicado: 13/04/2009 14:32  Atualizado: 13/04/2009 14:32
Colaborador
Usuário desde: 23/02/2009
Localidade: Lagos
Mensagens: 2218
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Devemos ter diferentes conceitos de "termos menos próprios"... Para mim, tal designação aplica-se aos palavrões e às palavras indecentes, coisa que não tenho o hábito de usar. Portanto, deve estar confundido.

Um abraço

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 00:17  Atualizado: 14/04/2009 00:17
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
tive o cuidado de dizer que não achei menos próprio quer este seu trabalho http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=77731, quer o meu. já agora o que são palavrões, ou vá lá, palavras indecentes?

Beijo

Enviado por Tópico
(re)velata
Publicado: 15/04/2009 19:10  Atualizado: 15/04/2009 19:10
Colaborador
Usuário desde: 23/02/2009
Localidade: Lagos
Mensagens: 2218
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Caro Jaber:

Gosto muito de ensinar, mas essa aula dispenso-me de dar!


Um abraço.

Enviado por Tópico
António MR Martins
Publicado: 12/04/2009 20:29  Atualizado: 12/04/2009 20:30
Colaborador
Usuário desde: 22/09/2008
Localidade: Ansião
Mensagens: 5152
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Jaber,

Já tenho referido que admiro toda a sua escrita, inclusivé opinei que a deveria publicar, em livro. O José, sempre disse que não pensa nisso, mas a forma mordaz como o faz causa apetência ao leitor, para além disso a perspicaz alusão ao desenrolar dos acontecimentos (aqui, ou noutro lado qualquer) revela-se de enorme qualidade. Comungo da ideia que nos endereça no seu texto (claro que cada um é como cada qual), pois existem atitudes similares às que ventila.
Eu gosto muito de aqui estar, às vezes, o tempo disponível para fazê-lo é que já não é tanto como era, no início. É óbvio que nos deparamos com idênticas situações às que aponta, mas eu, de forma alguma (é o meu feitio, talvez base da minha educação), jamais criticarei esse tipo de posições. Continuo a proceder como sempre procedi, a publicar quando julgue a altura ideal e a comentar como sempre fiz (agradecendo os comentários feitos às minhas postagens, sejam eles de índole elogiosa ou de sentido contrário).
Quanto ao seu texto, e a tudo o que de si tenho lido, verifico imensa qualidade e uma superior maneira de escrever...
Sempre a considerar.

Abraço

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:09  Atualizado: 13/04/2009 12:09
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
ò António, eu também gosto de aqui estar, acredite mas ás vezes acho que é preciso abanar as coisas para algumas mentezinhas perceberem que ao estarmos aqui e sendo o site altamente interactivo é normal que se dicorde a se tenha opiniões diferentes, as peesoas não precisam de se abespinhar por causa disso, antes cultivar uma salutar troca de opiniões ainda que divergentes, ao fazr estas coisas estou a abrir-me á critica e á polémica. Não o incluo no que digo caro António e agradeço a ateñção com que me brinda.

Um abraço

Enviado por Tópico
António MR Martins
Publicado: 13/04/2009 12:12  Atualizado: 13/04/2009 12:12
Colaborador
Usuário desde: 22/09/2008
Localidade: Ansião
Mensagens: 5152
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Plenamente de acordo.

Abraço

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 12/04/2009 21:45  Atualizado: 12/04/2009 21:45
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Ó Zé!
Sem fazer juízo, escrevo-te de Zé para Zé!

Luso-poemas é um site de poesia ou crítica literária?
O valor de um artista faz-se no palco, na praça, na exposição.
Este site é como uma mesa de café, ou melhor, a vitrina do café, aqui nos encontramos (mas com a vantajem de não ser necessário marcar encontro!). Cada um apresenta o que bem entende. De facto poderia haver mais critica construtiva, mas fazê-lo é ainda mais difícil do que escrever estes rabiscos que pessoas como eu escrevem para, sei lá, organizar ideias, deambular consigo próprias, ou até mesmo exercitar a criatividade.
Todos os que aqui escrevem saberão dar o devido valor aos comentários que recebem, somos adultos, não é verdade?

Abraço do moço de Lagos,

José Paulo Galvão

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:12  Atualizado: 13/04/2009 12:12
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
eu escrevo exactamente com o mesmo intuito do Paulo sem tirar nem pôr. aceito uma critica depreciativa, uma opinião divergente e acalento quem as tem em relação a mim, não as invectivo, alimento essa discussão, no bom sentido claro.

Abraço Paulo

Enviado por Tópico
Ledalge
Publicado: 12/04/2009 21:57  Atualizado: 12/04/2009 21:57
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2007
Localidade: BRASIL
Mensagens: 7037
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Jaber, falsos poetas ou verdeiros poetas isso acho desnecessário destacar. Acredito que se aqui estamos, é porque queremos mostrar nosso trabalho. Evidente que em certas ocasiões, podemos até comentar com excesso de elogio. Mas, quem não gosta de um que atire a primeira pedra. Não nos compete aqui julgar quem é o bam bam bam da escrita e sim, dizer que o site está aqui para que façamos dele arte ( da mais simples a mais complexa) dos aprendizes a poeta ( posso até me incluir aqui, com orgulho; aos que se julgam conhecedores da boa arte literária). Façamos em vez de críticas, incentivos. Já imaginou, se de hoje em diante só os ditos "competentes" viessem postar...
Só peço que façamos desse site um lugar de muita união e incentivo ( o ser humano precisa desses itens pra se sentir melhor)

Um abraço
Ledalge

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:32  Atualizado: 13/04/2009 12:32
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Cara ledalgue, neste momento responder-te seria repetir-me, penso sem desprimor para o teu comentário que a resposta estará nas anteriores respostas que dei. a união e incentivo é tudo o que falo.

Beijo Ledalgue

Enviado por Tópico
JoséCorreia
Publicado: 12/04/2009 22:30  Atualizado: 12/04/2009 22:30
Luso de Ouro
Usuário desde: 17/03/2009
Localidade:
Mensagens: 293
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Então Zé tudo?

Senhor Paulo Galvão digo-te que pareceu-me que houve uma contradição da tua parte, se tu afirmas: "Cada um apresenta o que bem entende. " , não podes vir julgar este texto ou esta crónica de forma alguma, porque a meu ver o Zé publicou isto, " porque bem entendeu ".
Atenção que não estou a defender ninguém!
E toda a gente tem o direito de publicar o que quiser.
Porém já fui capaz de reparar em certos pontos que o Zé apresenta no texto, que de facto são verdade ( Para quem não olha só para o seu umbigo)

Quanto a ti amigo Zé, "Parabéns pela irreverência"
Desta feita para ti.

Abraço

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 13/04/2009 12:08  Atualizado: 13/04/2009 12:08
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Zé Correia,

O meu primeiro nome é José (e não Senhor).

A minha peimeira frase foi:
"sem fazer juízo".

O Jaber tem a sua opinião, eu tenho a minha e tu tens a tua, e a conjugação podereia continuar.

Eu não sei fazer poesia, muito menos criticar.
Mas se alguém não gostar dos meus versos ou comentários que o diga abertamente. Não ficarei ofendido pois já estou reduzido à minha insignificância.
Prefiro a frontalidade, só isso.

Abraço,

Paulo

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:19  Atualizado: 13/04/2009 12:19
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Paulo, isso não é pa mim, pois não? eu não sou correia. e não te tratei por sr. qto ao resto concordo em absoluto e acho mais, escreves bem e deves continuar. não quer dizer que aqui ou ali possa não concordar com uma ideia tua, não da qualidade, entendes? agora estou a falar em abstrato.

Abraço Paulo

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:25  Atualizado: 13/04/2009 12:25
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
rss, só agora percebi que stavas a falar pra o zé correia. desculpa. isto anda uma confusão de zés. mas é como digo, kem não for zé que se...lixe.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 13/04/2009 12:27  Atualizado: 13/04/2009 12:27
 Re: por este rio (me) de falsos poetas

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:34  Atualizado: 13/04/2009 12:36
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Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Zé Correia...tu é uma das pessoas que já me criticou aqui e viste a reacção que tive em relação a isso, além de responder á tua critica incentivei essa postura.

Abraço Zé

Enviado por Tópico
Antónia Ruivo
Publicado: 12/04/2009 23:08  Atualizado: 12/04/2009 23:08
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Usuário desde: 08/12/2008
Localidade: Montemor-o-novo
Mensagens: 3909
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Amigo sinceramente vou a estar cansada, deve ser velhice ou reumático, beijocas continua a escrever que eu vou ler sempre mesmo que não diga nada.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:27  Atualizado: 13/04/2009 12:27
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Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Beijo Antónia

Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 13/04/2009 10:33  Atualizado: 13/04/2009 18:05
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Usuário desde: 31/03/2008
Localidade: Braga - Vila Verde
Mensagens: 7158
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Resumindo: o que queres dizer, e dizes, é que poeta é aquele, que escreve para além de si, esperando fazer a diferença, para melhor, em qualquer situação mal encaminhada, como referiste já, no caso da pobreza, no caso da criança explorada, no caso da mulher mal tratada, sem esperar elogios, mas sim que se retratem nessas querelas, que as discutam, que ajudem a alertar as consciências.
Eu concordo, porque um poeta tem de ser um ser humano completo, integrado, consciente.
Não vejo aqui nenhum espelho, nem adoração do umbigo, apenas um tanto de mágoa pela incompreensão, e talvez pela impotência de chamar à referida integração, quem teria capacidade para ajudar na mudança…
Parabéns José Alberto

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 13/04/2009 12:35  Atualizado: 13/04/2009 12:35
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Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
na mouche Conceição...é isso mesmo.

Beijo

Enviado por Tópico
(re)velata
Publicado: 13/04/2009 14:39  Atualizado: 13/04/2009 14:40
Colaborador
Usuário desde: 23/02/2009
Localidade: Lagos
Mensagens: 2218
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Roque,

Pensas mesmo que poeta é só aquele que escreve para além de si, com o objectivo de despertar consciências? Não será essa apenas UMA das vertentes da poesia (talvez mais realista)? Para mim, também há poesia quando o poeta escreve sobre si e até de si para si, exprimindo a sua subjectividade. O que não quer dizer que não aprecie a poesia e a literatura realista em geral... Bj

Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 13/04/2009 16:55  Atualizado: 13/04/2009 17:02
Colaborador
Usuário desde: 31/03/2008
Localidade: Braga - Vila Verde
Mensagens: 7158
 Re: por este rio (me) de falsos poetas p/ (re)velata
Eu não falei em "só", mas penso que é muito mais poeta aquele que, além de falar de si, de subjectividades e de interesses, volta o olhar para a poesia social, a política ou a metapoesia,embora todas as vertentes tendo o seu valor; nem faria sentido uma pessoa ter consciências do fora, quando não tivesse a de si.
É que eu entendo a palavra poeta como artista e uma pessoa que escreve sempre do mesmo, torna-se como que um fabricante em série de poesia, um especializado. O artista, não. O artista cria sempre obras umas diferentes das outras, é tendencialmente eclético, diversificando.
O que entendo também é que sendo a poesia uma arte, o trabalho de cada um deve ser respeitado e cada um deve começar por respeitar-se a si próprio(nomedamente não sendo exibicionista, vaidoso, pedante, orgulhoso) e quando critica ser objectivo, consistente, racional e justo na argumentação. E para isso, é preciso ler e reflectir na obra que se pretende apreciada, ou que se submete ao nosso julgamento, como é o caso dos textos aqui publicados. E, sinceramente, penso que a maior parte dos comentários ao texto aqui exposto, não foram devidamente amadurecidos. Obrigada por lerem e por responderem, se quiserem.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 13/04/2009 17:15  Atualizado: 13/04/2009 17:15
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Li e apreciei o texto. Não tenho voto na matéria porque não me considero poetisa. Escrevo umas coisinhas de quando em vez sempre no mesmo tom. O que escrevo não faz de mim poetisa. Comento como gosto e sei fazer. Dou apreço ao que gosto. Não sou especialista. Deixo isso para os críticos que são uns chatos! Talvez um dia eu faça algo, mas o que escrevo vem de dentro e faço-o com prazer.

Deixo-te um beijo azul... e sabes? Gosto do que escreves!

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 00:21  Atualizado: 14/04/2009 00:21
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Gosto do beijo azul, é da cor do meu clube...não, não sou do belenenses.

beijo(azul também, já agora)

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/04/2009 00:34  Atualizado: 14/04/2009 00:34
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Ai no sentido lato poeta é toda a gente?

Obrigada Jaber! Estou feliz

Beijinhos da cor do céu e do mar. Quero la saber de clubes :0))

Enviado por Tópico
Valdevinoxis
Publicado: 13/04/2009 17:28  Atualizado: 13/04/2009 17:56
Colaborador
Usuário desde: 27/10/2006
Localidade: Aguiar, Viana do Alentejo
Mensagens: 1947
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Isto é um debate.
Isto, sim, serve um dos propósitos do Luso-Poemas. O meu agradecimento jaber.

Valdevinoxis

PS: Todos são criticos, pois todos têm bases para julgar de acordo com aquilo que pensam, idealizam ou interpretam. Se assim não fosse não haveria nem desacordos e nem discussões válidas.
Só mais uma: Poeta é toda a gente, quer se goste ou não. A poesia é inerente ao ser gente.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 00:23  Atualizado: 14/04/2009 00:23
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
a intenção foi essa, polemizar sem ofender, criticar e ser criticado construtivamente,e provar que é possivel fazer isso aqui sem melindres, e sim concordo contigo, num sentido lato poetas é toda a gente.

Abraço Val

Enviado por Tópico
zésilveiradobrasil
Publicado: 14/04/2009 00:38  Atualizado: 14/04/2009 00:38
Luso de Ouro
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 Re: por este rio (me) de falsos poetas
isto é um saudável debate, incitado pelo teu excelente texto Jaber.

há vezes que eu prefiro ser mais um humilde observador do que um debatedor, portanto deliciei-me como os comentários. adoro mesmo são uns papos de botequim regado a cachaça.rs mas gostei desta visão dada ao poeta, de ser um artista;

"O artista cria sempre obras umas diferentes das outras, é tendencialmente eclético, diversificando".

Valeu Xará. um beijão irmão.

Silveira

(parabéns a todos)

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 10:00  Atualizado: 14/04/2009 10:00
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Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Nós aqui somos mais amantes de um bom vinho, e vamos regando as conversas até as vozes amaciarem e quem sabe dar lugar á declamação. já disse ao Dill, anda por cá também que mais não seja tens cama e roupa lavada. rss

Valeu Xará

Enviado por Tópico
Henricabilio
Publicado: 14/04/2009 10:12  Atualizado: 14/04/2009 10:12
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 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Olá Jaber! Um texto que já estive para comentar diversas vezes mas não o fiz com receio de dizer alguma inconveniência. Falarei de uma forma mais aligeirada uma vez que é um dos temas mais pertinentes da poesia atual e assim sendo suscetível de criar polémicas. Por outro lado o assunto não se esgota em meia dúzia de palavras. Por exemplo, quem lê um texto destes começa logo por lançar duas questões que são uma só: "Que tipo de poeta sou/que tipo de poeta me consideram quem me possa ler"? Enquanto um autor não conseguir responder convenientemente a esta questão não conseguirá partir para outras questões. Existem todo o tipo de autores que surgiram com a net, como cogumelos espontâneos em chuva outonal. E é verdade aquilo que diz no texto... Os autores mais difíceis de lidar são mesmo esses que não aceitam críticas construtivas (verdade se diga que existem muitas críticas apenas destrutivas ou então sem sentido nenhum). No entanto existem egos muito elevados de parte a parte e são esses que colocam os grandes obstáculos. Como vê só aqui existe matéria suficiente para nunca mais acabar de escrever/discutir/comentar. Creio que é um tema próprio para um forum ou qualquer coisa do género. Um tema para debater pessoalmente, olhos nos olhos que nós aqui conhecemos as palavras (por vezes a correr - sim, é uma crítica), mas não conhecemos nada daqueles que estão por trás delas. Antes de me despedir, confesso que gosto muito de ler este tipo de textos, que são fundamentais para abrir mais os nossos horizontes, embora prefira mais ler que participar. Dizer ainda que gostei da originalidade do título, talvez por gostar muito de apresentar textos com jogos de palavras! Prazer em dar o meu contributo! Vai um abraçooo desde as Caldas! Abíl!io

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 10:46  Atualizado: 14/04/2009 10:46
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
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Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
O teu contributo foi importante, porque vens muito de encontro ao que tento clarificar no texto.

Abraço Henrique

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/04/2009 10:45  Atualizado: 14/04/2009 10:45
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Meu caro Jaber.

Chego agora quando a peça termina...

(uma piadinha)" Um sujeito cai do décimo andar,
levanta uma enorme poeira. Perguntam: o que aconteceu? Não sei, estou chegando agora."

... E me retiro de mansinho, pois se descobrem o que o já sei...(que não sou poeta), e publicam isso, que dizer lá em casa?

Acho interessante qualquer crítica de boa fé.

Um abraço

Ulysses

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 10:48  Atualizado: 14/04/2009 10:48
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Bem, não pude deixar de me rir, chegaste muito a tempo...

Abraço Ulysses

Enviado por Tópico
Homo sapiens
Publicado: 14/04/2009 10:49  Atualizado: 14/04/2009 10:49
Participativo
Usuário desde: 29/11/2007
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Mensagens: 35
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Será que o Jaber se converteu, ao Iluminismo...claro! Que, finalmente se convenceu que mais vale um comentário sincero que mil comentários hipócritas? E que nada adianta andar a espingardar á toa? Que melhor será, como se diz aí no Minho, "deixa-os poisar"...
Abraço

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 14/04/2009 10:54  Atualizado: 14/04/2009 10:54
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
eu sempre fui um cancioneiro da livre expressão, e sempre pugnei por isso aqui, ainda antes de apareceres por cá, mas pessoas que como tu aparecem são sempre uma lufada de ar fresco. nem sempre concordo contigo mas bato-me para que tenhas voz...

Abraço Sapiens (eu ás vezes sou mais erectus...)

Enviado por Tópico
Lara Adam
Publicado: 17/04/2009 15:07  Atualizado: 17/04/2009 15:07
Da casa!
Usuário desde: 16/05/2008
Localidade: Ponte de Lima
Mensagens: 469
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Fechou a discussão...e não é que Deus deu-nos a liberdade de pensarmos aquilo que nós queremos!! Apetecia-me dizer algo, mas fica para a próxima...e olhe sr. Jaber que eu não sou poetisa, apenas escrevo umas coisinhas...

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 17/04/2009 15:32  Atualizado: 17/04/2009 15:32
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
não foi deus que nos deu...foi o homem que conquistou esse direito contra a vontade de homens que dizem representar deus.

Beijo Lara

Enviado por Tópico
Lara Adam
Publicado: 17/04/2009 16:25  Atualizado: 17/04/2009 16:25
Da casa!
Usuário desde: 16/05/2008
Localidade: Ponte de Lima
Mensagens: 469
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
O homem apenas conquistou o direito de liberdade de expressão, que foi o que aqui se passou, agora a liberdade de pensamento...ninguém tira isso ao homem, porque o que Deus dá, o homem não tira! DEUS DEUS DEUS, sempre DEUS com letra grande...esta é a minha opinião, mas respeito a sua, atenção.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 17/04/2009 16:28  Atualizado: 17/04/2009 16:28
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
também respeito a tua Lara, concerteza que sim embora nas antipodas do que pensas a esse nivel. um beijo de agradecimento pela atenção.

Enviado por Tópico
MarciaOliveira
Publicado: 17/04/2009 16:06  Atualizado: 17/04/2009 16:06
Da casa!
Usuário desde: 27/07/2008
Localidade:
Mensagens: 450
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Ufa!!!!! Caramba!!!! rsrs..
Carinho,
Márcia.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 17/04/2009 16:13  Atualizado: 17/04/2009 16:13
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2715
 Re: por este rio (me) de falsos poetas
Obrigado, pa ti também.

Beijo Marcia

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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