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BARQUEIROS DO VOLGA

 


BARQUEIROS DO VOLGA

Nas margens do Volga nasce a luz do luar
Na noite serena da minha saudade
Voga voga ei que o marulhar
Lembra as ondas do longe mar

Nas barcas do Volga eu fui trovador
Na longa jornada deste meu sonhar
Voga voga ei oh remador
Que o dia está para despontar

Do rouxinol o eterno canto
Escuto em enlevo entre os salgueiros
Num matinal terno quebranto
Diviso a lua além dos outeiros


Da estepe infinda chega o pulsar
Nas asas do vento a voz dos Urais
Canta canta oh lenhador
Que o teu canto vem dos Valdai.

Antonius


(Adaptação à musica de Meia Noite em Moscovo)


Autor
luciusantonius
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 12/04/2009 22:19  Atualizado: 12/04/2009 22:19
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
Disse-lhe olhos nos olhos primeiro, digo agora em alta voz para que todos escutem. Fantástico.
O poema original, a sua voz, a sua guitarra e a do seu filho.
Sou seu admirador, sabe disso não sabe?
Um abraço amigo Bernardino.

Enviado por Tópico
luciusantonius
Publicado: 13/04/2009 17:05  Atualizado: 13/04/2009 17:05
Colaborador
Usuário desde: 01/09/2008
Localidade:
Mensagens: 661
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
Caro Zé
Basta-me o seu estimulante comentário para compensar algum "trabalho" que me deu esta participação (sempre modesta) na Luso-poemas
Grato e o meu abraço.
Antonius

Enviado por Tópico
OlemaCorreia
Publicado: 15/04/2009 21:52  Atualizado: 15/04/2009 21:52
Da casa!
Usuário desde: 14/03/2009
Localidade:
Mensagens: 278
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
Linda sinfonia, bela poesia, ritmadas a preceito.
Beijo
Olema

Enviado por Tópico
VónyFerreira
Publicado: 16/04/2009 14:28  Atualizado: 16/04/2009 14:28
Colaborador
Usuário desde: 14/05/2008
Localidade: Leiria
Mensagens: 9702
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
Gostei muito deste seu poema, As imagens que nos traz são tão maravilhosas, que me imagino nesses locais tão bem descritos.

Destaco...

"Do rouxinol o eterno canto
Escuto em enlevo entre os salgueiros
Num matinal terno quebranto
Diviso a lua além dos outeiros"

Um forte abraço,luciusantonius

Enviado por Tópico
António MR Martins
Publicado: 16/04/2009 14:32  Atualizado: 16/04/2009 14:32
Colaborador
Usuário desde: 22/09/2008
Localidade: Ansião
Mensagens: 5025
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
E assim nos imaginámos a percorrer essas paisagens...
Gostei de lê-lo.

Abraço

Enviado por Tópico
luciusantonius
Publicado: 16/04/2009 21:16  Atualizado: 16/04/2009 21:16
Colaborador
Usuário desde: 01/09/2008
Localidade:
Mensagens: 661
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
QUERIDOS AMIGOS OLEMA, VONY E ANTONIO
ACHO QUE O ESPASMO POÉTICO SÓ RARAMENTE EMERGE DO MEU IMPULSO DE ESCREVINHADOR. MAS ÀS VEZES LÁ ACONTECE E SER OBSEQUIADO COM PALAVRAS ESTIMULANTES COMO AS VOSSAS FAZ-ME BEM POR FAZEREM-ME ACREDITAR MAIS EM MIM.
UM ABRAÇO E A MINHA GRATIDÃO
ANTONIUS

Enviado por Tópico
ÔNIX
Publicado: 25/07/2010 19:24  Atualizado: 25/07/2010 19:24
Colaborador
Usuário desde: 08/09/2009
Localidade: Lisboa
Mensagens: 2587
 Re: BARQUEIROS DO VOLGA
Olá querido amigo, resolvi colocar aqui a minha resposta à sua missiva.

Um beijo
**********

Antes de mais, agradeço. Imensamente agradecida pela sua comunicação, que me entrou como ponto certeiro, num Domingo de sol, de praia e de mar. Uma missiva que veio de alguém com a imensa capacidade de doar-se até ao limite, sendo que, considero que não há limite para qualquer forma de dizer-se e ser-se, e doar-se quando a génese é, sempre lá esteve e nunca se esvai. Simplesmente É, um conjunto de várias formas moldadas a nosso jeito. Tal como o homem molda o barro com as mãos, os nossos sentidos moldam as formas, formando um conjunto de emoções que nos faz ir longe. Tal como o voo do condor, assim eu me sinto, levitando na sua sombra até ao limite que ele me impuser, mas sempre tentando criar mais e mais limites, até atingir um estado que não pode ser medido por qualquer ponto na altura. (Será sempre desajustada ao soalho esgaço onde danço, e me enlaço, e me refaço). Por isso deixo-o voar alto e vou até ao ponto, onde encontro o meu voo, aquele que me direccione em sentido inverso, ao encontro de uma atmosfera que me faça respirar de novo e dizer que quero, mas quero muito elevar-me à plenitude de todos os seres que comigo queiram respirar.

Há nessa sua vontade, uma vontade minha, um querer demasiado, um sentir que me leve para longe, estando perto. Foi sempre essa, uma força minha de me encontrar em palavras que me são familiares, que me digam - fica, para comigo dançares a melodia intrínseca ao nosso caminhar. Há nas pontas dos nossos dedos um toque sereno, para que ao levantarmos um dedo, os outros o sigam em silêncio. Melodias de um corpo pronto para dançar e se enlevar, através do toque, e também de tons vários em sintonia com o mundo que somos. Preparar os ouvidos para esse exercício, quando as melodias nos entram e as deixamos penetrar-nos, sentindo a força do mar, trazendo-nos ondulações em vários tons, cores e sabores, é deitar-nos na areia, dançar, e deixar o corpo seguir até passar a linha do horizonte. Um corpo deitado na areia a dançar: primeiro balançando as pernas e com os pés desenhando pautas de música na areia; segundo oscilando o tronco, desenhando melodias num espaço aberto a quem lhe quiser tocar; terceiro, levantar os braços e desenhar no céu, um conjunto de versos; de letras prontas para nos levantar, e por último, com os dedos pentear os cabelos e decifrar-lhes as cordas de uma guitarra, viola, bandolim ou violino, e com elas tocar, até que as ondas do mar, afinem as cordas vocais atingindo por fim, um estado emergente, que nos faça alcançar todos os tons. Mergulhar no mar e sentir que a água que nos molha o corpo, molda-nos também a alma, pronta para perceber, que quando o sol se for, as cores ficaram através de uma escala maior, que toca a par com as cores do arco iris, São sete, assim como sete os ciclos que nos fazem ir, sem parar para depois regressar.

Penso que agora sou eu que estou aqui a pensar, ao perceber que está aí alguém pronto para me dar o imenso prazer de o ver melhor, de o sentir através de uma comunicação mar adentro, para comigo dançar uma ondulação diferente, onde as palavras sejam as notas musicais para uma melodia, onde os sentidos estejam alerta. Fui ouvi-lo nos seus “Barqueiros de Volga” e vi-me consigo a duas vozes, se eu tivesse ainda voz para o alcançar e olhos para o poder visitar “sem entrar por meandros”. Irei tentar. Prometo estar atenta ao seu pensar, à sua forma de comunicar, que por sinal, veio na hora certa. Sempre que penso em ir-me para perto do mar, ouvi-lo nos seus profundos sinais, alguém me diz: Vai mas volta porque aqui há mais, muito mais para ouvires, sempre que te deites sobre as palavras e lhes dês formas, alterando-lhes as formas iniciais.

Um grande prazer a sua visita à que eu lhe digo – Bem Haja por estar aí

(De uma mulher, para um Homem amigo)

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
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