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Poemas -> Amor : 

PERDOA-ME SE TE FIZ CHORAR!

 

Meu amor me perdoa se na hora de falar
Eu calei;
Perdoa-me se na hora de calar
Falei... coisas que jamais merecias ouvir;
Perdoa-me pelas palavras que ocultei
E por tantas outras que expressei
Sem ter tido a pachorra de me por no seu lugar.
Perdoa se meu carinho
Eu lhe neguei,
Se nos teus lábios recusei
De colar os meus naquela noite.
Perdoa-me se meus ouvidos
estiveram sempre tampados
para as canções que você almeja
compartilhar comigo,
e pelas que te fiz ouvir sem me importar
se te agradava ou não;
Perdoa-me pelas histórias
que tantas vezes te fiz ouvir,
sobre os meus dias
e por nunca ter te dado a opurtunidade
de me contar sobre os dias teus;
Perdoa-me por te envolver nas minhas angústias
e por eu ter ficado alheio às tuas;
Perdoa pelas flores que não mandei
E pelos espinhos que lhe presenteie
No meu instante de covardia
E ingratidão!
Perdoa-me pelos sorrisos que escondi,
E pelos que no teu rosto eu apaguei;
Perdoa-me também pelos prantos
Que dos teus olhos eu fiz brotar
E também pelos que dos meus olhos
Eu sufoquei, para não derramá-los por ti.
Perdoa-me se me pe preocupei tanto
com os meus problemas
e nunca parei para pensar nos teus;
Perdoa-me se mergulhei tão fundo
nos meus sonhos
e se quer dei valor aos teus;
Perdoa-me se muitas vezes
deixei tantos substantivos no singular,
quando você era tão importante,
e até mesmo parte maior deles;
Perdoa-me pelas cartas que não escrevi,
pelos telefonemas que esqueci
de lhe fazer, dando prioridade a coisas
tantas vezes banais;
Perdoa-me por eu ter sido
e por eu ter sido o que não deveria;
Perdoa-me pelos cartões que não te dei,
pelas idéais tuas, que ignorei,
por achar que as minhas eram
mais importantes;
Perdoa-me!
Pelo amor de DEUS, perdoa-me!
Perdoa-me pelos teus amigos,
que ignorei,
pelos seus planos, que não executei
nem te incentivei realizar;
Perdoa-me pelo amor que eu jurei
Que seria seu em todo tempo
E que em tempo algum não
Pratiquei.
Perdoa-me pelos passeios que não fizemos,
Pelos filmes que não vimos
No cinema do Bichiga.
Perdoa por ter sido tão desatencioso,
Negligente, egoísta, altruísta;
Uma besta quadrada –
Perdoa-me por eu ter mergulhado
No meu mar particular de egocentrismo
A ponto de não enxergar que me amavas tanto
E que tudo que você mais desejava era
Uma chance de me amar ainda mais!


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Lavinsk
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Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
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Tempestades

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E as lanço, na singela esperança
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E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


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(TrabisDeMentia)
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